sexta-feira, 30 de outubro de 2009
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
O parto é delas
Foto: Marcelo Min)
Na água e sem anestesia? No país campeão mundial de cesarianas, pode parecer coisa de gente maluca. Na verdade, trata-se da escolha consciente de mulheres que, alheias ao apelo do parto “prático, rápido e indolor” prometido pelos defensores da cesárea com hora marcada, decidiram vivenciar o nascimento de seus filhos com a maior naturalidade possível. O que envolve também abrir mão de tecnologias e de intervenções médicas desnecessárias. Se a gestação for de baixo risco, o parto normal é mais seguro para a mãe e para o bebê.
Embora o Conselho Federal de Medicina (CFM) proíba tratar a cesárea como procedimento eletivo, há profissionais que indicam a intervenção assim que a gravidez completa 38 semanas (uma gestação normal dura cerca de 40 semanas, podendo ir até 42). Um risco não informado é o de que a cesárea realizada antes que o feto esteja com os pulmões completamente maduros acarreta dificuldades respiratórias. Por esse motivo, muitos bebês hoje nascem e vão direto para a UTI.
O mesmo estudo da Fiocruz derruba um argumento muito freqüente, o de que as próprias mulheres brasileiras desejariam o parto cesáreo: 70% das gestantes não manifestaram preferência pela cesariana no início da gravidez, mas quase 90% a fizeram. “Isso indica que há um convencimento durante o pré-natal”, afirma Lena Peres, do Departamento de Ações Estratégicas do Ministério da Saúde.
“Cesariana é uma técnica. Parto normal, uma arte”, diz o obstetra Jorge Kuhn, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Muitos médicos se formam sem saber fazer parto normal”, afirma a doula e educadora perinatal Ana Cristina Duarte, coordenadora do Grupo de Apoio à Maternidade Ativa (Gama). A doula é uma acompanhante de parto treinada para oferecer suporte físico, emocional e afetivo.

Uma médica e uma enfermeira estavam ao lado do casal de músicos Márcio e Isadora, quando Lia nasceu, no final da madrugada do dia 22 de maio (Foto: Marcelo Min)
“É o parto normal Frankenstein: parece um monstro, de tão medicalizado”, diz Jorge Kuhn, da Unifesp. “O modo como algumas mulheres são tratadas acaba gerando um trauma do parto. Se você perguntar como foi, ela vai falar que foi horroroso, que teve de ficar sem acompanhante, onde não conhecia ninguém, sem apoio emocional”, explica a obstetra Andrea Campos. Nesse contexto, é inevitável que o parto perca sua dimensão emocional e afetiva e se transforme num obstáculo a ser superado – e a opção pela cesárea pode parecer mais atraente.
A radiologista Ilka Yamashiro Murakoshi, que teve sua filha Beatriz, de 9 meses, num parto domiciliar, conhece de perto essa rotina. “É o que estamos acostumados a ver em hospital onde se faz residência. São cerca de oito mulheres no mesmo quarto, todas em trabalho de parto com ocitocina, cada uma num estágio diferente de dilatação: uma grita, todo mundo grita”, conta Ilka.
A médica Andrea Campos aguarda, pacientemente, a hora do bebê e da mãe (Foto: Marcelo Min)
“Teria outro filho em casa”
Um gemido longo vindo do quarto do casal corta o silêncio da noite e percorre de alto a baixo o sobrado. É madrugada do dia 22 de maio, feriado de Corpus Christi, e a musicista Isadora Canto, grávida de 40 semanas e 5 dias, está em trabalho de parto de seu segundo filho. O marido, o músico Márcio Arantes, permanece ao seu lado. Uma doula cuida para que eles se sintam seguros. Faz massagens e sugere posições para ajudá-la a enfrentar a dor.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Drenagem Linfática Manual
A drenagem linfática manual é uma técnica de massagem manual, que utiliza movimentos leves e lentos. Esses movimentos são realizados no sentido do fluxo linfático fisiológico.
Quais são os benefícios?
- Redução da retenção de líquido;
- Prevenção/redução de edema;
- Renovação do líquido intersticial;
- Melhora da oxigenação dos tecidos;
- Ativa, limpa, regula e nutre os tecidos.
- Auxilia na eliminação de dejetos metabólicos;
- Reforça autodefesa do organismo;
- Promove sensação de bem-estar por promover relaxamento;
- Contribui para alívio de cansaço em membros inferiores.
Como são as sessões?
As sessões são realizadas uma ou mais vezes por semana (de acordo com avaliação), com duração de uma hora. Gestantes e Pós-Parto imediato uma hora e meia de duração.
