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domingo, 17 de junho de 2012

"Marcha pelo Parto em Casa" acontece hoje pelo país; conselho vai abrir sindicância contra médico que defendeu a prática na TV

Débora Melo

Do UOL, em São Paulo

Mulheres de ao menos 11 cidades, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, vão às ruas neste domingo (17) para protestar pelo direito de grávidas decidirem se querem ter seus filhos em casa ou no hospital.



A “Marcha pelo Parto em Casa” foi organizada  as redes sociais após o Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro) pedir à entidade paulista, o Cremesp, a punição do obstetra Jorge Francisco Kuhn, que defendeu o direito de mulheres saudáveis optarem pelo parto domiciliar.
Em entrevista no último dia 10 ao “Fantástico”, da TV Globo, Kuhn afirma que o parto “não é um procedimento cirúrgico”, mas “um ato natural”, e que mulheres sem problemas clínicos ou obstétricos podem optar pelo parto em casa. Não há proibição, mas o Conselho Federal de Medicina recomenda que, por segurança, os partos sejam feitos apenas nos hospitais.
O Cremesp informou que ainda não recebeu oficialmente a denúncia contra o obstetra, mas que uma sindicância será aberta quando o documento chegar. “Um médico não pode ser punido sem que seja aberta uma sindicância. A entrevista será analisada, ele será ouvido, e o conselho vai julgar o caso, que poderá ser arquivado ou gerar um processo”, disse a obstetra Silvana Morandini, conselheira do Cremesp. O médico Jorge Francisco Kuhn não foi localizado para comentar.
As organizadoras da marcha afirmam que não defendem o parto em casa, mas o “parto humanizado” e o direito de escolha da mulher. “O objetivo da marcha é trazer visibilidade para a questão, que está em um terreno sombrio da legislação. Os planos de saúde, por exemplo, não cobrem o parto em casa”, disse Ana Cristina, que trabalha tanto em partos domiciliares como hospitalares.Silvana afirma que o parto em casa não é recomendado pelo conselho, mas que os médicos têm autonomia e devem se responsabilizar por qualquer problema que ocorra durante o procedimento. “O parto tem uma condição inerente de risco, mesmo no caso de uma gravidez saudável, porque não dá para prever o que pode acontecer”, disse.
Fundadora do movimento Parto do Princípio - Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa, a analista de sistemas Ingrid Lotfi, 34, que organiza a marcha no Rio, afirma que o debate deve se basear em estudos e dados científicos. “Estudos de todo o mundo mostram que os riscos de ter um bebê em casa ou no hospital são similares. Os números batem.”
Ingrid diz que é importante ressaltar que, para a realização do parto domiciliar, a mulher precisa estar em perfeitas condições de saúde. “O parto em casa muitas vezes está associado a irresponsabilidade, mas a mulher só pode fazer essa opção se tiver uma gravidez saudável. Por isso um bom pré-natal, em dia, é tão importante. É ele que vai dizer quem pode e quem não pode fazer essa opção. Também é preciso parteiras treinadas e um esquema de transporte disponível.”

Cidades que receberão a marcha*:

São Paulo (SP)
Concentração: parque Mário Covas (av. Paulista, 1853), 14h

Campinas (SP)
Concentração: praça do Côco /Barão Geraldo, 14h


Sorocaba (SP)

Concentração: parque Campolim, 10h



Ilhabela (SP)

Concentração: praça da Mangueira, 11h

Rio de Janeiro (RJ)
Concentração: praia de Botafogo, altura do IBOL, 10h


Brasília (DF)

Concentração: próximo ao quiosque do atleta, no Parque da Cidade, 9h30

Recife (PE)
Concentração: Conselheiro Portela, 203, Espinheiro, 15h
Fortaleza (CE)
Concentração: Aterro da Praia de Iracema, 17h


Salvador (BA)

Concentração: Cristo da Barra, 11h

Florianópolis (SC)
Concentração: praça da Lagoa da Conceição, 15h


Porto Alegre (RS)

Concentração: Monumento ao Expedicionário do parque Farroupilha (Redenção), 15h

*outras cidades podem aderir
Acessem o link e participem da votação!
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Obstetriz relata por que há tantas cesarianas no Brasil

Ótima reportagem da Obstetriz e Doula Ana Cristina Duarte!

