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terça-feira, 29 de maio de 2012

Vídeo - Violência Obstétrica

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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Reportagem - Parto Humanizado

Vídeo realizado em Campinas relata alto porcentual de cesáreas realizadas em Campinas.

2011
Total partos: 14.462 
Rede Particular: 6.649 - 90% de cesáreas
Rede Pública: 7.813 - 46,2% de cesáreas

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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Até quando esperar.....

                       Até quando esperar o início do Trabalho de Parto? 39? 40? 41? 42 semanas?


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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Circular de Cordão - Mito?

Uma dúvida freqüente das gestantes é com respeito as circulares de cordão, em especial as da região cervical ("cordão enrolado no pescoço"). As circulares de cordão umbilical estão presentes em 20-40% de todas as gestações. Trata-se de fenômeno natural que ocorre durante a gestação no qual o cordão umbilical envolve o pescoço do bebê. 

Este vídeo demonstra alguns partos e trata de desmistificar o fato que circular de cordão impede a realização do parto natural/normal. Atualmente esse fato e responsável por inúmeras cesáreas desnecessárias.


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domingo, 22 de abril de 2012

“Fomos projetadas para dar à luz”


Texto: Débora Rubin, de São Paulo |20 de abril de 2012
O número de cesarianas feitas entre as brasileiras e o parto como um momento sagrado da mulher são os temas que a inglesa Janet Balaskas veio tratar no Brasil
chamada

Uma das maiores autoridades mundiais sobre parto natural, a inglesa Janet Balaskas (foto) está no país para uma temporada de palestras e cursos divulgando seu conceito de “parto ativo”, no qual a gestante é a protagonista no nascimento de seu filho. Diretora do Active Birth Centre, em Londres, e autora de um livro sobre o tema, Janet veio ao Brasil para alertar sobre os perigos de o país ser o campeão de cesarianas do mundo. Na semana passada, ela fez apresentações e deu aulas no Rio de Janeiro. Nesta semana, em Curitiba, fez uma palestra aberta ao público sobre o assunto. Nesta entrevista, a britânica, que é mãe de quatro filhos e estuda o tema há mais de 30 anos, fala sobre a importância de cada mulher entender o parto como um momento único de sua vida e ainda sobre a necessidade de capacitar profissionais focados no parto humanizado.
O que é o Parto Ativo e quais são os benefícios?
A principal característica do Parto Ativo é que não restringimos os movimentos instintivos da mãe, como deixá-la confinada numa posição deitada. Ela pode seguir seus instintos para que seu trabalho de parto progrida melhor, para que possa se sentir mais confortável e também ajudar seu bebê a nascer. Os principais benefícios são o maior espaço na pélvis, contrações mais eficientes, melhor fluxo de oxigênio para o útero e para o bebê. O mais importante é que a mulher sente que está no controle. Ela tem uma consciência maior do poder de seu corpo e tem mais condições de se entregar à intensidade do trabalho sem drogas ou intervenções. Muitas mulheres vivenciam um parto ativo como uma experiência de êxtase, orgástica e sagrada, que elas se lembram para sempre. É isto que a natureza pretende.

Quando surgiu seu interesse por este assunto?
Foi quando eu estava grávida de meu primeiro filho. Eu acreditava que meu corpo instintivamente “sabia” como parir e que deveria haver outro modo que não fosse tornar-me paciente num hospital, deitada de costas. Foi quando comecei a procurar alternativas.

O Brasil é realmente o campeão mundial de cesáreas (52% dos partos)? Existe outro país com taxas similares?
Sim. De acordo com a pesquisa que fiz a partir dos relatórios da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o campeão. O país mais próximo é a China, com 46%. No Reino Unido, a taxa está em aproximadamente 24% – e já achamos muito alta. A OMS recomenda entre 10 e 15%. Muitas britânicas preferem o parto natural e 88% dos nossos hospitais oferecem, atualmente, centros para parto normal com ambiente aconchegante que lembra o lar da mulher. Estes são dirigidos por obstetrizes e usados apenas para o parto natural. Quem opta pelo parto domiciliar conta com duas especialistas em casa – e tem total suporte de seu hospital local caso precise ser transferida.