Local de atendimento?
Atendimento Domiciliar, CardioClínica - Cambuí, Espaço Sabiah - Barão Geraldo.
Quando devo iniciar a Drenagem Linfática Manual?
- Após 12 semanas de gestação;
- Pós-Parto;
- Pós-cirurgia;
- Quando achar necessário realizar cuidados com o corpo;
- Presença de edema/inchaço;
- Em casos de indicação médica.
Importante: É necessário realizar avaliação inicial antes de iniciar o tratamento.
Diga NÃO! Ao projeto de lei do ATO MÉDICO!
Basta escolher o seu estado, preencher os campos com seu nome e e-mail e clicar em “enviar”.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Crianças que brincam com bonecas se tornam pais amorosos
Com base na filosofia educacional Waldorf/Rudolf Steiner, que segue a premissa de que as crianças passam por estágios específicos em que há uma propensão para aprender de certa maneira, o título apresenta brincadeiras divertidas e imaginativas que ajudam no desenvolvimento dos bebês de três meses a dois anos.
"Tanto meninos quanto meninas precisam reencenar o cuidado que recebem, e brincar de boneca contribui para que as crianças se tornem pais amorosos", indicam os autores.
No trecho extraído do título, Clouder e Nicol ensinam aos pais como fazer uma boneca simples, mas importante para o desenvolvimento dos filhos.
Boneca carinhosa
As medidas sugeridas podem ser ajustadas ao material que você tiver (para criar bonecas de tamanhos diferentes), mas mantenha a proporção.
Material:
- Lã de carneiro não fiada (ou estopa de algodão 100%). Desfie a lã de carneiro antes de usar, separando delicadamente as fibras densas. Um pente grosso pode auxiliar no processo.
Como fazer:
1 Faça uma cabeça para a boneca formando com a lã não fiada uma bola firme com cerca de 9 cm de altura. Envolva a bola com um quadrado de lã não desfiada e elimine o excesso de linha - mas deixe um pouco de lã sobrando para dar estabilidade ao pescoço.
2 Envolva a cabeça com um quadrado de tecido branco e amarre com um fio de lã ou linha, deixando o excesso.
3 Escolha o lado da cabeça em que fará o rosto e alise o tecido na parte de trás, prendendo a cabeça com um fio de lã forte atrás e costurando no lugar.
4 Envolva a cabeça firmemente com o tecido cor da pele, com o fio do tecido correndo na vertical. Sobreponha as bordas na parte de trás da cabeça, vire a borda inferior e faça uma costura vertical. Amarre o pescoço com um fio de lã forte e costure no lugar.
5 Puxe a borda superior do tecido cor da pele para trás da cabeça, vire para baixo da borda inferior e costure firmemente.
6 Costure as características faciais, mantendo expressões simples, com os fios de bordar vermelho e azul para os olhos e a boca. Costure através da cabeça, da frente até o lado, para fazer cada ponto.
7 Corte um pedaço de tecido de cerca de 24 x 6 cm para os braços. Dobre na metade do comprimento, juntando as pontas do lado direito. Corte um buraco para o pescoço na borda dobrada. Costure as mangas vire o lado direito para fora.
8 Corte outro pedaço do mesmo tecido para as pernas medindo cerca de 30 x 22 cm. Dobre na metade pela largura, juntando as pontas do lado direito e costure seguindo o comprimento para formar um tubo.
9 Dobre o tubo novamente para que a costura fique atrás. Desenhe o contorno da parte interna da perna no tecido e faça uma costura contínua. Corte o material entre as pernas, perto das costuras.
10 Dobre cada perna como se fosse passar um vinco no centro, e faça a costura da base da frente para trás, fazendo uma curva suave em direção à dobra. Corte o excesso de tecido e vire o lado direito para fora.
11 Monte a boneca. Passe o pescoço pelo buraco na borda dobrada da parte dos braços e costure para firmar o pescoço. Faça um pequeno saco com o tecido restante e encha-o com bastante lã. Isso vai formar ocorpo, ou estômago, da boneca. Costure-o firmemente na ponta da cabeça que forma o pescoço.
12 Coloque o enchimento na parte da perna e costure em volta da cintura. Prenda as pernas ao corpo, puxando a linha da cintura sobre o estômago. Puxe os fios para apertá-los e costure a parte das pernas ao estômago.
13 Encha a parte dos braços e depois puxe o tecido para baixo para encontrar a parte de baixo na linha da cintura. Vire as bordas inferiores e costure no lugar.
