quarta-feira, 17 de março de 2010

CineMaterna - 23 de março - Campinas

Filme: Lembranças



Dia: 23 de março - terça-feira

Local: Cinemark Iguatemi Campinas

Horário: 14h

Elenco: Robert Pattinson, Emilie de Ravin, Pierce Brosnan, Chris Cooper

Direção: Allen Coulter

Gênero: Drama

Duração: 128min

Classificação indicativa: 12 anos

Sinopse:Dois jovens amantes (Robert Pattinson, de Ravin) têm sua relação ameaçada enquanto tentam lidar com suas respectivas tragédias familiares.

Preço: R$ 12 e R$ 6 (meia para estudantes).

Assista ao trailer


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Folder - Direito ao Acompanhante de Parto!

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Trailer do Filme BABIES - O mais esperado de 2010!

Confiram abaixo o trailer do filme “Babies” que tem lançamento previsto para abril de 2010 e acompanha por um ano a trajetória de quatro bebês nascidos em lugares muito diferentes: Namíbia,Tóquio Mongólia, e São Franscisco.




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quinta-feira, 4 de março de 2010

Parto em casa é seguro

Dra. Melania Amorim

Li com atenção a interessante matéria do Guia do Bebê sobre Parto em Casa. Efetivamente, a recente notícia de que o parto da modelo Gisele Bundchen foi assistido nos Estados Unidos em sua própria residência, dentro da banheira, teve grande repercussão na mídia e despertou grande interesse em diversas mulheres, além de debate por diversas categorias profissionais.

Entretanto, mesmo bem preparada, a matéria peca por apresentar apenas o ponto de vista de uma única obstetra, sem considerar a visão de diversos outros profissionais que podem participar da assistência ao parto e, sobretudo, sem analisar a opinião das mulheres.

Como obstetra, pesquisadora e integrante do Movimento de Humanização do Parto no Brasil, não poderia deixar de contrapor a este ponto de vista, digamos, “oficial”, por refletir a opinião de grande parte dos médicos-obstetras em nosso País, considerações baseadas não em “achismos” ou receios, mas em evidências científicas.

O parto em casa, conquanto seja uma modalidade ainda pouco freqüente no Brasil, representa uma realidade dentro do modelo obstétrico de diversos outros países, como a Holanda, onde 40% dos partos são assistidos em domicílio, dentro do Sistema de Saúde. Mas vários outros países europeus e até os EUA contam com estatísticas confiáveis pertinentes aos partos atendidos em casa, e é impossível falar em RISCOS ou SEGURANÇA sem considerar os resultados dos diversos estudos já publicados sobre o tema.

Em 2005, chamou a atenção a publicação de um interessante estudo analisando os desfechos de partos domiciliares assistidos por parteiras na América do Norte: "Outcomes of planned home births with certified professional midwives: large prospective study in North America"[http://bmj.bmjjournals.com/cgi/content/full/330/7505/1416?ehom]. O estudo incluiu 5418 mulheres. A taxa de transferência para hospital foi de 12%, com uma taxa de cesariana de 8, 3% em primíparas e 1,6% em multíparas.

A frequência de intervenções foi muito baixa, correspondendo a 4,7% de analgesia peridural, 2,1% de episiotomias, 1% de fórceps, 0,6% de vácuo-extrações e uma taxa global de 3,7% de cesarianas. A taxa de mortalidade perinatal (intraparto e neonatal) foi de 1,7 por 1.000, semelhante à observada em partos de baixo risco atendidos em ambiente hospitalar. Não houve mortes maternas. O grau de satisfação foi elevado (97% das mães avaliadas se declararam muito satisfeitas). A conclusão deste estudo foi que os partos domiciliares assistidos por parteiras têm os mesmos resultados perinatais que os partos hosp italares de baixo risco, com uma frequência bem mais baixa de intervenções médicas. Entretanto, alguns críticos comentaram que o número de casos envolvidos seria insuficiente para determinar a segurança do parto domiciliar em termos de mortalidade materna e perinatal.

Seguiram-se vários outros estudos, publicados em diversas regiões do mundo, comparando a morbidade e a mortalidade tanto materna como perinatal entre partos domiciliares e hospitalares. A conclusão geral é que o parto domiciliar NÃO envolve mais riscos para mães e seus bebês, e cursa com vantagens diversas, relacionadas sobretudo à expressiva redução de intervenções e procedimentos. Partos assistidos em casa têm menor risco de episiotomia, de analgesia de parto, de uso de fórceps ou vácuo-extrator, de indicação de cesárea e a taxa de transferência hospitalar fica em torno de 12%. Destaca-se ainda o conforto e a satisfação das usuárias, que vivenciam uma experiência única e transformadora em seu próprio lar.

O estudo mais recente publicado no British Journal of Obstetrics and Gynecology (2009) analisou a morbimortalidade perinatal em uma impressionante coorte de 529.688 partos domiciliares ou hospitalares planejados em gestantes de baixo-risco: Perinatal mortality and morbidity in a nationwide cohort of 529,688 low-risk planned home and hospital births. [http://www3.interscience.wiley.com/journal/122323202/abstract?CRETRY=1&SRETRY=0]. Nesse estudo, mais de 300.000 mulheres planejaram dar à luz em casa enquanto pouco mais de 160.000 tinham a intenção de dar à luz em hospital. Não houve diferenças significativas entre partos domiciliares e hospitalares planejados em relação ao risco de morte intrapa rto (0,69% VS. 1,37%), morte neonatal precoce (0,78% vs. 1,27% e admissão em unidade de cuidados intensivos (0,86% VS. 1,16%). O estudo conclui que um parto domiciliar planejado não aumenta os riscos de mortalidade perinatal e morbidade perinatal grave entre mulheres de baixo-risco, dese que o sistema de saúde facilite esta opção através da disponibilidade de parteiras treinadas e um bom sistema de referência e transporte.

Parteiras treinadas ou midwives, em diversos países, são aquelas profissionais que cursam em nível superior o curso de Obstetrícia e são treinadas para atender partos de baixo-risco e, ao mesmo tempo, desenvolvem habilidades específicas para identificar os casos de alto-risco, providenciar suporte básico de vida em emergências, tratar potenciais complicações e referenciar ao hospital, quando necessário. Essas profissionais, como a que atendeu Gisele Bundchen, estão aptas para prestar o atendimento à mãe durante todo o parto, bem como para assistir o bebê imediatamente após o nascimento e nas primeiras 24 horas de vida. Embora não haja necessidade de equipamentos sofisticados ou de UTI à porta da casa da parturiente, o material básico de reanimação neonatal é providenciado pelas parteiras certificadas. Parteiras também podem atender em hospital, de forma independente ou associadas co m médicos.

Uma revisão sistemática recente encontra-se disponível na Biblioteca Cochrane com o título de “Midwife-led versus other models of care for childbearing women” [http://www.cochrane.org/reviews/en/ab004667.html]. Esta revisão demonstra que um modelo de cuidado com parteiras associa-se com vários benefícios para mães e bebês, sem efeitos adversos identificáveis. Os principais benefícios são redução de analgesia de parto, menor número de episiotomias e partos instrumentais, maior chance de a mulher ser atendida durante o parto por uma parteira já conhecida, maior sensação de manter o controle durante o trabalho de parto, maior chance de ter um parto vaginal espontâneo e de iniciar o aleitamento materno. A revisão conclui que se deveria oferecer à maioria das mulheres (gestantes de baixo-risco) a opção de ter gravidez e parto assistidos por parteiras.

Em resumo, as evidências científicas disponíveis corroboram a segurança e os efeitos benéficos do parto domiciliar. Apenas criticar e apontar possíveis complicações, sem comprovar as críticas com evidências bem documentadas, publicadas em revistas de forte impacto, não pode ser mais aceito em um momento da história em que os cuidados de saúde devem se respaldar não apenas na opinião do profissional mas, ao contrário, devem se embasar em evidências científicas sólidas. Este é o preceito básico do que se convencionou chamar de “Saúde Baseada em Evidências”, correspondendo à integração da experiência clínica individual com as melhores evidências correntemente disponíveis e com as características e expectativas dos pacientes”. Embora iniciado na Medicina (“Medicina Baseada em Evidências”) esse novo paradigma estende-se a todas as áreas e sub-áreas da Saúde.

Melania Amorim, MD, PhD

Esta página foi publicada em: 03/03/2010.
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quarta-feira, 3 de março de 2010

Direito ao acompanhante de Parto!


Direito ao acompanhante no parto:

Mulheres denunciam ao Ministério Público descumprimento da lei

A rede de mulheres Parto do Princípio aproveita o dia 8 de março, data
em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, para denunciar ao
Ministério Público abuso do poder médico e das instituições hospitalares
privadas e públicas, em descumprimento sistemático da lei que garante
o direito a um acompanhante no processo do parto. Simultaneamente, a
Parto do Princípio divulgará os benefícios e o direito da mulher a um
acompanhante no processo do parto.