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sábado, 16 de junho de 2012

Matéria do Fantástico Parto humanizado domiciliar divide profissionais da área de saúde

Parto humanizado domiciliar divide profissionais da área de saúde


Um vídeo está fazendo o maior sucesso na internet. É a filmagem de um parto em casa, sem anestesia e com a ajuda de uma equipe de profissionais de saúde. As imagens dividem os especialistas: é seguro ter um bebê fora do hospital? 




O vídeo mostra 14 minutos de um parto que durou nove horas. Em dois meses, já foi visto por 2,5 milhões de pessoas. Embaladas pela música de Maria Bethânia. 

A mãe, Sabrina, é sanitarista e terapeuta ocupacional. Ela escolheu fazer em casa o parto do primeiro filho, Lucas. Foi em novembro do ano passado, em Campinas, São Paulo. O pai, Fernando, participou de tudo. 

“Eu me lembro que quando o Fernando me beijava e me abraçava, parece que as contrações tomavam outro caminho”, diz Sabrina Ferigato.

A equipe de apoio tinha uma parteira, uma pediatra e duas doulas. A função de uma doula é dar apoio emocional à gestante. 

“O parto humanizado é uma forma de assistência ao casal, em que a mulher é a protagonista do próprio processo. Ela decide o lugar de parir, ela decide a posição que quer parir”, diz Lara Gordon, doula e responsável pelo grupo de parto humanizado Samaúma. 

A equipe pertence a um grupo que fez mais de 200 partos assim. A parteira foi uma obstetriz, com formação apenas em obstetrícia, sem a graduação anterior em enfermagem ou medicina. 

“Aonde o bebê vai nascer vai depender porque o trabalho de parto é longo, então a gente vai no chuveiro, vai na banheira, vai na cama, vai deitar, vai descansar, vai pra sala, vai comer e quando o bebê está mais perto de nascer a gente vai ficando em um canto e armando um canto”, diz a obstetriz Ana Cristina. 

O nome é parto humanizado domiciliar. E é claro que ninguém discute a ideia trazida pela palavra "humanizado". A polêmica está na palavra “domiciliar”. 

O Conselho Federal de Enfermagem diz que o enfermeiro obstetra pode fazer o parto em uma casa, desde que o ambiente apresente condições míninas de higiene. Já o Conselho Federal de Medicina recomenda aos médicos que realizem os partos em ambiente hospitalar. Lembra que em caso de complicações, há mais estrutura para o atendimento. E alerta que, nas emergências, o tempo perdido da casa até o hospital pode ser decisivo para a vida de mãe e filho. 

As Associações Brasileiras de Ginecologia e Obstetrícia também são contra o parto em casa. 

“O médico não está proibido de realizar o parto domiciliar, mas ele tem que estar ciente dos riscos que esse procedimento envolve e também estar ciente de que ele pode ser punido pelo Conselho Federal de Medicina, caso ocorra algum tipo de insucesso”, diz Vera Fonseca, diretora da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 

“Não é um procedimento cirúrgico. Parto não é um ato cirúrgico. O parto é um ato natural”, opina Jorge Kuhn. O coordenador do Departamento de Obstetrícia da Universidade Federal de São Paulo defende o parto em casa. Mas avisa: ele só pode ser feito quando a gravidez é de baixíssimo risco. 

“Aquelas que não apresentam nenhuma intercorrência, quer clinica, quer obstétrica, portanto: pressão alta, diabetes, pré-eclampsia, qualquer circunstância que possa aumentar o risco para essa mãe ou para esse bebê”, informa Jorge Khun. 

Essa, então, é a condição fundamental para a mãe que quer fazer o parto em casa: a gestação tem que ser perfeita. Qualquer probleminha no pré-natal é motivo para que a escolha seja a de fazer o parto em um hospital. 

Três milhões de bebês nascem por ano no Brasil. 2,2 milhões, em hospitais públicos. Segundo o Ministério da Saúde, a rede do SUS pode receber as mães que querem um parto humanitário, sim, mas não domiciliar. 