Quais são as diferenças entre o parto hospitalar e o parto domiciliar?
Geralmente, é mais fácil conseguir em casa o ambiente correto, com segurança e privacidade. Entretanto, isso também pode ser feito num hospital ou centro de parto normal, desde que exista a consciência sobre as reais necessidades da mãe. A mãe precisa ter a possibilidade de mergulhar fundo dentro de si mesma. É como uma meditação muito profunda. Ela precisa estar calma e relaxada para que o parto natural aconteça bem.

Quais são os riscos de um parto natural domiciliar?
Sólidas pesquisas mostram que, para mulheres saudáveis, com gestação de baixo risco e que desejam ter parto domiciliar, não há riscos adicionais. O parto domiciliar é seguro, desde que os critérios corretos sejam preenchidos e que a mulher tenha um profissional competente.

Qual a sua opinião sobre a explosão de cesarianas no Brasil?
Considero alarmante e precisa ser revertida. Perdemos muito, como indivíduos, famílias e como sociedade, se abandonamos a fisiologia natural do parto e passamos a considerá-lo meramente um evento médico. Este é o tema da minha palestra e de todos os cursos que ministrarei no Brasil. A sustentabilidade precisa começar com o plano milagroso da mãe natureza para o início da vida humana. Precisamos fazer perguntas do tipo: quais podem ser as consequências caso o parto natural seja extinto?

Por quê a cesariana é um problema?
A cesariana não é um problema quando há uma necessidade médica verdadeira. Neste caso, ela é a opção mais segura e salva vidas. Devemos ficar agradecidos por isto. Mas, quando não é necessária, e nem mesmo desejada, a mulher pode perder os benefícios do coquetel de hormônios do amor, que é único, e faz o parto acontecer fisicamente, criando fortes laços de amor e vínculo entre a mãe e o bebê. Esta é a mágica do parto natural – ele é governado por hormônios que atuam simultaneamente para contrair a musculatura e para facilitar esse vínculo. Não existe uma droga que faça isso. Além disso, uma cesariana com hora marcada pode ser precipitada para o bebê. Problemas respiratórios e necessidade de cuidado intensivo são mais comuns em bebês nascidos assim. Por ser uma cirurgia, há ainda riscos para a mãe e para o bebê (2 a 4 vezes mais chances de a mãe morrer na cesariana do que no parto natural). Outras complicações, como hemorragia ou infecção, também acontecem.

O que precisamos fazer para ter um parto hospitalar mais humanizado?
Creio que vocês precisam de mais obstetrizes, já que elas são as melhores profissionais para atender o parto normal. A doula não é treinada em obstetrícia e pode não ter o conhecimento para lidar com todas as situações. Treinar obstetrizes é uma prioridade. E é necessária a educação dos profissionais e pais sobre a fisiologia do nascimento. Também acredito que a criação de centros de parto normal de baixa tecnologia é um progresso. Hoje temos tantos destes locais no Reino Unido e eles são tão bons que muitas mulheres os preferem à rede particular. Penso que há um grande potencial para esta opção no Brasil nos hospitais públicos. As mulheres precisam ter o direito de escolher o melhor lugar para terem seus bebês. E, seja onde for, ter a ajuda de pessoas bem treinadas, da ciência e da tecnologia.

Como a mulher pode escolher o médico, ou outro profissional, para ajudar no parto natural?
É preciso alguém que entenda e respeite a fisiologia e tenha confiança em sua habilidade de conseguir fazer isso sozinha. Alguém com uma aura calma, que você gostaria de ter ao seu lado, e que você confie e com quem se sinta segura. De acordo com a Tália Gevaerd de Souza, diretora do Parto Ativo Brasil, as brasileiras podem fazer isso buscando informação nas redes de apoio (como a nossa), conversando com outras mães e fazendo milhares de perguntas aos profissionais que ela encontrar.