A Rede Parto do Princípio, juntamente com outras organizações civis, entrega no dia 8 de março
ao Ministério Público de vários estados um documento que denuncia o descumprimento
sistemático da Lei que garante à mulher o direito de ter ao seu lado um acompanhante de sua
escolha durante o trabalho de parto, no parto e no pós-parto.

O quadro do desrespeito à lei em todo território nacional é alarmante e a desinformação é geral.

“Eu fui colocada para fora da sala de cirurgia durante a cesárea da minha irmã, pelo
anestesista de plantão! Quando fui agradecer por ter permitido que eu entrasse, ele disse
que era contra a presença de acompanhantes, que um centro obstétrico não é um circo
onde médicos dão espetáculos para estranhos assistirem, e que eu deveria sair
imediatamente.", diz Vânia C. R. Bezerra.


“Eu não sabia que existia essa lei, meu marido ficou do lado de fora pedindo ao médico
para entrar por horas, disseram a ele que somente mulheres podiam entrar.” - denúncia
anônima.

Apesar da lei, a cada dia milhares de mulheres em todo Brasil sofrem esse tipo de
abuso do poder médico e das instituições hospitalares privadas e públicas.

A Parto do Princípio, neste dia 8, toma duas frentes de ação:
- Entrará com as denúncias no Ministério Público de diversos estados.
- Iniciará uma campanha de divulgação da lei e do direito que ela protege.

A denúncia

Buscamos levar ao conhecimento do Ministério Público Federal um panorama do que acontece em todo o Brasil em relação à Lei do acompanhante no parto, apresentando as graves implicações para as saúdes materna e neonatal.

Denunciamos o abuso do poder médico e das instituições públicas e particulares, demonstrando que existe um boicote em divulgar e respeitar a lei tanto nas instituições do Sistema Único de Saúde (SUS) como nas particulares. Abordamos também a completa omissão da Agência Nacional de Saúde (ANS) na regulamentação do direito e sem restrições.

Fatos sobre a lei

No dia 7 de abril de 2005, entrou em vigor a Lei 11.108 que garante às parturientes o direito à presença de um acompanhante durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS.

No dia 2 de abril de 2008, entrou em vigor a Resolução Normativa nº 167 da ANS, na qual atualiza as diretrizes para os planos privados de assistência à saúde constando a exigência da cobertura de um acompanhante indicado pela parturiente nos Planos Hospitalares com Obstetrícia.

No dia 3 de junho de 2008, a ANVISA, através da Resolução da Diretoria Colegiada nº 36, no item 9.1 prevê que "O Serviço deve permitir a presença de acompanhante de livre escolha da mulher no acolhimento, trabalho de parto, parto e pós-parto imediato" reiterando o direito para os atendimentos particulares.

Já se passaram quase 5 anos desde que a Lei 11.108 entrou em vigor. A grande maioria dos serviços de saúde ainda não permite a entrada de acompanhante, restringe o seu tempo de permanência, cobra uma taxa para sua entrada, ou limita a escolha da parturiente.

“Apesar de ser de conhecimento da classe médica que o acompanhante traz muitos benefícios para a saúde da mulher e do bebê, esse direito continua a ser negado ou cerceado!”, afirmam membros da rede Parto do Princípio.

Uma questão de saúde

Os benefícios da presença de um acompanhante para a parturiente e para o recém-nascido foram amplamente demonstrados. Entre outros, a presença do acompanhante foi relacionada à diminuição do tempo do trabalho de parto e parto e a melhores índices de Apgar no bebe.

A Organização Mundial de Saúde recomenda a presença de um acompanhante de escolha da
mulher desde 1996 (OMS).

Nossas propostas

Junto ao documento, várias propostas de soluções foram apresentadas, entre elas:

• Exigir que a Lei seja afixada em quadro de informações na recepção das maternidades públicas e privadas.
• Que as mesmas informações estejam impressas no Cartão da Gestante.
• Estabelecimento de uma multa a ser paga pela instituição em caso de denúncia de descumprimento da Lei.
• Que seja criada campanha de veiculação do direito na mídia, orientando para os meios de fazer valer este direito ou denunciar casos em que tenha sido negado.

A divulgação

Divulgaremos a Lei do Acompanhante para que as usuárias do sistema de saúde tomem conhecimento do seu direito e possam exigir que ele seja respeitado no estabelecimento em que elas vão dar à luz. A tomada de consciência da população deste direito é o caminho para obtermos mudanças na postura dos médicos, hospitais e maternidades que continuam negando ou cerceando esse direito às mulheres.

A Parto do Princípio é uma rede de mulheres, consumidoras e usuárias do sistema de saúde brasileiro, que oferece informações sobre gestação, parto e nascimento baseadas em evidências científicas e recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Conta hoje com mais de 250 pessoas trabalhando, voluntariamente, em 16 estados e no Distrito Federal, na divulgação dos benefícios do parto ativo.


O que vai acontecer na sua cidade:
(confira a atualização da programação no nosso site)

Brasília

Panfletagem
Representante: Clarissa Kahn e Clarice Andreozzi
Telefones: (61) 8139-0099 e (61) 9209-7471
Dia: 08/03 à tarde
Local: a confirmar

Representante: Sabrina Dias e Sylvana Karla
Telefone: (61) 8160-7623 e (61) 8108-2161
Dia: 07/03
Hora: 10h às 12h
Local: Parque da Cidade
Dia: 08 a partir das 18h
LOCAL: Em frente ao Conjunto Nacional

Belém

Denúncia no Ministério Público
Representante: Suzana Gaia
Telefone: (91) 3285-7039
Data: 08/03

Panfletagem
Representante: Thayssa Rocha
Telefone: (91) 8884-0209
Data: 07/03 Hora: 10h às 11h
Local: Praça da República Hora: 11h às 12h
Local: Praça Batista Campos

Belo Horizonte

Denúncia no Ministério Público
Representante: a definir (consulte nosso site no decorrer da semana)
Telefone: (31) 9312-7399
Data: a definir (consulte nosso site no decorrer da semana)

Panfletagem
Representante: Mariana de Mesquita
Telefone: (31) 8637-2954
Datas: 02 a 07/03
Hora: 14 às 22h (2 a 5/3) e 10 às 22h (6 e 7/3)
Local: Feira do Bebê e da Gestante, no Minascentro

Campinas

Denúncia no Ministério Público
Representante: Renata Olah
Telefone: (19) 9132-9621
Data: 08/03

Fortaleza

Denúncia no Ministério Público
Representante: Socorro Moreira
Telefone: (85) 3262-0483 (85) 8886-9105
Data: 08/03

Guarulhos

Denúncia no Ministério Público
Representante: Renata Budoia
Telefone: (11) 8231-7750
Data: 08/03

Joinville

Panfletagem
Representante: Mikaela Lindermann
Telefone: (47) 3423-2665
Data: 07/03
Hora: 11h às 16h
Local: Parque Zoo Botânico, Praça Nereu Ramos

Maringá

Panfletagem
Representante: Patricia Merlin
Telefone: (44) 3222-9104 / 9927-7298

Niterói

Panfletagem
Representante: Gisele Muniz
Telefone: (21) 2616-0357 / (21) 9931-9923
Data: 08/03

Pelotas

Panfletagem
Representante: Isane D'Avila
Contatos: (53) 9105-1430 / 3303-1097
amadrecer@hotmail.com
Data: 05 de março
Hora: 10h às 11h30
Local: calçadão da Andrade Neves (em frente à C&A)

Porto Alegre

Denúncia no Ministério Público e panfletagem
Representante: Alessandra Krause
Telefone: (51) 9685-2114
alessandrakrause@bol.com.br
Data: 06/03
Hora: 10h30
Local: Parque da Redenção

Rio de Janeiro

Denúncia no Ministério Público e panfletagem
Representantes: Mireille Jandorno e Ingrid Lotfi
Telefone: (21) 9346-6624 e (21) 9418-7500
Data da denúncia: 08/03
Data da panfletagem: a partir do dia 14
Local: a confirmar

São Carlos/ SP

Denúncia no Ministério Público
Representante: Vânia Cristina Rondon Bezerra
Data: 08/03
Telefone: (16) 3375-1648 e 9794-3566

São Paulo/ SP

Panfletagem
Representante: Thais Medeiros
Telefone: (11)3554-6864
thais@mamaedahora.com.br
Data: de 13 a 27 de Março
Hora: das 10 às 19 horas
Local: Rua Cotoxó 603 Perdizes

Denúncia no Ministério Público
Representante: Deborah Delage
Telefone: 9201-5245 e 4043-8214

São Bernardo do Campo

Panfletagem
Representante: Deborah Delage
Telefone: 9201-5245 e 4043-8214
grupomaternamente@gmail.com
Data: 6 de março
Hora: tarde
Local: Parque Salvador Arena / Av. Caminho do Mar, 2.980 / Rudge
Ramos

São José dos Campos

Panfletagem
Representante: Flavia Penido
Telefone: (12) 3948-1858 / 9124-9820
flapenido@partodoprincipio.com.br

Vitória

Denúncia no Ministério Público e panfletagem
Representante: Cristiane Kondo
Entrega da denúncia: 08/03
Telefone: (27) 3225-4912 / 8809-6283

Representante: Thais Ramos
Telefones : (27) 9838-8501
E-mail: thaisramosdias@yahoo.com.br
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terça-feira, 2 de março de 2010

Acompanhantes na hora do parto: como escolher?