“É possível, e é o que acontece no Brasil. Queremos cada vez mais, o parto hospitalar humanizado. Parto natural, com analgesia, com acompanhante. Mas pode ser, como é no Brasil, 98% dos partos são em hospitais. E é isso que o Ministério da Saúde recomenda”, diz Helvécio Magalhães, secretário do Ministério da Saúde. 

Em uma maternidade pública de Belo Horizonte, Ariádila seguiu todos os procedimentos do parto humanizado, sem pressa, sem indução das contrações. Sempre ao lado do marido. Uma hora depois, mãe, pai e filho estavam juntos. O bebê, no colo dela. Pelo tempo que os dois quiseram. 

Em Campinas, Sabrina e Fernando levantaram a discussão, se recolheram pra curtir o mais novo integrante da família, e já decidiram. Se vier um segundo filho, o irmãozinho do Lucas vai nascer em casa. 

“Foi o dia em que eu me senti mais mulher, mais linda. Por esse dia valeu a pena ter vivido”, relata Sabrina.


Assista o vídeo da matéria!
http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1680907-15605,00-PARTO+HUMANIZADO+DOMICILIAR+DIVIDE+PROFISSIONAIS+DA+AREA+DE+SAUDE.html


Fonte: fantástico 
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O parto é fisiológico e não um ato médico


Médica manda e-mail ao Conselho Regional de Medicina de São Paulo e diz que acatar a denúncia do CREMERJ seria um atentado à liberdade de expressão e à própria constituição.
Artigo Científico - Realizado na Holanda que verificou a mortalidade dos bebês nascidos em parto normal domiciliar e hospitalar. http://www.nhs.uk/news/2009/04April/Pages/HomeBirthSafe.aspx


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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Dor do Parto Natural

Matéria:

"Maternidade: mulheres revelam como lidaram com a “terrível” dor do parto natural"

“Em pleno século XXI, estamos vendo que parir não é um evento necessariamente doloroso”

Rosamaria Giatti Carneiro

Por Kátia Pereira

Clique aqui para ler: http://www.observatoriofeminino.com.br/?p=3744




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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Reportagem - Parto Humanizado

Vídeo realizado em Campinas relata alto porcentual de cesáreas realizadas em Campinas.

2011
Total partos: 14.462 
Rede Particular: 6.649 - 90% de cesáreas
Rede Pública: 7.813 - 46,2% de cesáreas

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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Até quando esperar.....

                       Até quando esperar o início do Trabalho de Parto? 39? 40? 41? 42 semanas?


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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Circular de Cordão - Mito?

Uma dúvida freqüente das gestantes é com respeito as circulares de cordão, em especial as da região cervical ("cordão enrolado no pescoço"). As circulares de cordão umbilical estão presentes em 20-40% de todas as gestações. Trata-se de fenômeno natural que ocorre durante a gestação no qual o cordão umbilical envolve o pescoço do bebê. 

Este vídeo demonstra alguns partos e trata de desmistificar o fato que circular de cordão impede a realização do parto natural/normal. Atualmente esse fato e responsável por inúmeras cesáreas desnecessárias.


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sábado, 12 de maio de 2012

Video - Parto Humanizado

Vídeo do Parto Humanizado - Gestante de 18 anos, primigesta, 42 semanas e 3 dias de gestação - bebê de 4,300kg - com períneo íntegro.

Assistido por Melania Amorim e Sabina Maia, no projeto Humanização do nascimento no ISEA (Maternidade Instituto Saúde Elpídio de Almeida) , em Campina Grande, em maio de 2009.


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quinta-feira, 1 de março de 2012

O Renascimento do Parto reforça a importância do parto normal

CRESCER

Documentário, que estreia em 2012, traz especialistas e mães defendendo a humanização do nascimento do bebê

O Brasil é o campeão mundial no número de cesarianas. Essa situação, considerada alarmante pelos médicos, gera sempre aquela polêmica do quanto o comodismo pode estar por trás do parto agendado, colocando mãe e filho em risco. No documentário, mães, médicos e especialistas, de diferentes áreas, expõem suas opiniões e defendem a valorização do parto natural. O cientista Michel Odent e o ator Márcio Garcia participam do documentário, previsto para estrear em março de 2012, aqui no Brasil. 
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Pesquisa da Fiocruz investiga aumento de cesarianas no país