14 Faça uma mão usando um pedaço de tecido cor da pele com cerca de 6 x 4 cm. Dobre ao meio no sentido da largura, juntando o lado direito, e desenhe o contorno de uma mão. Costure em volta do contorno, deixando uma abertura no pulso para o enchimento. Faça a mesma coisa com a outra mão.
15 Vire as bordas inferiores dos pulsos da parte dos braços, faça alguns pontos soltos, alinhave os pontos e segure. Vire o lado direito da mão para fora, encha levemente e costure na ponta do pulso.
16 Costure os fios do cabelo, prendendo-os firmemente. Faça alguns pontos largos em torno dos calcanhares para criar o formato dos pés.
Dicas:
Coloque as características mais simples que puder.
Se acrescentar cabelo, prenda-o muito bem e use fios que não soltem fibras.
Escolha um tecido macio, lavável - atoalhado, flanela ou seda -, pois precisará ser lavado sempre.
Evite materiais sintéticos.
Se quiser acrescentar roupas ou chapéus, use cores lisas e evite cores berrantes.
Use tecidos coloridos que reflitam a diversidade racial.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Caminhada Nacional de INCENTIVO AO SLING

A BWB Babywearing Brasil está promovendo uma Caminhada Nacional de Incentivo ao uso do Sling. A ação acontecerá no dia 26 de Setembro, durante a Semana Internacional de Babywearing. Eventos especiais estão sendo programados para algumas cidades. Se na sua cidade não há programação, faça você mesma! Reúna suas amigas, com seus slings e seus bebês, para uma gostosa caminhada num parque, bosque, shopping, etc, fotografe o encontro e envie para BWB. Todos que usam sling já sabem muito bem os benefícios que ele oferece, então, vamos lá contagiar novos adeptos!
Programação Campinas:
Feira da Gestante, Bebê e Criança
Sábado das 10 às 22 horas
Domingo das 11 às 20 horas.
domingo, 20 de setembro de 2009
Programa Globo Rural - Hoje!
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Sling-baby aumenta o vínculo da mãe com o bebê

Mas nem sempre braços estão em condições de carregar a criança. Permanecer na e mesma posição por muito tempo traz cansaço e indisposição, principalmente quando o bebê começa a ganhar mais peso. Com isso, o transporte no colo, muitas vezes, é substituído pelo carrinho (uma troca que, em termos emocionais, prejudica a relação). Para evitar que isso aconteça, uma alternativa cada vez mais comum nas ruas são as chamadas sling-baby, faixa de tecidos que podem ser amarradas junto ao corpo da mãe, encaixando o bebê. "Trata-se de uma espécie de rede portátil, muito prática para trajetos curtos e para carregar o bebê, deixando os braços livres", explica Regina Célia.
Articulações do bebê
Amamentação mais discreta
Trajetos curtos
Acomodando a criança
sábado, 12 de setembro de 2009
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Especialista francesa culpa o machismo pelo parto doloroso
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Como Trocar a Fralda do Bebê
Fonte: Crescer
Mães devem evitar uso de água quente na troca de fraldas
Uma simples troca de fralda precisa de certos cuidados, que devem ser tomados pelas mães, para evitar acidentes, como queimaduras com água quente em bebês.
O pediatra do hospital Albert Einstein Durval A. Daniel explica que esses imprevistos são comuns e, por isso, orienta a melhor forma de cuidar das crianças, que estão na fase das fraldas.
Para a higiene do bebê, ele orienta o uso de água da torneira, que não precisa ser fervida, mas que deve estar em temperatura agradável. Em seguida, a pessoa deve molhar o algodão na água e passar na pele da criança. Por último, é só passar o creme protetor contra assaduras.
Os lenços descartáveis podem ajudar na limpeza quando feita fora de casa, pois no dia-a-dia o produto não é recomendado por ser caro e, em alguns casos, por causar alergia. "A exposição na pele a esse produto químico pode acabar irritando", explica Daniel.
Segundo o médico, o uso de fraldas é recomendado até um ano e meio de idade. Por volta dos dois anos, normalmente, elas são retiradas. "A maturidade para isso varia de criança para criança."
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
'Ofurô' acalma bebês no interior de São Paulo
Duas terapias que vieram do Oriente estão ajudando a melhorar a vida de bebês no interior de São Paulo. A shantala, que é um tipo de massagem indiana, já era praticada em alguns hospitais públicos no Brasil. Agora, uma maternidade no interior de São Paulo também adotou ofurô para beês.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Pai britânico salva filha que não respirava ao nascer
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Tempo de amamentação dobra no Brasil, diz Ministério da Saúde
O aleitamento não exclusivo também subiu, de 296 dias para 342 dias entre 1999 e 2008.