Você acha que o interesse pelo conceito do Parto Ativo está crescendo no Brasil?
Certamente. Pelo que sei, muitas mulheres no Brasil querem ter a oportunidade de se preparar para o parto natural e querem ser estimuladas pelos profissionais a fazer isto. Na verdade, existe uma corrente global para diminuir as taxas de cesariana. Assim como tenho esperanças de que seremos mais respeitosos com a mãe terra, de uma forma ecológica geral, e que aprenderemos a nos beneficiar da ciência e da tecnologia sem destruir nosso planeta, eu também acredito que vamos reconhecer, a cada dia mais, que a primeira ecologia começa no útero. Minha mensagem para as mulheres é que confiem na sabedoria de seus corpos. Vocês foram projetadas para dar à luz e não há nada a temer.

fonte:http://www.revistaherbarium.com.br/%E2%80%9Cfomos-projetadas-para-dar-a-luz%E2%80%9D/

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quinta-feira, 1 de março de 2012

O Renascimento do Parto reforça a importância do parto normal

CRESCER

Documentário, que estreia em 2012, traz especialistas e mães defendendo a humanização do nascimento do bebê

O Brasil é o campeão mundial no número de cesarianas. Essa situação, considerada alarmante pelos médicos, gera sempre aquela polêmica do quanto o comodismo pode estar por trás do parto agendado, colocando mãe e filho em risco. No documentário, mães, médicos e especialistas, de diferentes áreas, expõem suas opiniões e defendem a valorização do parto natural. O cientista Michel Odent e o ator Márcio Garcia participam do documentário, previsto para estrear em março de 2012, aqui no Brasil. 
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Pesquisa da Fiocruz investiga aumento de cesarianas no país

12/02/2012 - 10h40
Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai entrevistar 24 mil mulheres que tiveram bebê recentemente (pós-parto) para descobrir o porquê da preferência de muitas brasileiras pela cesariana. Dados do Ministério da Saúde indicam que, em 2010, 52% dos partos no país foram cirúrgicos. Na rede privada, o índice chega a 82% e na rede pública, a 37%.
A pesquisa vai verificar com a mãe qual foi a indicação médica para o tipo de parto, onde foi feito o pré-natal e se o profissional que acompanhou a gestação foi o mesmo que realizou o parto. No caso de mulheres que passaram por cesariana, será perguntado o motivo da escolha.
Doula há cinco anos, Rachel Bessa oferece apoio a mulheres grávidas para alcançar o bem-estar físico e emocional durante a gestação e o parto. Ela explicou que o parto normal é um ato de respeito ao próprio corpo feminino, enquanto a cesariana exige um procedimento cirúrgico com riscos, como a hemorragia interna.
Outra desvantagem, segundo Rachel, é que, após a cesariana, a mãe não pode ficar junto com a criança imediatamente porque precisa se recuperar da cirurgia – mesmo que o bebê necessite desse primeiro contato já que, por meio dessa aproximação, é possível, por exemplo, controlar a temperatura corporal.
“Além disso, durante o parto normal, acontece uma compressão natural no peito da criança. Com isso, todo o resquício de líquido, próprio da gestação e que pode estar dentro da criança, é limpo. É um processo natural. No caso da cesárea, é usada uma sonda para a retirada desses líquidos.”
Lais Ignácio, 25 anos, é nutricionista e está grávida do primeiro filho. “Pretendo ter parto normal, mas vai depender da situação na hora”, disse. Apesar do receio da dor, ela explicou que prefere parto normal porque a recuperação é mais simples. “O corpo feminino foi preparado para isso”, completou.
Catiana Ferreira, 29 anos, trabalhadora doméstica, compartilha o sentimento de ansiedade. Grávida do primeiro filho e já no oitavo mês de gestação, ela disse que ainda não recebeu uma indicação médica sobre que tipo de parto optar. “Quero parto normal, porque é mais rápido e recupera logo. Assim, não necessito de muito repouso já que preciso voltar a trabalhar.”
Já Maria de Fátima Oliveira, 36 anos, fará uma cesariana, mesmo preferindo o parto normal. A empregada doméstica está grávida do primeiro filho, mas tem um mioma que pode complicar o procedimento. “Se não fosse esse problema, faria o [parto] normal, porque a recuperação é mais rápida e mais saudável”, disse.
De acordo com o Ministério da Saúde, as chamadas cesáreas eletivas são as que mais representam risco. Nesse tipo de procedimento, a mãe agenda o dia e o bebê nasce sem que a mulher entre em trabalho de parto, o que pode causar problemas de saúde, sobretudo respiratórios, na criança.
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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Programa EPTV Comunidade