12/02/2012 - 10h40
Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai entrevistar 24 mil mulheres que tiveram bebê recentemente (pós-parto) para descobrir o porquê da preferência de muitas brasileiras pela cesariana. Dados do Ministério da Saúde indicam que, em 2010, 52% dos partos no país foram cirúrgicos. Na rede privada, o índice chega a 82% e na rede pública, a 37%.
A pesquisa vai verificar com a mãe qual foi a indicação médica para o tipo de parto, onde foi feito o pré-natal e se o profissional que acompanhou a gestação foi o mesmo que realizou o parto. No caso de mulheres que passaram por cesariana, será perguntado o motivo da escolha.
Doula há cinco anos, Rachel Bessa oferece apoio a mulheres grávidas para alcançar o bem-estar físico e emocional durante a gestação e o parto. Ela explicou que o parto normal é um ato de respeito ao próprio corpo feminino, enquanto a cesariana exige um procedimento cirúrgico com riscos, como a hemorragia interna.
Outra desvantagem, segundo Rachel, é que, após a cesariana, a mãe não pode ficar junto com a criança imediatamente porque precisa se recuperar da cirurgia – mesmo que o bebê necessite desse primeiro contato já que, por meio dessa aproximação, é possível, por exemplo, controlar a temperatura corporal.
“Além disso, durante o parto normal, acontece uma compressão natural no peito da criança. Com isso, todo o resquício de líquido, próprio da gestação e que pode estar dentro da criança, é limpo. É um processo natural. No caso da cesárea, é usada uma sonda para a retirada desses líquidos.”
Lais Ignácio, 25 anos, é nutricionista e está grávida do primeiro filho. “Pretendo ter parto normal, mas vai depender da situação na hora”, disse. Apesar do receio da dor, ela explicou que prefere parto normal porque a recuperação é mais simples. “O corpo feminino foi preparado para isso”, completou.
Catiana Ferreira, 29 anos, trabalhadora doméstica, compartilha o sentimento de ansiedade. Grávida do primeiro filho e já no oitavo mês de gestação, ela disse que ainda não recebeu uma indicação médica sobre que tipo de parto optar. “Quero parto normal, porque é mais rápido e recupera logo. Assim, não necessito de muito repouso já que preciso voltar a trabalhar.”
Já Maria de Fátima Oliveira, 36 anos, fará uma cesariana, mesmo preferindo o parto normal. A empregada doméstica está grávida do primeiro filho, mas tem um mioma que pode complicar o procedimento. “Se não fosse esse problema, faria o [parto] normal, porque a recuperação é mais rápida e mais saudável”, disse.
De acordo com o Ministério da Saúde, as chamadas cesáreas eletivas são as que mais representam risco. Nesse tipo de procedimento, a mãe agenda o dia e o bebê nasce sem que a mulher entre em trabalho de parto, o que pode causar problemas de saúde, sobretudo respiratórios, na criança.
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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Programa EPTV Comunidade

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Respira, bebê

Nascer de parto natural pode ser bem melhor para o bebê, mesmo antes do tempo

Um novo estudo mostrou que até mesmo os bebês nascidos prematuramente são beneficiados pelo parto natural, já que a cesárea pode interferir no desenvolvimento do pulmão dos pequenos.

Os pesquisadores descobriram que os bebês pequenos, nascidos através da cesárea e antes da 34ª semana de gestação, tinham mais chances de desenvolverem síndrome de sofrimento respiratório do que aqueles nascidos de parto natural no mesmo período gestacional.

A pesquisa, chamada de Métodos de Nascimento e Resultados Neonatais para bebês prematuros ou pequenos para a idade gestacional, foi comandada pela escola de medicina Johns Hopkins, dos Estados Unidos.



Foram analisados 2.560 bebê que estavam abaixo do tamanho esperado durante o desenvolvimento gestacional e que nasceram prematuramente. Cesáreas são comuns para bebês diagnosticados com restrições de nascimento intrauterinas.

Os pesquisadores mostraram que aqueles nascidos através cesárea antes da 34ª semana de gestação têm 30% mais chances de desenvolverem a síndrome de sofrimento respiratório do que aqueles nascidos de parto natural nas mesmas condições.