Apesar dos avanços, o país ainda está longe de atingir os indicadores adequados. A Organização Mundial da Saúde preconiza o aleitamento exclusivo até os seis meses de vida (180 dias) e o aleitamento parcial até os dois anos (730 dias).

Aleitamento e chupeta
A pesquisa comprovou a relação entre chupeta e tempo de amamentação. Estados com índices maiores de aleitamento têm uso menor do acessório.
O Ministério da Saúde desestimula o uso da chupeta e da mamadeira e recomenda a opção por copo após os seis meses para não interferir na sucção.
Segundo Giugliani, a OMS considera "bom" o indicador de um país que tenha ao menos 80% das crianças com menos de seis meses em amamentação exclusiva -o Brasil tem 41% dos bebês nessas condições.
Hospitais públicos de SP fazem procedimentos desnecessários em bebês
Recém-nascidos saudáveis são submetidos a aspiração gástrica e de vias aéreas superiores -procedimentos considerados desnecessários e que envolvem riscos quando mal realizados- em hospitais públicos de São Paulo. A conclusão é de um estudo da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo feito em três unidades de saúde.
A pesquisa baseou-se em prontuários de 277 recém-nascidos no ano de 2006 de cada uma dessas instituições: um hospital típico do SUS, um hospital que recebeu o prêmio Galba de Araújo por sua proposta de parto humanizado e uma casa de parto. Os nomes das instituições não foram revelados. Os bebês nasceram de gestações de baixo risco e foram considerados vigorosos.
No hospital típico e no premiado, a aspiração gástrica foi feita em 94% e 86% dos bebês, respectivamente, enquanto a aspiração de vias aéreas ocorreu em 96% e 91% dos recém-nascidos. Em contraste, na casa de parto, a taxa de aspiração gástrica foi de apenas 0,73%, e a de vias aéreas, de 8,4%.
De acordo com a pediatra Sandra Regina de Souza, coordenadora da área de Saúde da Criança da Secretaria de Estado da Saúde e uma das autoras do trabalho, as evidências científicas mostram que a recepção de recém-nascidos saudáveis deve se restringir a secar o bebê, observar sua respiração e promover o contato com a mãe.
"Quanto menos colocar a mão no bebê, melhor. As evidências são antigas, mas as pessoas continuam fazendo o desnecessário", afirma.
Segundo ele, o fato de os nascimentos ocorrerem por via natural nas casas de parto facilita a compressão do tórax do bebê e, consequentemente, a expulsão de líquido -o que pode explicar as baixas taxas de intervenção nessa instituição. "Na cesárea, elimina-se menos líquido, mas também é possível não aspirar esses bebês."
Sandra classifica como "surpresa árida" a pequena diferença na taxa de procedimentos do hospital premiado e do típico. "Talvez falte investimento para manter as rotinas esperadas de um hospital premiado", diz.
Para o pediatra Carlos Eduardo Corrêa, consultor internacional em aleitamento, esses procedimentos representam um excesso de intervenção -o que não é necessário nem indicado e pode levar a diminuição de frequência cardíaca, espasmos de laringe, queda da pressão arterial e dificuldade de mamar nos bebês quando são mal realizados.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Para ter parto normal, grávida troca de médico
Quando engravidou pela primeira vez, Renata Rose, 35, que está grávida novamente, trocou de médico para garantir que sua opção pelo parto normal seria respeitada.
"Era meu ginecologista há dez anos, mas, quando fomos conversar sobre o parto, ele começou falando que o melhor era planejar o nascimento antes de 36 semanas, pois uma outra paciente que preferiu esperar perdeu o bebê. Achei aquilo um terror desnecessário", conta.
No caso de Paula Vargas, 28, o médico foi mais direto. "Ele me disse que não fazia parto normal porque o plano de saúde pagava apenas R$ 500 pelo procedimento."
Maria de Lourdes Teixeira, professora de ioga de Paula e Renata e que há 31 anos trabalha com gestantes, diz que as grávidas estão mais conscientes de seus direitos.
"Tenho conversado muito com as gestantes para não se colocarem numa posição de pacientes. Elas são clientes e têm direitos", diz.
Olivia Tolentino, 29, cujo filho nasceu no ano passado nos EUA, faz um relato diferente. Ela diz que a médica estranhou sua pergunta sobre o melhor tipo de parto.
"Ela me disse que a cesariana não era uma opção, mas uma indicação médica, e me alertou que o plano não pagaria o parto se eu fizesse cesariana apenas por vontade própria."