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Respira, bebê

Nascer de parto natural pode ser bem melhor para o bebê, mesmo antes do tempo

Um novo estudo mostrou que até mesmo os bebês nascidos prematuramente são beneficiados pelo parto natural, já que a cesárea pode interferir no desenvolvimento do pulmão dos pequenos.

Os pesquisadores descobriram que os bebês pequenos, nascidos através da cesárea e antes da 34ª semana de gestação, tinham mais chances de desenvolverem síndrome de sofrimento respiratório do que aqueles nascidos de parto natural no mesmo período gestacional.

A pesquisa, chamada de Métodos de Nascimento e Resultados Neonatais para bebês prematuros ou pequenos para a idade gestacional, foi comandada pela escola de medicina Johns Hopkins, dos Estados Unidos.



Foram analisados 2.560 bebê que estavam abaixo do tamanho esperado durante o desenvolvimento gestacional e que nasceram prematuramente. Cesáreas são comuns para bebês diagnosticados com restrições de nascimento intrauterinas.

Os pesquisadores mostraram que aqueles nascidos através cesárea antes da 34ª semana de gestação têm 30% mais chances de desenvolverem a síndrome de sofrimento respiratório do que aqueles nascidos de parto natural nas mesmas condições.

Partos prematuros, realizados antes da 37ª semana de gravidez, estão entre as principais causas de morte entre os recém-nascidos, e um milhão de crianças morrem em todo mundo a cada ano por nascer antes do tempo.

Os bebês que sobrevivem sofrem com os problemas de saúde relacionados ao parto ao longo da vida, como complicações respiratórias, atrasos mentais, dificuldades de aprendizado, entre outros.

A March of Dimes defende que, se a gestação é saudável e sem complicações que exijam um parto prematuro, a mãe deve entrar em trabalho de parto naturalmente, ou esperar até, pelo menos, até a 39ª semana de gravidez. Muitos dos órgãos dos bebês, incluindo o cérebro e os pulmões, não estão completamente desenvolvidos até este período gestacional.

Observação: Lembre-se que a gestação pode chegar até 42 semanas!!


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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Pesquisa: Parto Normal ou Cesárea?

Pesquisa vai ouvir brasileiras sobre preferência por cesária no parto


O estudo foi encomendado pelo Ministério da Saúde e ouvirá 24 mil mulheres que tiveram filhos recentemente. Na rede privada brasileira, 82% dos partos são cesarianas.

Pesquisa encomendada pelo Ministério da Saúde vai ouvir 24 mil brasileiras, que tiveram filhos recentemente, para saber por que metade delas opta pela cesariana em vez de parto normal. O estudo será feito pela Fundação Oswaldo Cruz.



A Organização Mundial de Saúde recomenda que a taxa de cesariana não ultrapasse 15%, mas no Brasil a realidade é praticamente inversa. Na rede pública, esse índice é de 37% e na rede privada, é ainda maior: 82%.

Para a medicina, tanto o parto normal quanto a cesariana oferecem riscos, mas, no segundo a possibilidade de infecção, hemorragia ou acidentes anestésicos é maior.

De acordo com o presidente da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia de Brasília, a cesariana é recomendada nos seguintes casos:

- Quando houver complicações no parto normal.
- Quando a mãe tem uma doença crônica.
- No caso de parto de trigêmeos.
- Quando a mulher pede para que seja assim.