Escrito por Isane Larrosa Cardoso D'Avila

O parto é uma das experiências mais marcantes da mulher, seja ela passiva ou ativa na ocasião que ele ocorre, e pode também se transformar num dos melhores momentos de sua vida.

Mas do que isso depende? Quais são os fatores que determinam o instante do parto como bom ou ruim?

É bem verdade que existe uma gama infinita de pontos que se perpassam e alguns fogem ao nosso controle, mas a maioria deles é controlável.

Engraçado falar em controle quando se fala de parto! Entretanto, algumas variáveis podem ser dominadas, como estar preparada (não 100%, pois em tudo o que é novo e envolve uma alta carga emocional não há como ter preparo total) emocional e fisicamente e, principalmente, ter um bom acompanhamento no parto. E quem são os acompanhantes de parto? São aqueles que estão lá na hora. Podem ser acompanhantes profissionais ou não — isso não é o mais importante. O importante é que sejam acompanhantes (um ou mais) de SUA escolha.

Acompanhante profissional pode ser uma doula, uma psicóloga, uma fisioterapeuta ou outro profissional de parto. Acompanhante não profissional pode ser a mãe, a sogra, a avó, uma amiga, o marido. Um não exclui o outro. É possível, inclusive, ter vários deles (uma doula, a mãe e o marido, por exemplo).

Mas não convém ter muitas pessoas por perto, pois nossos esfíncteres são tímidos. Há gente que não consegue nem fazer xixi se tem alguém junto, imagine parir (o que você não faz todos os dias, nem várias vezes por dia, ou durante muitos anos)! Já vi partos com muitos acompanhantes darem certo, mas porque foi uma opção da mulher. E porque parto não é matemática!

Um acompanhante profissional de parto pode ajudar o marido a apoiar a mulher, orientando quanto às posições adotadas, aos movimentos realizados pelo casal (como dançar, caminhar apoiada) e aos pontos corporais que podem ser massageados.

É sempre importante respeitar a vontade da mulher no instante do parto. Mesmo que o casal tenha realizado um curso de preparação para o parto, tenha treinado e ensaiado esse momento diversas vezes, praticado as massagens e optado por tais ou quais posições, se a mulher, na hora do trabalho de parto, agir de forma estranha, rejeitando qualquer combinação previamente acertada, deve-se entender que isso é normal e precisa ser respeitado. Nessa oportunidade, a parte do cérebro que precisa entrar em ação é a primitiva. Parto é instinto. O estudo ajuda e acalma, mas o instinto fala mais alto muitas vezes. E, nesses casos, tentar impor qualquer restrição ou comportamentos mecânicos e estereotipados só vai atrapalhar o processo — e não é essa a intenção ao se acompanhar um parto.

O objetivo do acompanhamento de parto é fazer a mulher se sentir segura, amada, amparada e (pasmem!) diminuir o uso das anestesias — que se sabe tão prejudiciais aos bebês no momento do nascimento — e até das cesarianas. Quanto mais relaxada a mulher estiver, menos dor sentirá. E novos estudos já provaram que poder olhar para quem se ama tem importante efeito anestésico.

Então, faça valer seus direitos! Toda mulher, independente da assistência recebida (se em hospital particular ou público), tem como um direito, garantido por lei, poder escolher o acompanhante de sua preferência.

Escolha com seu coração e tenha uma boa hora!

Fonte:http://idmed.uol.com.br/Gravidez/Gestantes/acompanhantes-na-hora-do-parto-como-escolher.html
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Parto sem dor

Relaxe, mamãe: dar à luz não é mais sinônimo de sofrimento

Que mulher nunca sentiu um frio na espinha ao pensar em como seria o nascimento de seu filho? Para algumas futuras mamães, o medo de sentir dor na hora do parto é tão angustiante que, não raro, a idéia de fazer uma cesariana, mesmo sem necessidade real, torna-se tentadora. Mas podemos dizer que esse temor feminino é quase infundado. Ao contrário do que acontecia com nossas avós, hoje contamos com outros métodos que facilitam a chegada do bebê ao mundo e reduzem muito a dor física, tornando o parto muito menos traumático para a mãe e para a criança.


Teste: Preparada para ser mamãe?

No trabalho de parto há progressivas contrações do útero e dilatações do colo uterino, o que faz com que a intensidade da dor aumente e diminua constantemente. De fato, parece um sonho viver este momento único e mágico sem preocupações, dar à luz ao seu filhote sem aqueles gritos e expressões de sofrimento que fomos acostumadas a ver no cinema e na TV, não é? E a possibilidade é real.

O ginecologista e obstetra Alexandre Pupo Nogueira, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, afirma que o parto normal sem dor não só é possível, como deveria ser a regra para todas as mães que assim o desejassem. Mais: dá para escolher como isso será feito. Segundo o médico, os métodos em que se minimizam as dores podem ser lúdicos, de bem-estar ou medicinais.

“O terceiro trabalho de parto, também em casa, foi bem dolorido e intenso, mas ficar embaixo do chuveiro foi fundamental. Assim que minha filha nasceu, não senti mais nada”

De forma lúdica, todo o trabalho de parto é feito como se fosse um momento de relaxamento da mãe. Existe o parto em banheira de hidromassagem, presente em algumas das maternidades, ou aquele em que a mulher senta-se sobre grandes bolas de borracha macias, por exemplo. Há os métodos que promovem maior humanização. O obstetra explica: "Esse tipo de procedimento conta com acomodações que lembram mais um quarto do que um hospital, camas ergonômicas, equipe médica e enfermeiras dedicadas ao acompanhamento do trabalho de parto, que se identificam e gostam desta tarefa", diz. As mães que preferirem ainda podem ter a companhia de doulas, mulheres que são acompanhantes de parto profissionais, responsáveis por levar maior conforto físico e emocional.

Parto humanizado

O anestesiologista Cássio Régis, criador do site Parto Sem Dor conta que uma das formas de se fazer o parto humanizado sem sofrimento é com o método psicoprofilático ou Lamaze, desenvolvido nos anos 50 por especialistas russos e aprimorado pelo médico francês Fernand Lamaze. "Infelizmente, essa prática foi sendo deixada de lado por exigir muito tempo e treinamento mental e físico da gestante. É preciso fazer exercícios de respiração e relaxamento, e exercícios perineais durante o pré-natal. E para aprender tudo isso deve-se buscar pessoas que saibam a técnica", comenta o médico.

Um dos princípios do parto psicoprofilático é estimular a participação ativa e completa da mulher neste momento de sua vida, ensinando-a a equilibrar seu cérebro, a adaptar-se e a ter controle sobre si.

A psicóloga Andrea de Almeida Prado, de 37 anos, é doula e defende o chamado "parto natural", sem intervenções e apenas com o acompanhamento do obstetra, muitas vezes feito em casa mesmo. Dois de seus três filhos nasceram assim e ela garante que, apesar de ainda ter sentido algumas dores, a decisão pela método mais humanizado foi recompensadora. "O primeiro parto foi no hospital, induzido e com injeção anestésica só no final. Senti dor. O segundo foi em casa, sem indução nem anestesia. As contrações incomodaram na última meia hora, mas não me lembro do parto como sendo doloroso. A alegria foi muito grande. O terceiro trabalho de parto, também em casa, foi bem dolorido e intenso, e ficar embaixo do chuveiro foi fundamental. Assim que minha filha nasceu, não senti mais nada. Valeu a pena, estava com meu marido e uma profissional em quem confiava", relata Andrea, que é uma das idealizadoras do site Amigas do Parto.

De acordo com ela, existem várias técnicas que ajudam a aliviar a dor no parto natural. "Em primeiro lugar, a mulher precisa sentir-se segura e bem amparada. Massagem pode ajudar, especialmente na lombar. Entrar no chuveiro ou na banheira também é muito bom, assim como movimentar-se à vontade, experimentando qual a melhor posição... E respirar bem, naturalmente", diz. Por isso, quem costuma praticar yoga, por exemplo, sabe que terá vantagens na hora de parir seu filho.