Olivia diz que várias amigas ficaram grávidas ao mesmo tempo no Brasil. "Me surpreendeu que, no Brasil, todas diziam preferir parto normal, mas, por algum motivo, fizeram cesáreas."
Pesquisa da Fiocruz com 430 mulheres atendidas em hospitais particulares do Rio mostra que, no início da gestação, mais de 70% diziam preferir parto normal, mas apenas 10% conseguiram.
Taxa de cesarianas cresce na rede privada de saúde

No ano passado, 84,5% dos partos cobertos por planos de saúde foram cesarianos. Em 2004, a taxa era de 79%. No SUS, essa proporção é de 31%. A Organização Mundial da Saúde recomenda máximo de 15%.
terça-feira, 14 de julho de 2009
Bebê na barriga da mãe 'sincroniza' seu coração com o dela
Pesquisadores liderados por Peter Van Leeuwen e seus colegas da Universidade Witten/Herdecke, da Alemanha, verificaram que os pequenos, no interior do útero materno, chegam a "sincronizar" seu ritmo cardíaco com o da genitora dependendo das variações que ele nota no organismo materno.
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores pediram que um grupo de grávidas variasse sua respiração -- seguindo ritmos de 10, 12, 15 e 20 ciclos de respiração por minuto --, o que naturalmente levaria a variações no ritmo cardíaco das mulheres também.
Os cientistas descobriram que o bebê sincroniza seus batimentos cardíacos com os de mãe quando ela respira de forma mais rápida. Eles afirmam que essa propriedade do elo entre a mãe e bebê poderá ser usado, no futuro, para detectar anomalias no desenvolvimento do feto.
A pesquisa está na revista científica americana "PNAS".
Fonte: G1
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Dor do parto oferece vantagens, afirma especialista
É o que afirma Denish Walsh, obstetra e professor da Universidade de Nottingham, em artigo publicado na revista "Evidence Based Midwifery" no qual explica que a dor é um rito de transição que ajuda a regular o parto.
Segundo Walsh, além de contribuir claramente com a fisiologia do parto, ajuda a fortalecer o vínculo entre a mãe e o filho e prepara a mulher para as responsabilidades da maternidade.
Sem menosprezar o valor da anestesia epidural, que pode ser fundamental em alguns casos, o professor aponta que seu uso aumentou muito nos últimos 20 anos, apesar da disponibilidade de outras alternativas menos invasivas contra a dor.
Walsh afirma que alguns estudos demonstraram que a anestesia epidural aumenta a probabilidade de ter que induzir as contrações com tratamentos hormonais e é mais frequente o uso de fórceps para ajudar a saída do bebê.
No Reino Unido, o uso da anestesia aumentou 17%, entre 1989 e 1990, e 33%, de 2007 para 2008.
O professor recomenda ao Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês) outras alternativas de alívio à dor como ioga, massagem e tratamentos em piscinas.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Dormir de Barriga para cima é mais seguro
Porque dormir bem, é dormir com segurança!
2. Qual é a causa da morte súbita infantil?
- bebê que dormem de bruços ou de lado;- exposição ao fumo durante a gravidez e após o nascimento a exposição ao fumo no ambiente;- consumo de álcool e drogas durante e após a gestação;- falta de aleitamento materno;- uso de colchões ou travesseiros muito moles e fofos;- presença de brinquedos, travesseiros, rolinhos e outros objetos no berço que podem sufocar o bebê;- superaquecimento do bebê; - dormir na cama com os pais ou com outras pessoas;- nascimento prematuro ou bebês com baixo peso ao nascer.
3. Qual a posição mais segura para o bebê dormir?
4. Como tornar mais seguro o sono do bebê?
- Evitar o excesso de roupas e fraldas que possam dificultar os movimentos do bebê superaquecer seu corpo.- Deixar os braços do bebê livres, para fora das cobertas, assim, evita-se que ele deslize na cama e fique com a cabeça embaixo das cobertas.- Deixar a cama livre de almofadas, travesseiros, “cheirinhos” (paninhos usados por algumas crianças para dormir), bichos de pelúcia e outros brinquedos que possam dificultar a respiração do bebê- A temperatura do quarto deve ser confortável para um adulto vestindo roupas leves. O bebê não deve parecer quente ao ser tocado.- O bebê deve dormir sozinho em sua própria cama ou berço e não na cama de seus pais ou com outras crianças.
5. Colocando o bebê para dormir de barriga para cima ele não pode se afogar com o próprio vômito?
6. Então não se deve deixar o bebê dormindo de lado?
7. Desde quando o bebê deve começar a dormir de barriga para cima?
O bebê deve começar a dormir de barriga para cima assim que seja possível, logo após seu nascimento. É importante levar em conta que que os bebês devem se acostumar com essa posição lentamente.