Muitas mulheres têm medo da dor do parto normal, mas ele pode ser feito sem dor. Segundo o Ministério da Saúde, é um direito da mulher ter a assistência de um anestesista.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Ginecologia, Alberto Zaconeta, as cesarianas só irão diminuir quando as mulheres e os hospitais mudarem a mentalidade. “Para você ter parto normal, cada hospital privado teria que ter uma equipe com enfermeira e obstetra, não para atender as emergências, mas para acompanhar esses pacientes.


Assista o Video!



Fonte:http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2012/02/pesquisa-vai-ouvir-brasileiras-sobre-preferencia-por-cesaria-no-parto.html
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sábado, 4 de setembro de 2010

Campinas busca reduzir cesarianas

02/09/2010

- Incentivos aos hospitais que cumprem meta de reduzir cesarianas já são dados pela prefeitura

- Plano de saúde Unimed decide aumento de 80% no pagamento para médicos que optarem por nascimentos sem intervenção cirúrgica

- Poder público e iniciativa privada adotam incentivos financeiros para estimular parto normal

Kátia Sacchetto, grávida de 8 meses, quer parto normal

           O MPF (Ministério Público Federal) – que quer forçar a redução das cesarianas no Brasil por meio de açãocontra a ANS (Agência Nacional de Saúde Complementar) – tem parceiros em Campinas.
           Na rede municipal de Saúde, há um incentivo financeiro pago aos hospitais e maternidades conveniadas com a Prefeitura de Campinas para aqueles que não ultrapassarem o teto de 35% de partos cesarianas. O índice recomendado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) é de 15%.
          A Unimed/Campinas, convênio particular, vota hoje no conselho um aumento de 80% na remuneração de obstetras, anestesistas e pediatras que optarem pelo parto normal. Segundo o presidente da cooperativa, Plínio Conte de Faria Júnior, 95% dos 6 mil partos anuais são cesarianas. Hoje, são pagos R$ 300 para ambos os tipos de parto. Segundo ele, o equilíbrio financeiro se dará com a economia do custo de internação das mães e das crianças. “Uma cesárea obriga a internação por três dias. O normal exige apenas um dia”, disse.
        Na rede pública, a equação muda. Segundo o coordenador da Saúde da Mulher, Fernando Brandão,
pelo SUS (Sistema Único de Saúde) 46% são cesarianas e 55% normais. “Existe uma cultura da opção pela cesariana no Brasil. Em nossas unidades, mostramos às mulheres os benefícios do parto normal”, disse Brandão.

2 milhões de partos foram realizados no Brasil pelo SUS (Sistema Único de Saúde) em 2009.   
  Desse total, 687,4 mil foram cesarianas.

Fonte: http://publimetro.band.com.br/pdf/20100902_MetroCampinas.pdf
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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

MPF quer que ANS regulamente cesáreas feitas por planos de saúde

Objetivo é diminuir ou evitar a realização de cirurgias desnecessárias e incentivar o parto normal

Julia Baptista, do estadão.com.br

SÃO PAULO - O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo informou nesta terça-feira, 24, que entrou com ação civil pública para que a Justiça obrigue a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) a expedir, dentro de um prazo a ser definido, uma regulamentação dos serviços obstétricos realizados por planos de saúde privados no País. O objetivo é diminuir ou evitar a realização de cirurgias cesarianas desnecessárias.


O MPF pede que a regulamentação obrigue as operadoras de planos privados de saúde e hospitais a credenciar e possibilitar a atuação dos enfermeiros obstétricos no acompanhamento de trabalho de parto e do parto.

A regulamentação ainda deve criar indicadores e notas de qualificação para operadoras e hospitais específicos, visando à redução do número de cesarianas, e estabelecer que a remuneração dos honorários médicos a serem pagos pelas operadoras seja proporcional e significativamente superior para o parto normal em relação à cesariana, em valor a ser definido pela ANS.

Para o MPF, todos os estudos desenvolvidos sobre o tema levam a concluir que a realização de uma cirurgia cesariana implica em maiores riscos de morte materna e fetal, em comparação ao parto normal, além de outras complicações. A opção pela realização da cirurgia se justifica unicamente se existirem outros riscos para o nascimento por parto normal, que sejam maiores e mais graves que os causados pela cesárea.