Partos prematuros, realizados antes da 37ª semana de gravidez, estão entre as principais causas de morte entre os recém-nascidos, e um milhão de crianças morrem em todo mundo a cada ano por nascer antes do tempo.

Os bebês que sobrevivem sofrem com os problemas de saúde relacionados ao parto ao longo da vida, como complicações respiratórias, atrasos mentais, dificuldades de aprendizado, entre outros.

A March of Dimes defende que, se a gestação é saudável e sem complicações que exijam um parto prematuro, a mãe deve entrar em trabalho de parto naturalmente, ou esperar até, pelo menos, até a 39ª semana de gravidez. Muitos dos órgãos dos bebês, incluindo o cérebro e os pulmões, não estão completamente desenvolvidos até este período gestacional.

Observação: Lembre-se que a gestação pode chegar até 42 semanas!!


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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Pesquisa: Parto Normal ou Cesárea?

Pesquisa vai ouvir brasileiras sobre preferência por cesária no parto


O estudo foi encomendado pelo Ministério da Saúde e ouvirá 24 mil mulheres que tiveram filhos recentemente. Na rede privada brasileira, 82% dos partos são cesarianas.

Pesquisa encomendada pelo Ministério da Saúde vai ouvir 24 mil brasileiras, que tiveram filhos recentemente, para saber por que metade delas opta pela cesariana em vez de parto normal. O estudo será feito pela Fundação Oswaldo Cruz.



A Organização Mundial de Saúde recomenda que a taxa de cesariana não ultrapasse 15%, mas no Brasil a realidade é praticamente inversa. Na rede pública, esse índice é de 37% e na rede privada, é ainda maior: 82%.

Para a medicina, tanto o parto normal quanto a cesariana oferecem riscos, mas, no segundo a possibilidade de infecção, hemorragia ou acidentes anestésicos é maior.

De acordo com o presidente da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia de Brasília, a cesariana é recomendada nos seguintes casos:

- Quando houver complicações no parto normal.
- Quando a mãe tem uma doença crônica.
- No caso de parto de trigêmeos.
- Quando a mulher pede para que seja assim.

Muitas mulheres têm medo da dor do parto normal, mas ele pode ser feito sem dor. Segundo o Ministério da Saúde, é um direito da mulher ter a assistência de um anestesista.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Ginecologia, Alberto Zaconeta, as cesarianas só irão diminuir quando as mulheres e os hospitais mudarem a mentalidade. “Para você ter parto normal, cada hospital privado teria que ter uma equipe com enfermeira e obstetra, não para atender as emergências, mas para acompanhar esses pacientes.


Assista o Video!



Fonte:http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2012/02/pesquisa-vai-ouvir-brasileiras-sobre-preferencia-por-cesaria-no-parto.html
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sábado, 26 de novembro de 2011

Bebê super-pesado nasce em Berlim

Um hospital de Berlim anunciou nesta sexta-feira o nascimento de parto normal de um menino muito acima do peso, com 6 quilos (13,2 libras), o 14º filho de uma mãe de 40 anos.

"De acordo com nossa pesquisa, nunca houve uma criança com esse peso que tivesse nascido sem uma operação (cesárea) na Alemanha", disse o Dr Wolfgang Henrich, chefe da unidade neonatal do hospital, em um comunicado.
A mãe, identificada apenas como Elfi Y., é obesa, com um peso de cerca de 240 quilos, informou o hospital, acrescentando que ela teve diabetes gestacional, mas não abriu mão dos doces.
O novo bebê dela, chamado Jihad, terá nove irmãos e quatro irmãs. Três deles pesavam mais de cinco quilos ao nascer. Recém-nascidos têm em média 3,5 quilos.
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domingo, 10 de abril de 2011

Indução eletiva do parto está relacionada a maiores riscos

New York Times
08/03/2011 09:42


Segundo pesquisa norte-americana, mãe e bebê são prejudicados com o hábito de induzir o parto artificialmente

Segundo uma nova pesquisa americana, a decisão cada vez mais comum por parte de gestantes e médicos de induzir o trabalho de parto por razões de conveniência, e não pela necessidade médica, envolve riscos à saúde da mãe e do bebê.