8. Até que idade é preciso se preocupar com a posição correta para o bebê dormir?A MSI atinge bebês de até um ano de vida. Portanto, até o bebê completar essa idade é preciso ficar atento com a posição correta para ele dormir: de barriga para cima!
9. Quando é possível deixar o bebê em outra posição?
10. Quem recomenda que os bebês devem dormir de barriga para cima?
As evidências científicas são inquestionáveis e as academias de pediatria dos EUA e Inglaterra, por exemplo, já recomendam fortemente deitar o bebê de barriga para cima. Os países que promovem deitar o bebê nessa posição reduziram as mortes súbitas em 50%. A Sociedade Brasileira de Pediatria também faz esta recomendação e a Pastoral da Criança orienta as mais de 1,4 milhão de famílias acompanhadas que os bebês devem dormir de barriga para cima.
11. Já foram feitas outras campanhas de prevenção a morte súbita no mundo?
Esta redução dos óbitos infantis por MSI ocorreu em diversos países após o desenvolvimento de campanhas semelhantes. A campanha desenvolvida em 1991 na Inglaterra conseguiu reduzir o número de óbitos por MSI em 75%:
12. Qual é o índice de incidência da morte súbita infantil em crianças da Améica Latina?
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Gadget “Traduz” o Choro dos Bebês!

A ThinkGeek anunciou um novo gadget chamado Why Cry Baby Analyzer que promete usar uma tecnologia avançada de análise de frequência para “traduzir” o choro do bebê.
O Why Cry Baby Analyzer é capaz de te dizer se o bebê está estressado, com sono, irritado, entediado ou com fome. O gadget também marca a temperatura ambiente e a umidade relativa do ar.
Se o funcionamento for como o prometido este é o gadget que os pais sempre sonharam, mas será que funciona mesmo?
O Why Cry Baby Analyzer custa US$99,99 na ThinkGeek, que aceita encomendas do Brasil.

quinta-feira, 2 de julho de 2009
Luz, câmera e contrações: vídeos de parto no YouTube
Malia Wollan/ NYT
Ao entrar no oitavo mês de gravidez, Rebecca Sloan – bióloga de 35 anos e moradora da cidade californiana de MountainView – já havia lido todos os livros preparatórios para a nova vida, tido aulas de parto, conversado com outras futuras mamães em salas de bate-papo na internet e ainda assim não tinha a menor ideia do que viria pela frente. Então, exatamente como inúmeras gestantes antes dela, Sloan digitou a palavra “parto” na busca do YouTube. Surgiram milhares de vídeos mostrando desde mulheres dando à luz sob hipnose até cesarianas, além de partos realizados em banheiras.
“Eu só queria ver o processo completo”, disse Sloan. E ela viu mesmo, graças a mulheres como Sarah Griffith, uma mãe de 32 anos que convidou suas melhores amigas para participar do parto de seu filho Bastian. Uma delas ficou a cargo de filmar o evento, captando as dolorosas contrações de Griffith, a cabeça do bebê surgindo e o primeiro chorinho. Depois disso, Griffith postou no YouTube um filme de uma hora de duração, dividido em 9 partes, que desde então já foi assistido mais de 3 milhões de vezes.
Mamães e papais “cineastas”, como Griffith, veem seus filmes caseiros como uma forma de desmistificar o parto, mostrando a outras mulheres – e a seus maridos medrosos – imagens reais que elas talvez somente vissem na ocasião de suas primeiras contrações. Se o YouTube pode mostrar como montar o Cubo Mágico, arrombar um cadeado e preparar um ovo pochê, talvez o site também possa demonstrar como dar à luz. Recentemente, um casal britânico se tornou assunto dos tablóides depois que a mulher deu à luz somente com a ajuda de seu marido, usando um vídeo sobre um parto no YouTube como tutorial.
Conteúdo explícito
Inevitavelmente, a maioria dos partos mostrados é em vídeos explícitos, desafiando não somente as regras do YouTube mas também as convenções sociais de direito de propriedade.
“De maneira geral, a nudez é proibida no YouTube”, afirma Victoria Grand, responsável pelas condutas do site. “Porém, abrimos exceções para vídeos educativos, documentais ou científicos”. Funcionários do YouTube fiscalizam regularmente vídeos explícitos e, dependendo do conteúdo dos mesmos, podem decidir deixar o vídeo no ar, restringir seu acesso a maiores de 18 anos ou simplesmente removê-lo do site. Dentre as exceções estão os vídeos de procedimentos médicos explícitos, permitindo que pacientes virtuais e outros usuários com maioridade assistam vídeos de colonoscopias, apendicectomias e cirurgias cardíacas. A maioria dos vídeos de partos tem restrição de idade.