Excesso

O MPF apurou também que o problema do excesso do número de cesáreas é reconhecido pelo poder público e por todos os demais setores envolvidos. No entanto, o ministério informou que nenhum órgão ou entidade compareceu aos autos, eventos e reuniões nem sequer apresentou documentos para defender a legitimidade e o benefício em se manter a taxa de cesárea do setor suplementar de saúde em 80% dos nascimentos.

Também foi constatado pelos procuradores que as altas taxas de cesáreas existentes no setor privado de saúde se devem ao fato de que a maioria dos médicos que realiza partos é remunerada pelo plano de saúde e não pratica partos normais por causa da demora do procedimento cirúrgico e ao fato de a remuneração para ambos os procedimentos ser a mesma, tornando-se financeiramente interessante optar pela cesárea.

Fonte:http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,mpf-quer-que-ans-regulamente-cesareas-feitas-por-planos-de-saude,599728,0.htm
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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Maioria das cesáreas é marcada para antes da hora no Brasil

GABRIELA CUPANI
da Reportagem Local


Cresce no Brasil a prática de marcar o parto para assim que a gestação completa 37 semanas, momento em que o bebê deixa de ser considerado prematuro.

Um estudo da Unifesp mostra que cerca de 60% dos nascimentos acontecem com 37 ou 38 semanas de gestação --quando a gravidez dura cerca de 40 semanas. Segundo consensos internacionais, o ideal é esperar no mínimo 39 semanas. Antes disso, aumentam as chances de complicação para o recém-nascido, como desconforto respiratório e icterícia.

"A tendência é mundial. Está havendo uma antecipação do parto. Antes, os bebês nasciam com 39 ou 40 semanas", diz Cecília Draque, neonatologista do departamento de pediatria e neonatologia da Unifesp, uma das autoras do estudo.

Segundo a pesquisa, o número crescente de cesáreas eletivas (aquelas em que é possível escolher a data) tem levado ao aumento dos partos com idade gestacional inferior à ideal.

"Hoje não se espera a mulher entrar em trabalho de parto", diz o obstetra Marcos Tadeu Garcia, diretor da clínica de ginecologia, obstetrícia e neonatologia do Hospital Ipiranga. "Médicos e mães optam pelo conforto da agenda. Isso nos assusta, porque esses bebês nascem sem estarem prontos."

Bebês que nascem antes do término da trigésima-nona semana têm mais risco de precisarem de intervenções terapêuticas do que os que nascem bem no fim da gravidez. O estudo mostra que ficam mais dias internados e vão mais para a UTI. "A interrupção da gestação antes de 39 semanas só deve ser feita com estritas indicações médicas", diz Draque.

A pesquisa seguiu mais de 6.000 recém-nascidos em uma maternidade particular de São Paulo. Os bebês não tinham anomalias congênitas e as mães passaram por pré-natal.

"Conheço casos de médicos que marcam até para a 35ª semana. Qualquer coisa é desculpa: ou vão viajar para algum congresso, ou não querem que a mãe encha a paciência deles ligando às duas da manhã. A mulher também pode insistir, às vezes a avó manda marcar, ou a mulher não aguenta mais o fim da gravidez... enfim. O bebê vai precisar de um atendimento, mas o médico já passou a responsabilidade para o berçário", diz Renato Kalil, obstetra do Hospital Albert Einstein. Segundo Kalil, 12% dos bebês não prematuros nascidos de cesárea passam pela UTI. De parto normal, só 3%. "O parto normal está mais falado, mas a indicação de cesárea continua a mesma baixaria", afirma.

"Muitas vezes a própria família pressiona o médico", afirma Renato Augusto Moreira de Sá, presidente da comissão de perinatologia da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

Antecipar o parto também é perigoso porque há chance de erro de cálculo da idade gestacional. Se a mulher não fez um ultrassom no início, que estima com maior precisão essa idade, ela pode estar grávida há menos tempo do que pensa.

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