Andrea ainda ressalta que o local onde o bebê irá nascer é capaz de influenciar as sensações da mãe: "Um ambiente em que a mulher fique estressada vai aumentar sua percepção da dor. Barulho, gente estranha em volta, tudo isso pode atrapalhar. Um lugar calmo, tranqüilo, onde ela se sinta segura é o ideal. A mulher precisa se sentir respeitada", destaca a psicóloga.

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Licença-Maternidade

EMPRESAS JÁ PODEM ADERIR À LICENÇA MATERNIDADE DE 6 MESES

Enfim, as gestantes e adotantes brasileiras conseguiram uma grande conquista: já está valendo a lei que permite às empresas concederem licença maternidade com duração de 6 meses. Esse é um direito que as trabalhadoras brasileiras buscavam há anos, espelhadas nas leis de outros países.


Trata-se do Programa Empresa Cidadã, que prevê o abatimento de impostos para as empresas que prorrogarem a licença de suas empregadas por mais 60 dias, além dos 120 que já lhes era de direito, somando um total de 6 meses de licença maternidade.

O pedido de extensão da licença deve partir da empregada, que tem um mês após o parto para fazê-lo, ou após a data em que obtiveram a guarda, no caso de mães que adotaram uma criança. Por enquanto, não são todas as funcionárias que têm esse benefício. Apenas as empresas que fazem sua declaração por lucro real podem fazer a adesão ao programa através de cadastramento no site da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br). Hoje, cerca de 150 mil empresas no país fazem sua declaração pelo lucro real.

A licença complementar de 2 meses começa a valer após o fim da licença maternidade. A lei exige que a empregada não exerça atividade remunerada nesse período nem deixei a criança sob os cuidados de uma creche, sob pena de perder o benefício.

A empresa, porém, não é obrigada a conceder a extensão da licença à funcionária. Essa é uma decisão interna e a empresa poderá negar o pedido se entender que não é vantajoso.

Para a advogada trabalhista Bruna Esteves Sá, o Programa oferece grandes vantagens para a empresa, mesmo que a funcionária fique mais dois meses afastada do serviço. “A extensão da licença maternidade é uma tendência, já que o Brasil é um dos poucos países em que a licença é de apenas 4 meses. Muitas empresas multinacionais já possuem uma política interna de conceder períodos maiores, mas não tinham vantagem nenhuma no Brasil. Esta licença maior demonstra a responsabilidade social da empresa, tanto perante seus acionistas quanto a seus clientes e, consequentemente, atrai melhores talentos para a empresa, que sempre estarão à procura de um lugar melhor para trabalhar”.

O informe da publicação foi feito pela Receita Federal através da Instrução Normativa n°991 no dia 21 de janeiro de 2010 e a lei entrou em vigor no dia 25 de janeiro de 2010. As servidoras públicas já haviam conquistado este direito desde o dia 10 de setembro de 2008 através da Lei n°11.770.

Como Proceder

É a empregada gestante quem deve dar o primeiro passo no processo. Ela deve requerer a prorrogação do salário-maternidade por mais dois meses no RH da empresa até, no máximo, o final do primeiro mês após o parto. Somente as empresas que fazem a declaração através do lucro real poderão conceder o benefício e descontar o valor do salário do imposto de renda.

Após o pedido da funcionária, a empresa deve se cadastrar no Programa Empresa Cidadã na Receita Federal, através da Internet (www.receita.fazenda.gov.br). O requerimento de adesão da pessoa jurídica deve ser formulado em nome do estabelecimento matriz, pelo responsável perante o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). O acesso ao endereço eletrônico é feito através de código de acesso, a ser obtido no sítio da RFB, ou mediante certificado digital válido.

Paula Ramos Franco

Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/gestantes/licenca_maternidade_de_6_meses.htm

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Parto humanizado conquista grávidas

Prática surge para acabar de vez com o mito da cesárea

WILL MONTENEGRO


Na banheira ou dentro de casa. As modalidades de partos normais são diversas, no entanto, o que modifica, é a maneira de como o parto é conduzido e realizado. O mito de uma vez cesárea, sempre cesárea, em pouco tempo, pode ser quebrado, com a efetivação do parto ativo ou mais conhecido como parto humanizado. O nascimento normal sem intervenções cirúrgicas também é caracterizado como humanizado e independe dos espaço em que é realizado. Pode ser no hospital ou em outro local adequado. É claro que em casos extremos e de complicações, a cesárea é a cirurgia salvadora da mãe e do bebê. Entretanto, métodos alternativos estão, cada vez mais, sendo implantandados no segmento da saúde brasileira.

Prova disso, é o reconhecimento do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS) dos benefícios do parto normal, tanto para a mãe como para o seu bebê. Os benefícios podem ir desde uma melhor recuperação da mulher e redução de riscos de infeccção hospitalar até vantagens financeiras quando o assunto é parto normal. Com base em dados do Sistema Único de Saúde (SUS), a prática custa R$ 291, enquanto a cesárea, R$ 402. A cesariana inclue também infecções e hemorragias e até risco para o bebê, durante o corte da parede uterina.

De acordo com o gerente de toco-ginecologia da Santa Casa de Misericódia do Pará, Antônio Sérgio Carvalho, o parto humanizado conforme o que determina o Ministério da Saúde, começa com assistência pré-natal, depois o acolhimento da gestante e, finalmente, o direito ao acompanhante de ficar com a gestante desde a internação até a alta hospitalar. 'E o trabalho é direcionado para fazer com que se reduzam as intervenções no trabalho de parto. Tais como a colocação de soro com hormônio que acelera a contração, lavagem intestinal, raspagem dos pêlos pubianos e minimizar a taxa de cortes realizados na vagina', afirma.

Entranto, mais do que o simples acompamento adequado da gravidez, o parto humanizado preconiza um trabalho biopsicossocial realizado ao longo da gestação com mulher. Além de ressaltar, a necessidade do processo da natureza humana de parir. Caso mais recente foi da top model brasileira Gisele Bündchen, que preferiu, na hora do parto, estar em casa com o marido e usando apenas um banho quente para aliviar a dor.

Servidora passou 22h em trabalho de parto

A bolsa se rompeu às 21 horas e o bebê só nasceu às 19 horas do dia seguinte. Foram 22 horas de trabalho de parto até ouvir o primeiro choro do filho. Para a servidora pública Ana Paula Gaia, a internet foi a principal ferramenta que a apresentou às modalidades de parto e informações sobre a gravidez, em especial, o parto humanizado. A partir das informações disponibilizadas na rede mundial de computadores, ela começou a frequentar grupos de apoio e participar de discussões com outras mulheres sobre a prática.

'Minha bolsa se rompeu à noite e só fui para o hospital às cinco horas da manhã, porque não tinha necessidade de ir logo. A bolsa rompida requer um pouco mais de cuidado, mas depende muito de cada caso. Até às 10 horas da manhã, ainda não estava em trabalho de parto. A minha médica esperou entrar em trabalho no final da manhã', relata.

Ana Paula é integrante da rede Parto do Princípio, que está presente em 16 Estados brasileiros e no Distrito Federal. A rede é formada essencialmente por mulheres que crêem na sua capacidade de tomar para si as decisões sobre o seu corpo nos processos de gestação, parto e pós-parto. Sem vínculos com profissionais, organizações e planos de saúde, a rede busca oferecer informações às usuárias. 'São mulheres que buscam informação e orientações sobre a capacidade de parir e de amamentar. De resgatar o processo de parir', diz.

Segundo ela, as mulheres sofrem intervenções ao serem entregues, no trabalho de parto, nas mãos de médicos e enfermeiros e, consequentemente, acabam não seguindo a sua natureza de parir. 'Quando ela está nas mãos dos profissionais, a mulher fica o tempo todo passiva. Fica recebendo ordem e o processo de parir não é natural, leva anestesias, procedimentos cirúrgicos e isso quando ela não vai para uma cesárea. Buscamos informar que ela é capaz de parir, de se movimentar na hora do trabalho de parto. O corpo simplesmente expele o bebê e não precisa ficar sedada. Basta que ela aceite essa condição e deixe o corpo agir naturalmente. Lógico que ela precisa de liberdade e privacidade.', explica.

A cesárea não é condenada pela rede, que divulga o seu trabalho através do endereço eletrônico: www.partodoprincipio.com.br. Pelo contrário, considera a cirúrgia salvadora. 'O que condenamos é uma cesárea eletiva', afirma.

Obstetra: menor risco para as mães e bebês

'Não é uma preferência e, sim, um compromisso'. É desta forma que a obstetra, Neila Dahas Jorge, se refere ao parto normal. Ela atua na especialidade há 29 anos e teve a formação voltada para prática por se tratar de uma via natural e de menor risco à mãe e ao bebê. Para a médica, a cesárea foi inventada para salvar a vida - de mãe e filho - nos casos em que o parto normal os expunha aos riscos.