Sloan confessou que no início ficava com vergonha de assistir aos vídeos. Ela se recorda de um vídeo que mostrava um casal que falava alemão ou holandês, no qual o homem abraçava a mulher por trás delicadamente enquanto ela se agachava e balançava o corpo. Sloan não demorou a encher os olhos de lágrimas. “Foi muito emocionante”, disse ela. “Os vídeos não são nada sensacionalistas, grande parte deles não foi editada e as pessoas não estão ganhando dinheiro com isso. Por isso eles parecem ter um propósito tão genuíno”.
Segundo Eugene Declercq, professor da Escola de Saúde Pública da Universidade de Boston, o fato de mulheres estarem acessando o YouTube para assistir a vídeos de partos mostra uma inclinação natural. “Cento e cinquenta anos atrás as mulheres costumavam presenciar partos com certa frequência: elas assistiam suas irmãs ou vizinhas darem à luz”, relatou o professor, completando que somente no final do século 19 o parto saiu dos quartos e salas de estar para os hospitais. “Agora, com o YouTube, estamos passando por uma volta ao passado e as mulheres novamente estão tendo a oportunidade de assistir partos”.
Incrível ou repugnante?
Todos os dias, Griffith acessa o YouTube para responder os comentários e perguntas postados nos vídeos do nascimento de Bastian. Ela conta que sua seção de comentários se divide da seguinte forma: futuras mamães empolgadas e apreensivas, alguns comentários tão obscenos que ela se recusa a postá-los e, por último, comentários de pessoas que Griffith costuma chamar de “caras repetitivos”, que costumam escrevem coisas do tipo: “Nossa, estou tão feliz por não ser mulher!”.
Não é fácil assistir ao filme de Griffith. Bastian pesou quase 5 quilos no nascimento e ela não editou nem as fotos em close-up, nem os gritos, gemidos e palavrões. “Meu objetivo é não assustar ninguém”, disse ela. “Mas, se uma mulher está grávida e ainda não se ateve ao fato de que um parto envolve dor, então pode ser que ela queira começar”.
A natureza gráfica de vídeos públicos de nascimentos os torna bastante controversos.
Em um fórum na internet conduzido pela publicação Parenting Magazine, uma usuária recentemente postou a seguinte pergunta: “Debate de Mães: O que você acha de postar vídeos de partos no YouTube: incrível ou repugnante?”. As respostas se dividiram entre repugnante (“Minha pergunta é: Porque essas pessoas sentem a necessidade de postar isso na internet?”) e incrível (“Eu acho incrível as mães poderem ver todas as maneiras diferentes e reais de dar à luz”).
Vídeos de partos vêm sendo exibidos em aulas preparatórias para a maternidade desde os anos 70. Porém, tais vídeos costumam ter edição meticulosa e podem ser um pouco ultrapassados, afirma Jeanette Schwartz, presidente da Associação Internacional de Educação para o Parto – entidade que certifica instrutores destes cursos. Na opinião de Schwartz, vídeos postados no YouTube poderiam mudar a maneira como as aulas são dadas: “Isso cria uma oportunidade formidável de mostrar, gratuitamente, vídeos da vida real em um ambiente de sala de aula”.
A maioria de tais vídeos disponíveis no YouTube mostram partos realizados em casa, filmados dentro da sala de estar, do quarto ou da banheira. Nos Estados Unidos, muitos hospitais e médicos proíbem pacientes de filmar partos devido a preocupações relacionadas à responsabilidade de imagem, por isso são poucos os vídeos de partos realizados em hospitais americanos postados no YouTube.
Os milhares de vídeos de partos, salas de bate-papo de gestantes e infinitos blogs sobre gravidez estão mudando a dinâmica entre grávidas e profissionais da área médica.
Utilidade pública
“Quanto mais informações você tem, quanto mais fontes você tem, mais informada você será, e melhores serão suas perguntas”, disse Eileen Ehudin Beard, conselheira das 6.500 integrantes da Faculdade Americana de Enfermeiras Parteiras. Entretanto, na opinião de Beard, vídeos que mostram partos complicados podem ser prejudiciais, principalmente se eles fizerem as mulheres terem mais medo de dar à luz.