'A cesárea foi banalizada e, devido a vários fatores ligados à mãe e ao médico, tornou-se indicação básica. A mãe não quer sentir dor e escolhe o dia e a hora do nascimento. Ela acredita que o parto normal possa danificar-lhe a genitália comprometendo sua atividade sexual', justifica.

Apesar disso, Neila considera que a cesariana tem indicações nas gestações de alto risco e ainda durante o trabalho de parto. São elas: desproporção entre a cabeça fetal e a bacia materna, sofrimento fetal agudo, irregularidades incorrigíveis nas contrações e/ou na dilatação do colo, entre outros. Segundo a obstetra, um parto normal conduzido corretamente e humanizado, possibilita melhor e mais rápida recuperação para a mãe, menos riscos de prematuridade e de angústia respiratória do recém-nascido. A médica não sabe mensurar o número de partos realizados ao longo da carreira.

'A família reforça o elo do casal, e mais rapidamente é estabelecido o vínculo mãe e filho através da amamentação precoce. Não faço idéia de quantos partos ou cesáreos já realizei. Nunca contei, porque quando jovem, no Rio de Janeiro, fazia plantões seguidos e a quantidade era absurda de procedimentos (10 a 20 pacientes por 24 horas), diz Neila Dahas.

Analista funda grupo que já atua em belém

A internet também foi a porta de entrada sobre o parto humanizado da analista de sistema Thayssa Rocha. Ela começou a frequentar os grupos de apoios sobre a temática em 2006, quando ainda morava na cidade de Olinda, em Recife. Thayssa ressalta a importância de grupos de apoio para auxiliar a grávida, já que estava em busca de uma alternativa de parto, que não fosse a cesárea nem o parto normal.

Após freqüentar os grupos de discussão e o nascimento do filho, Thayssa quis retribuir os conhecimentos adquiridos durante a gravidez. Juntou-se às amigas e fundou o grupo Ishita-Recife, que tinha o objetivo de oferecer informações para grávidas sobre o parto humanizado. Em 2008, Thayssa se mudou para a capital paraense e deu início às atividades do Ishita-Belém.

O grupo Ishita trabalha com reuniões semanais com o intuito de trocar as experiências do parto humanizado. Além de contar com uma equipe de profissionais de saúde multidisciplinar. Entre eles, obstetras, enfermeiros, fisioterapeutas, educadores físicos e demais profissionais de saúde adeptos do parto sem intervenções cirúrgicas desnecessárias. Segundo Thayssa, as reuniões são compostas, em média, de 10 mulheres que buscam informações sobre o parto normal e, então, que queiram desmistificar a prática cesariana. 'Basicamente elas chegam procurando informação. São reuniões quinzenais e temáticas. É importante para a mulher grávida se sentir parte de um grupo. Para mim, isso foi muito importante', diz.

Thayssa afirma que a presença de maridos, avós e parentes é constante no grupo e é um apoio para a mulher imersa na sociedade que preconiza a cesárea. Ela não é contra a cesárea, no entanto, a considera como uma cirurgia de resgate, quando indicada.

Além de atuar o grupo, Thayssa é doula (palavra grega, que significa: 'mulher que serve'). São mulheres voluntárias com experiência em ajudar e tranquilizar as gestantes. A doula, segundo explica, tem o obejtivo de acompahar a grávida desde pré-natal até o pós-parto, minizando as consequências do estado.

Nascimento em casa volta a ser incentivado por profissionais

Condução é a palavra mais adequada para definir quem auxilia no parto humanizado. O enfermeiro-obstetra e professor da Universidade do Estado do Pará (Uepa), Horácio Bastos, já conduziu três partos em casa. Ele também participa dos encontros do Ishita e afirma que não é toda grávida que pode fazer o parto em casa. 'É preciso acompanhar a mulher desde pré-natal até o pós-parto, e para isso uma equipe de profissionais precisa acompanhá-la. Nem toda mulher poder fazer isso. Ela precisa ser muito bem atendida. Há uma maternidade de retaguarda para caso aconteça alguma complicação', explica.

O professor conta que foi partir de uma exposição fotográfica de partos normais que despertou o interesse, principalmente, em bibliográficas científicas que abordassem o assunto. Hoje, ele repassa os conhecimentos adquiridos aos alunos e demonstra que existem alternativas que não é somente a cesárea.

Foi através de uma amiga que trabalha com grupo de mulheres, no Rio de Janeiro, que a professora Edna Abreu tomou conhecimento do parto humanizado. Hoje, aos 40 anos de idade, ela tem dois filhos. Todos nascidos de parto humanizado e realizados dentro de casa.

Na época, ela morava no Rio de Janeiro, quando engravidou da primeira filha. Depois, no segundo filho, o parto foi realizado em Belém. Segundo ela, as duas experiências foram pensadas no bem-estar dos filhos. 'Eu e meu marido, optamos por isso em respeito a mim e aos nossos filhos que nasceram na companhia de profissionais que respeitaram o meu processo fisiológico e tudo foi feito com muita informação, esclarecimento e diálogo. Dentro de casa nós temos total liberdade de movimento, posição e toda disponibilidade de tempo, temos o direito a fazer as escolhas que consideramos melhores', relata.

Rede ajuda mulheres a perder medo de ter filho naturalmente

A usuária da rede considera que as mulheres têm medo do trabalho de parto, principalmente de como ele é demonstrado para a sociedade. De acordo com Ana Paula, isso ocorre quando a mulher está entre uma equipe médica fora dos padrões de humanização. 'As mulheres precisam se sentir seguras no trabalho de parto. Ela sente o corpo, mas, é claro, que ela geme, dá aqueles sinais naturais de uma mulher que vai ter um filho e é por causa disso que muitas mulheres temem o parto normal, além de que não têm informações suficientes de quando precisam de uma cesárea', completa.

Para ela, os profissionais de saúde precisam ter confiança na capacidade natural de parir, além de disponibilidade de tempo para a realização do parto natural, sem precisar induzir o nascimento do bebê com intervenções cirúrgicas, como por exemplo, a injeção de ocitocina para acelerar o trabalho de parto, aumentando a força das contrações. Ou ainda o períneo (corte vaginal) para facilitar a passagem da criança.

Fonte:http://www.orm.com.br/amazoniajornal/interna/default.asp?modulo=222&codigo=457840
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sábado, 20 de fevereiro de 2010

Parto do Princípio - Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa

Video muito especial...sobre a Parto do Princípio!

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Sobrepeso e obesidade estão ligados à fase de amamentação

Risco de sobrepeso é maior quando bebês comem papinha antes dos seis meses

Esperar mais tempo para começar a dar alimentos sólidos a recém-nascidos pode evitar com que eles se tornem adultos gordinhos.

Segundo um estudo da Universidade de Copenhagen (Dinamarca), quanto mais tarde as papinhas forem introduzidas na dieta dos bebês, menores são os riscos dessas crianças tornarem-se adultos com sobrepeso ou obesos. Ainda que os dados não sejam conclusivos, alguns estudos mostram que o leite materno protege a criança contra a obesidade.

A Organização Mundial da Saúde recomenda que os bebês sejam alimentados no peito, principalmente nos primeiros seis meses de vida. A pesquisa analisou pouco mais de 5 mil homens e mulheres nascidos em Copenhague entre os anos de 1959 e 1961. Nessa época, os pais eram instruídos a começarem a dar comida entre quatro e seis meses de vida da criança, mas muitos deles começavam antes.

Metade dos analisados foi alimentada com leite materno por pelo menos dois meses e meio. Enquanto outra metade, já passou a receber comida sólida a partir dos três meses e meio, em média.

Desses, 17% recebeu alimentos sólidos antes dos dois meses e 46% não começou a comer até os quatro meses. No primeiro ano de vida, bebês que eram amamentados possuíam menor Índice de Massa Corporal (IMC).

Os pesquisadores encontraram correlação entre a idade de introdução de alimentos e o IMC dos participantes na idade adulta. A cada mês de atraso de início de cardápio com alimentos sólidos, o risco de sobrepeso diminui entre 5% e 10%.

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

CINEMATERNA - 23 de Fevereiro

Filme: Idas e Vindas do Amor


Dia: 23 de fevereiro - terça-feira

Local: Cinemark Iguatemi Campinas - Campinas - SP

Horário: 14h

Elenco: Jessica Alba, Jessica Biel, Anne Hathaway, Ashton Kutcher

Direção: Garry Marshall

País de Origem: EUA

Gênero: Romance

Duração: 90min

Classificação indicativa: n\d

Sinopse
Em 'Idas e Vindas do Amor', dez diferentes histórias de casais comemoram o Dia dos Namorados em Los Angeles.