Providence Hogan insiste em afirmar que “não é uma típica usuária do YouTube”. Ainda assim, Hogan, 42 anos, proprietária de um day spa nos arredores do bairro nova-iorquino do Brooklyn, costuma passar horas assistindo vídeos de partos para se preparar para a chegada de seu segundo filho em agosto. Se tudo correr como esperado – Hogan pretende dar à luz na banheira de sua casa – ela quer que Sofia, sua filha de sete anos, esteja presente. Depois de assistir vídeos de partos no YouTube e no site birthvideos.tk, Hogan começou a mostrar os vídeos menos explícitos a sua filha. Ela conta que, no início, Sofia achava que aquilo era esquisito e feio. Agora a menina exclama: “que gracinha de bebê!”, relatou Hogan.
Onze meses atrás em Mountain View, Sloan filmou o parto de seu filho Urban. Ela diz não se sentir confortável em postá-lo no YouTube, além de não saber qual seria a opinião de seu marido. Entretanto, ela acredita que seu vídeo vai acabar se tornando mais um testemunho público da agonia e da beleza de um parto.
“Foi tão útil ver todos aqueles vídeos”, disse ela, completando: “Me sinto tão grata a todas as famílias que os compartilharam que tenho vontade de retornar o favor”.
terça-feira, 30 de junho de 2009
domingo, 28 de junho de 2009
Pega correta do bebê reduz fissuras no seio durante amamentação
Para higienizar as mamas, embora alguns médicos possam receitar água boricada ou soro fisiológico, isso não é necessário, dizem os especialistas ouvidos. "Basta usar água e sabonete neutro no banho", ensina a enfermeira Márcia Regina Silva, consultora internacional em aleitamento materno e coordenadora do grupo de aleitamento do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo.
"Também vale passar o próprio leite antes e depois da mamada", ensina Débora Passos. O alimento possui fatores de proteção e é cicatrizante.
Outras dicas são manter as mãos sempre limpas, para evitar contaminação, e trocar de sutiã diariamente, pois ele pode se sujar com restos de leite.
Se, apesar de todas as medidas, surgir alguma fissura, o médico pode orientar sobre a melhor conduta- mas sabe-se que os cremes de lanolina extrapura funcionam bem.
Também deve-se evitar passar cremes e óleos na região do mamilo, para não deixar a pele mais sensível.
Fonte: Folha SP
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Filme: "ORGASMIC BIRTH"
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terça-feira, 16 de junho de 2009
Justiça determina a reabertura da Casa de Parto de Realengo
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Mães aderem ao banho de balde para recém-nascidos
Marlene Bergamo/Folha Imagem
Lis Pereira Geimer, de um mês e meio, toma banho em um balde comprado na rua 25 de Março, centro de comércio popular em SP
Estripulias à parte, o que está atraindo as mães para o acessório é a promessa de um bebê mais tranqüilo, propagada em sites de relacionamento e listas de discussão na internet. "À noite, dou o banho e ela dorme durante horas", confirma.
Para o obstetra Antonio Júlio Barbosa, do hospital e maternidade Santa Catarina, a principal vantagem desse tipo de banho em relação ao de banheira é que o bebê "se molda" ao acessório. "Ele tem mais contato com a água, o que mimetiza o meio intrauterino, que é o que se deseja quando o bebê acabou de nascer", afirma.
O neonatologista Carlos Eduardo Corrêa, que apresentou a "técnica" a Talitha Pereira, indica o balde para o banho da maternidade e para os primeiros dias de vida do bebê. "Acho que fica mais fácil para os pais segurarem, e a criança chora menos.
Faço o banho com o bebê enrolado em um pano, na água quente", diz. O médico afirma que, por volta dos sete meses, quando a criança começa a querer ficar em pé, o balde é mais seguro do que a banheira.
A arquiteta Roselene Araújo, 44, mãe de Beatriz, 10, Heloísa, 9, e Isabela, 7, tem experiência de sobra com o utensílio -sua primogênita tomou banho de balde desde os primeiros dias até os seis anos de idade.
Durante a gestação de Heloísa, Roselene trocou o balde pela TummyTub, que descobriu na internet. O modelo, desenvolvido na Holanda especialmente para bebês de até seis meses de vida, precisou ser importado.
Muito semelhante a um balde, a TummyTub é transparente e possui alguns itens de segurança, como base antiderrapante e um centro de gravidade que ajuda a evitar acidentes. A desvantagem é o preço. Enquanto o balde comum custa menos de R$ 15, o de grife pode ser encontrado em lojas de artigos infantis por até R$ 140.
Embora bebês pequenos como Lis consigam ficar sem apoio no balde por um tempo, o ideal é suspendê-los com as mãos pela região axilar.

Vídeo - Banho no "Balde"