Fonte: cinematerna
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domingo, 14 de fevereiro de 2010

Convênios

Em Breve!
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Profissional

Dra. Nathália Helena de Souza Teixeira

Possui graduação em Fisioterapia pela Universidade Paulista. Especialista em Fisioterapia aplicada à Ortopedia e Traumatologia pela Universidade Estadual de Campinas- Unicamp. Doula formada pela Associação Nacional de Doulas. Atualmente é Fisioterapeuta voluntária do Grupo de Parto Alternativo da Unicamp. Tem experiência na área de Fisioterapia Ortopédica e Traumatológica, Fisioterapia Obstétrica e Dermato-Funcional.




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Localização

Novo Endereço!
Localizado no Bairro Taquaral

Novo Site!
http://www.espacomaterna.com.br

Novo Blog!
http://www.espacomaterna.com.br/blog


*Também realizamos atendimento domiciliar na cidade de Campinas.
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Telefones

(19) 3012-6288 
(19) 9204-5729

E-mail:
______________________________________________________________________
contato@espacomaterna.com.br

Novo Endereço!
Localizado no Bairro Taquaral

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http://www.espacomaterna.com.br

Novo Blog!
http://www.espacomaterna.com.br/blog
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Serviços

- Serviços para Gestante (Clique para mais informações)


- Serviços para Pós-Parto (Clique para mais informações)

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Manutenção!

Blog em manutenção!

Em Breve mais novidades!

Agradeço a todos que passam por aqui!
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Workshop com Naolí Vinaver Lopez - Campinas!

Samaúma convida:

Workshop com Naolí Vinaver Lopez:

" Os Segredos de cada Mulher: Como Liberar os Bloqueios psíquicos e sexuais para Bem-Parir"

Parteira mexicana que combina a prática da partería tradicional com a profissional e tem profundo interesse e respeito pela psicologia e fisiologia do parto. Desde 1987, atendeu por volta de 1000 partos domiciliares em sua região. O nascimento do seu 3º filho deu origem ao vídeo "Dia de Nascimento". É autora e ilustradora do livro infantil "Nasce um Bebê, Naturalmente" , sobre gestação e nascimento.

Mais sobre Naoli Vinaver - http://www.nacimientonatural.com/

Data :16/11/2009 das 18:00 às 22:00

Local: Espaço Sabiá - Rua Paulo Lanza 91/ Barão Geraldo/ Campinas

Público alvo: doulas, enfermeiras, parteiras, pediatras e casais grávidos.

Investimento: 110,00

Inscrições: anapaulacald@yahoo.com.br ou larahgordon@gmail.com

Telefones: 19 32874012 19 32874012 / 19- 97300155 19- 97300155

VAGAS LIMITADAS!!

Imperdível!!!
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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Cozinha Popular: saiba como é a alimentação ideal para as gestantes

Lembre-se: converse com o seu médico e/ou nutricionista sobre alimentação durante a gestação!
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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O parto é delas

Por: Luciana Benatti

Abuso de intervenções médicas, falta de informação e de segurança para decidir têm tirado de muitas mulheres o direito ao parto natural. A cesárea, indicada para situações de risco, ainda ocorre de forma indiscriminada no Brasil

É madrugada. Na banheira da suíte de parto de uma movimentada maternidade particular da zona sul de São Paulo, uma mulher está prestes a dar à luz seu primeiro filho. Não sente medo nem ansiedade: tem ao seu redor pessoas que a apóiam.

As contrações vêm em ondas, momentos de dor e relaxamento. Ela não tomou anestesia. Conta apenas com o alívio proporcionado pela água morna. À sua frente, a médica Andrea Campos observa sorrindo. Horas depois, o bebê vem ao mundo, dentro da água. O instante é mágico, de puro êxtase, garante a mãe, autora desta reportagem.

Foto: Marcelo Min)

Na água e sem anestesia? No país campeão mundial de cesarianas, pode parecer coisa de gente maluca. Na verdade, trata-se da escolha consciente de mulheres que, alheias ao apelo do parto “prático, rápido e indolor” prometido pelos defensores da cesárea com hora marcada, decidiram vivenciar o nascimento de seus filhos com a maior naturalidade possível. O que envolve também abrir mão de tecnologias e de intervenções médicas desnecessárias. Se a gestação for de baixo risco, o parto normal é mais seguro para a mãe e para o bebê.

Por ser uma cirurgia, a cesárea só é indicada quando há risco. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, isso ocorre em, no máximo, 15% dos casos. No entanto, a cesariana representa 43% dos partos realizados no Brasil, considerando o setor público e o privado. No universo dos planos de saúde chega a 80%, enquanto no Sistema Único de Saúde soma 26%. Todos concordam: o procedimento, quando bem indicado, é capaz de salvar vidas. Por outro lado, se realizado sem uma indicação médica precisa, pode expor a mulher e o recém-nascido a riscos desnecessários.

“Quando você agenda uma cesariana sem que a mulher tenha entrado em trabalho de parto, pode estar retirando o bebê antes da sua completa formação”, afirma Andréia Abib, gerente-técnico assistencial de produtos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão que regula as atividades das operadoras de planos privados.

“Uma mulher bem informada jamais iria desejar isso”, acredita Andréia. Como parte de uma campanha em favor do parto normal e da redução das cesarianas desnecessárias, a agência elaborou uma carta de esclarecimento e convidou as operadoras a enviá-la às usuárias. Em maio, o Ministério da Saúde também lançou campanha de incentivo ao parto normal, com um comercial estrelado pela atriz Fernanda Lima, que teve seus gêmeos dessa forma.

Cesáreas desnecessárias

Apenas um pequeno percentual de cesáreas tem indicações claras e justificadas. De acordo com um estudo recente realizado por pesquisadores da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Osvaldo Cruz, em duas maternidades particulares do Rio de Janeiro, 92% das cesarianas foram feitas com data e hora marcadas, antes de a mulher entrar em trabalho de parto. “É um escândalo”, critica a epidemiologista Silvana Granado Nogueira da Gama, integrante da equipe.

Embora o Conselho Federal de Medicina (CFM) proíba tratar a cesárea como procedimento eletivo, há profissionais que indicam a intervenção assim que a gravidez completa 38 semanas (uma gestação normal dura cerca de 40 semanas, podendo ir até 42). Um risco não informado é o de que a cesárea realizada antes que o feto esteja com os pulmões completamente maduros acarreta dificuldades respiratórias. Por esse motivo, muitos bebês hoje nascem e vão direto para a UTI.

A pressão pela cesárea eletiva nem sempre acontece de forma direta. “O médico fala ‘o seu nenê é grande’ ou ‘está com o cordão enrolado’. A mulher fica preocupada e, no final, acha que foi ela quem decidiu. A gente brinca que ‘o Ministério da Saúde adverte: pré-natal faz mal para o parto normal’, porque as mulheres de classe média, que fazem um número suficiente de pré-natais, que deveriam ser de qualidade, são as que mais fazem cesárea”, afirma Silvana.

O mesmo estudo da Fiocruz derruba um argumento muito freqüente, o de que as próprias mulheres brasileiras desejariam o parto cesáreo: 70% das gestantes não manifestaram preferência pela cesariana no início da gravidez, mas quase 90% a fizeram. “Isso indica que há um convencimento durante o pré-natal”, afirma Lena Peres, do Departamento de Ações Estratégicas do Ministério da Saúde.

“Cesariana é uma técnica. Parto normal, uma arte”, diz o obstetra Jorge Kuhn, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Muitos médicos se formam sem saber fazer parto normal”, afirma a doula e educadora perinatal Ana Cristina Duarte, coordenadora do Grupo de Apoio à Maternidade Ativa (Gama). A doula é uma acompanhante de parto treinada para oferecer suporte físico, emocional e afetivo.

O obstetra Pedro Pablo Chacel, corregedor do Conselho Federal de Medicina (CFM), admite que muitos médicos não estão preparados para realizar o parto normal e, sem saber realizar outras manobras obstétricas, partem para a cesariana. Mas não vê nisso um problema. “Cem anos atrás as indicações de cesariana eram absolutas: ou faz ou morre. As coisas mudaram. Hoje a cesárea é uma boa alternativa para a maior parte dos médicos”, afirma.

Um forte componente econômico também pesa na decisão: enquanto um trabalho de parto pode durar 12 horas ou mais, a cesárea se resolve em menos de uma hora. E o valor pago ao médico pelo convênio – que varia hoje de R$ 300 a R$ 800, dependendo do tipo de plano – é praticamente o mesmo nos dois tipos de parto. Além disso, a cultura da cesárea que se espalhou pelo país nas últimas décadas faz com que o parto operatório seja visto como bem de consumo e garantia de atendimento de melhor qualidade.

A dona da decisão

O termo usado para definir o atendimento que respeita o ritmo natural do nascimento e elimina os procedimentos de rotina é parto humanizado. “A melhor definição para a assistência humanizada ao parto e nascimento é a devolução do protagonismo à mulher: é dela o papel mais importante”, afirma o obstetra Jorge Kuhn.

Ela tem liberdade para caminhar, se alimentar, beber líquidos e escolher em que posição prefere ficar durante o trabalho de parto. Pode decidir também quem estará presente. E conta com o apoio de uma doula. “O protagonismo implica assumir responsabilidades. Para isso, é preciso ter informação. O que demanda tempo e investimento”, completa Kuhn.

Sites de grupos de mulheres que lutam pela melhoria do atendimento ao parto, como o Maternidade Ativa (www.maternidadeativa.com.br), o Parto do Princípio (www.partodoprincipio.com.br) e o Amigas do Parto (www.amigasdoparto.com.br), são ótimas fontes de informação.

Listas de discussão na internet, reuniões de casais grávidos e cursos de preparação para o parto também ajudam a perceber que existem opções seguras para as gestantes de baixo risco – cerca de 90% delas –, além do parto normal hospitalar padrão e da cesárea. E são uma forma de tomar contato com alternativas como parto na água, parto domiciliar e parto com parteira, muito controversas e temidas por aqui, mas comuns em países com baixos índices de mortalidade perinatal, como a Holanda.

“Quando eu estava grávida de 6 meses da minha primeira filha, a médica nunca tocava no assunto parto, como se fosse uma coisa totalmente dela e que eu só saberia na hora”, conta a confeiteira Denise Haendchen Gonzalez, mãe de Júlia, de 3 anos, e Alice, de 6 meses. O rumo de seu pré-natal mudou quando leu numa revista uma matéria sobre parto natural: ela entrou em contato com o grupo de apoio indicado, fez um curso de parto e entrou numa lista de discussão sobre o assunto. “Não tinha a menor idéia de que existia a possibilidade de um parto sem anestesia e episiotomia”, lembra. Mudou de médica. “Sou chamada de louca porque todo mundo que conheço teve filho por cesárea.” Suas duas filhas nasceram em casa.

Anestesia, episiotomia (corte no períneo para facilitar a passagem do bebê), ocitocina sintética (hormônio usado para intensificar as contrações), lavagem intestinal, raspagem dos pêlos pubianos e ruptura artificial da bolsa das águas são alguns dos procedimentos que fazem parte do “pacote” do parto normal hospitalar, embora seu uso de rotina esteja listado entre as práticas consideradas ineficazes ou prejudiciais pela Organização Mundial da Saúde (OMS).


Uma médica e uma enfermeira estavam ao lado do casal de músicos Márcio e Isadora, quando Lia nasceu, no final da madrugada do dia 22 de maio (Foto: Marcelo Min)


“É o parto normal Frankenstein: parece um monstro, de tão medicalizado”, diz Jorge Kuhn, da Unifesp. “O modo como algumas mulheres são tratadas acaba gerando um trauma do parto. Se você perguntar como foi, ela vai falar que foi horroroso, que teve de ficar sem acompanhante, onde não conhecia ninguém, sem apoio emocional”, explica a obstetra Andrea Campos. Nesse contexto, é inevitável que o parto perca sua dimensão emocional e afetiva e se transforme num obstáculo a ser superado – e a opção pela cesárea pode parecer mais atraente.

A radiologista Ilka Yamashiro Murakoshi, que teve sua filha Beatriz, de 9 meses, num parto domiciliar, conhece de perto essa rotina. “É o que estamos acostumados a ver em hospital onde se faz residência. São cerca de oito mulheres no mesmo quarto, todas em trabalho de parto com ocitocina, cada uma num estágio diferente de dilatação: uma grita, todo mundo grita”, conta Ilka.


A médica Andrea Campos aguarda, pacientemente, a hora do bebê e da mãe (Foto: Marcelo Min)


À impessoalidade do atendimento somam-se ofensas verbais, pressão sobre a barriga para empurrar o bebê, entre outros procedimentos humilhantes e dolorosos. “Na episiotomia, as fibras são cortadas num sentido que não é o do músculo. Na hora que o bebê sai, rasga como um pano. E, quando o médico não faz nada, geralmente não lacera porque as fibras estão num sentido e a linha de força do bebê é diferente. Mesmo assim se faz de rotina.”

Tudo isso está ausente da experiência do parto humanizado, que pode acontecer no hospital, em casa ou em casas de parto, onde o atendimento é realizado por enfermeiras obstetras. Em vez de uma experiência traumática, o parto nessas condições é um evento familiar vivido sob intensa emoção. Mais do que espectador, o pai participa ativamente da gravidez e do parto. Apesar da dor, quem vivencia um parto como esse costuma encorajar outras a fazer o mesmo. Nos sites de grupos de apoio, é possível ler os relatos de parto, geralmente textos longos, carregados de sentimentos. São mulheres de diversas idades, profissões e classes sociais. Em comum, têm a felicidade de ter enfrentado um desafio e vencido.

“Sensação de poder”

A advogada Maria Fernanda Zippinotti Duarte sempre desejou ter um parto normal. Quando esperava sua primeira filha, Letícia, de 8 anos, parecia caminhar para isso. Ela e o médico concordavam que seria a melhor opção. Até o discurso do profissional subitamente mudar: a gestação, então tranqüila, virou de alto risco. E ela foi surpreendida pela decisão do obstetra de marcar uma cesárea.

Quatro anos depois, no nascimento de Gabriela, nem houve justificativa. A bolsa rompeu, o médico mandou-a para a maternidade e, quando se deu conta, estava numa maca a caminho do centro cirúrgico. “A primeira cesariana eu quis acreditar que fosse necessária. A segunda foi meio absurda mesmo. Mas só tive consciência de que realmente tinham sido desnecessárias quando, na terceira gravidez, resolvi me informar melhor”, conta.
Na terceira gestação, o primeiro obstetra foi categórico: o parto normal era impossível com duas cesáreas prévias. Pesquisou e localizou artigos científicos que apontavam o contrário. Seguindo a indicação de grupos de incentivo ao parto normal, encontrou um profissional disposto a apoiar sua escolha. Há cinco meses, nasceu Maria Clara, de parto natural hospitalar, sem anestesia ou qualquer outra intervenção. “Eu me senti renovada. Dar à luz é uma sensação de poder, uma energia muito grande. Tenho muito orgulho de ter buscado e conseguido.”


“Teria outro filho em casa”

Um gemido longo vindo do quarto do casal corta o silêncio da noite e percorre de alto a baixo o sobrado. É madrugada do dia 22 de maio, feriado de Corpus Christi, e a musicista Isadora Canto, grávida de 40 semanas e 5 dias, está em trabalho de parto de seu segundo filho. O marido, o músico Márcio Arantes, permanece ao seu lado. Uma doula cuida para que eles se sintam seguros. Faz massagens e sugere posições para ajudá-la a enfrentar a dor.

Os primeiros raios de sol entram pela janela, e o trabalho de parto, que começou por volta da 1 da manhã, prossegue. Com o dia claro, Isadora resolve entrar na banheira, na verdade uma pequena piscina inflável trazida e montada pela doula no boxe do banheiro. Às 10h05, a menina Lia nasce dentro da água. Uma médica e uma enfermeira obstetra acompanham. A pediatra também está a postos.

O casal optou pelo parto domiciliar por não ter gostado da experiência hospitalar no nascimento do primeiro filho. “Foi um parto normal com anestesia, episiotomia, ocitocina e calmante, porque falei que estava com medo”, conta Isadora. “Acho que se está tudo certo com a gestação, não tem por que o parto ser no hospital.

Mas é preciso estar muito bem acompanhada para se sentir segura”, diz. Nos partos domiciliares, em caso de complicação, é providenciada a remoção para o hospital. Mesmo assim, muitos obstetras, como Pedro Pablo Chacel, do CFM, são radicalmente contra: “As complicações podem surgir de repente”. Isadora afirma que o segundo parto, sem nenhuma intervenção, doeu muito mais do que o primeiro. Mesmo assim, repetiria a experiência do parto domiciliar. “Lembro direitinho da dor até hoje. Mas teria outro filho em casa, se ficasse grávida de novo.”

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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Drenagem Linfática Manual

O que é Drenagem Linfática Manual?
A drenagem linfática manual é uma técnica de massagem manual, que utiliza movimentos leves e lentos. Esses movimentos são realizados no sentido do fluxo linfático fisiológico.

Quais são os benefícios?
- Redução da retenção de líquido;
- Prevenção/redução de edema;
- Renovação do líquido intersticial;
- Melhora da oxigenação dos tecidos;
- Ativa, limpa, regula e nutre os tecidos.
- Auxilia na eliminação de dejetos metabólicos;
- Reforça autodefesa do organismo;
- Promove sensação de bem-estar por promover relaxamento;
- Contribui para alívio de cansaço em membros inferiores.

Como são as sessões?
As sessões são realizadas uma ou mais vezes por semana (de acordo com avaliação), com duração de uma hora. Gestantes e Pós-Parto imediato uma hora e meia de duração. 

Local de atendimento?
Atendimento Domiciliar, CardioClínica - Cambuí, Espaço Sabiah - Barão Geraldo.

Quando devo iniciar a Drenagem Linfática Manual?
- Após 12 semanas de gestação;
- Pós-Parto;
- Pós-cirurgia;
- Quando achar necessário realizar cuidados com o corpo;
- Presença de edema/inchaço;
- Em casos de indicação médica.

Importante: É necessário realizar avaliação inicial antes de iniciar o tratamento.
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Diga NÃO! Ao projeto de lei do ATO MÉDICO!


CLIQUE AQUI para enviar um email aos deputados de seu Estado solicitando que rejeitem o Projeto de Lei do Ato Médico (PL nº 7.703/2006).

Basta escolher o seu estado, preencher os campos com seu nome e e-mail e clicar em “enviar”.

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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Crianças que brincam com bonecas se tornam pais amorosos

Folha Online

Brincar de boneca é um exercício saudável e fundamental para o desenvolvimento das crianças. Durante a brincadeira, meninos e meninas podem tratar a boneca como uma amiga, descarregar suas frustrações ou cuidar dela como se fosse um bebê. As crianças começam a reconhecer qualidades humanas em uma boneca e elas se tornam reais: as meninas normalmente imitam as atitudes da mãe - brincando de mamãe e filhinha - enquanto os meninos tendem a transformar a boneca em um segundo eu.


É isso o que afirmam Christopher Clouder e Janni Nicol, autores do livro "Brincadeiras Criativas Para o Seu Bebê", editado pela Publifolha.

Com base na filosofia educacional Waldorf/Rudolf Steiner, que segue a premissa de que as crianças passam por estágios específicos em que há uma propensão para aprender de certa maneira, o título apresenta brincadeiras divertidas e imaginativas que ajudam no desenvolvimento dos bebês de três meses a dois anos.

"Tanto meninos quanto meninas precisam reencenar o cuidado que recebem, e brincar de boneca contribui para que as crianças se tornem pais amorosos", indicam os autores.

No trecho extraído do título, Clouder e Nicol ensinam aos pais como fazer uma boneca simples, mas importante para o desenvolvimento dos filhos.

Boneca carinhosa
As medidas sugeridas podem ser ajustadas ao material que você tiver (para criar bonecas de tamanhos diferentes), mas mantenha a proporção.

Material:
- Lã de carneiro não fiada (ou estopa de algodão 100%). Desfie a lã de carneiro antes de usar, separando delicadamente as fibras densas. Um pente grosso pode auxiliar no processo.
- Fio de lã ou linha
- Tecido de algodão branco
- Tesoura de costura
- Agulha e fio de lã forte
- Tecido de algodão cor da pele
- Agulha de bordar
- Fio de bordar vermelho e azul
- Lápis
- Tecido de uma cor só para braços e pernas
- Fios coloridos para o cabelo

Como fazer:
1 Faça uma cabeça para a boneca formando com a lã não fiada uma bola firme com cerca de 9 cm de altura. Envolva a bola com um quadrado de lã não desfiada e elimine o excesso de linha - mas deixe um pouco de lã sobrando para dar estabilidade ao pescoço.

2 Envolva a cabeça com um quadrado de tecido branco e amarre com um fio de lã ou linha, deixando o excesso.

3 Escolha o lado da cabeça em que fará o rosto e alise o tecido na parte de trás, prendendo a cabeça com um fio de lã forte atrás e costurando no lugar.

4 Envolva a cabeça firmemente com o tecido cor da pele, com o fio do tecido correndo na vertical. Sobreponha as bordas na parte de trás da cabeça, vire a borda inferior e faça uma costura vertical. Amarre o pescoço com um fio de lã forte e costure no lugar.

5 Puxe a borda superior do tecido cor da pele para trás da cabeça, vire para baixo da borda inferior e costure firmemente.

6 Costure as características faciais, mantendo expressões simples, com os fios de bordar vermelho e azul para os olhos e a boca. Costure através da cabeça, da frente até o lado, para fazer cada ponto.

7 Corte um pedaço de tecido de cerca de 24 x 6 cm para os braços. Dobre na metade do comprimento, juntando as pontas do lado direito. Corte um buraco para o pescoço na borda dobrada. Costure as mangas vire o lado direito para fora.

8 Corte outro pedaço do mesmo tecido para as pernas medindo cerca de 30 x 22 cm. Dobre na metade pela largura, juntando as pontas do lado direito e costure seguindo o comprimento para formar um tubo.

9 Dobre o tubo novamente para que a costura fique atrás. Desenhe o contorno da parte interna da perna no tecido e faça uma costura contínua. Corte o material entre as pernas, perto das costuras.

10 Dobre cada perna como se fosse passar um vinco no centro, e faça a costura da base da frente para trás, fazendo uma curva suave em direção à dobra. Corte o excesso de tecido e vire o lado direito para fora.

11 Monte a boneca. Passe o pescoço pelo buraco na borda dobrada da parte dos braços e costure para firmar o pescoço. Faça um pequeno saco com o tecido restante e encha-o com bastante lã. Isso vai formar ocorpo, ou estômago, da boneca. Costure-o firmemente na ponta da cabeça que forma o pescoço.

12 Coloque o enchimento na parte da perna e costure em volta da cintura. Prenda as pernas ao corpo, puxando a linha da cintura sobre o estômago. Puxe os fios para apertá-los e costure a parte das pernas ao estômago.

13 Encha a parte dos braços e depois puxe o tecido para baixo para encontrar a parte de baixo na linha da cintura. Vire as bordas inferiores e costure no lugar.

14 Faça uma mão usando um pedaço de tecido cor da pele com cerca de 6 x 4 cm. Dobre ao meio no sentido da largura, juntando o lado direito, e desenhe o contorno de uma mão. Costure em volta do contorno, deixando uma abertura no pulso para o enchimento. Faça a mesma coisa com a outra mão.

15 Vire as bordas inferiores dos pulsos da parte dos braços, faça alguns pontos soltos, alinhave os pontos e segure. Vire o lado direito da mão para fora, encha levemente e costure na ponta do pulso.

16 Costure os fios do cabelo, prendendo-os firmemente. Faça alguns pontos largos em torno dos calcanhares para criar o formato dos pés.

Dicas:
Coloque as características mais simples que puder.

Se acrescentar cabelo, prenda-o muito bem e use fios que não soltem fibras.

Escolha um tecido macio, lavável - atoalhado, flanela ou seda -, pois precisará ser lavado sempre.

Evite materiais sintéticos.

Se quiser acrescentar roupas ou chapéus, use cores lisas e evite cores berrantes.

Use tecidos coloridos que reflitam a diversidade racial.

Pena que no site as fotos do modo de fazer não estavam disponíveis!!
Se conseguirem fazer.....gostaria de receber as fotos para colocar aqui!!

"Brincadeiras Criativas Para o Seu Bebê"
Autores: Christopher Clouder e Janni Nicol
Editora: Publifolha
Páginas: 128
Quanto: 29,90
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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Mulheres grávidas devem ter atenção redobrada com as varizes

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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Caminhada Nacional de INCENTIVO AO SLING

SEU BEBÊ AO ALCANCE DO SEU BEIJO


A BWB Babywearing Brasil está promovendo uma Caminhada Nacional de Incentivo ao uso do Sling. A ação acontecerá no dia 26 de Setembro, durante a Semana Internacional de Babywearing. Eventos especiais estão sendo programados para algumas cidades. Se na sua cidade não há programação, faça você mesma! Reúna suas amigas, com seus slings e seus bebês, para uma gostosa caminhada num parque, bosque, shopping, etc, fotografe o encontro e envie para BWB. Todos que usam sling já sabem muito bem os benefícios que ele oferece, então, vamos lá contagiar novos adeptos!

Programação Campinas:

DIA: 26/09/2009

- A partir das 10h: FEIRA HIPPIE, do Centro de Convivência - Cambuí
Local do encontro: área coberta da bilheteria do Teatro (de frente para o City Bar)

- Das 14h às 16h: FEIRA DA GESTANTE, BEBÊ E CRIANÇA, no Shopping Iguatemi (entrada franca)
Local do encontro: na entrada da feira

Obs: Em caso de chuva será mantido apenas o encontro na Feira de Gestante!

Não esquecer de ir com camiseta/blusinha na cor BRANCA!

Atividades: tira-dúvidas do uso de sling, troca de informações e experiência sobre carregadores de bebês, interação entre gestantes, mães (slingueiras ou não) de Campinas e região.

Programação em outros locais:
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