Marcar data para o parto é atitude comum entre mulheres hoje em dia


O novo estudo destaca o impacto negativo do método conhecido como “indução eletiva” para as mulheres que dão à luz pela primeira vez. Esta indução aumenta as chances de necessidade de uma cesariana, além de oferecer mais riscos de perda de sangue por parte da mãe e de uma hospitalização mais longa após o parto, conclui a pesquisa.

“Os benefícios de um procedimento devem sempre superar seus riscos. Se não existem benefícios para a saúde com a indução do parto, é difícil justificar realizá-lo de forma eletiva quando sabemos que esta opção aumenta os riscos para a mãe e para o bebê”, disse Christopher Glantz, professor de medicina materno-fetal do Centro Médico da Universidade de Rochester e autor do estudo.

Glantz e seus colegas relataram as descobertas na edição de fevereiro do periódico norte-americano “Journal of Reproductive Medicine”.

Os pesquisadores ressaltaram que a indução eletiva em grande parte se tornou um aspecto de rotina dos cuidados do obstetra. Mas eles advertem que a decisão não está isenta de consequências, já que o processo não se desenrola da mesma forma como o trabalho de parto natural.

Ao analisar as fichas médicas de 485 mulheres que deram à luz o primeiro filho no Centro Médico da Universidade de Rochester em 2007, investigadores contataram que cerca de um terço daquelas que optaram pelo parto induzido teve de passar por uma cesariana, em comparação a apenas um quinto das gestantes que não realizaram a indução eletiva.

A cesariana é considerada uma cirurgia de grande porte que oferece riscos de infecções, complicações e mesmo de cirurgias adicionais. Além disso, foi registrado um total de 88 dias adicionais para cada 100 mulheres que optaram pela indução eletiva, constatou a equipe de pesquisa.

Os bebês nascidos através do parto induzido também apresentaram maiores riscos de necessitar de oxigênio logo após o nascimento e de cuidados especiais na unidade de terapia intensiva neonatal.

Mulheres que já tiveram pelo menos um parto podem não sofrer as mesmas consequências negativas, segundo os pesquisadores. “Se você já deu à luz uma vez, seu corpo conhece os mecanismos e pode repeti-los”, disse Glantz.

(Tradução: Claudia Batista Arantes)

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sábado, 9 de abril de 2011

Parto normal aumenta sensibilidade da mãe ao choro do bebê, diz estudo

Reinaldo José Lopes
Do G1, em São Paulo

Pesquisa foi feita medindo ativação de áreas 'maternais' do cérebro.

Trabalho tem implicações para entender e até prever depressão pós-parto
 
 Uma pesquisa publicada na revista científica "The Journal of Child Psychology" sugere que pode haver um elo mais poderoso entre mãe que tiveram filhos por parto normal e seus bebês do que aquele que existe entre mães e seus filhos nascidos por cesariana. Segundo os pesquisadores, a primeira categoria de mães é mais sensível ao choro de seu próprio filho, a julgar pelo padrão de ativação cerebral materno, medido com a ajuda de ressonância magnética de duas a quatro semanas depois do parto.

Para ser mais exato, a resposta aumentada das mães de parto normal aparece em regiões do cérebro ligadas à regulação de emoções, motivação e comportamentos habituais. A conclusão faz algum sentido diante do aparente elo que existe entre o parto por cesariana e um risco aumentado de depressão pós-parto, verificado em mulheres, e também do cuidado diminuído com a cria presente em animais cujos filhotes não nascem por via vaginal.

Os conhecimentos atuais sobre o parto normal também indicam que ele ajuda a desenvolver os circuitos cerebrais ligados ao apego pelos recém-nascidos. Exemplo disso é a liberação periódica de oxitocina, o famoso "hormônio da confiança" (ou "hormônio do apego") durante o nascimento natural.

Menos ativas

"Queríamos saber quais áreas do cérebro ficariam menos ativas em mães que têm seus filhos por cesariana", diz James Swain, pesquisador do Centro de Estudos da Infância da Universidade Yale (EUA). "Nossos resultados apóiam a teoria de que variações nas condições de nascimento que alteram as experiências neurohormonais do parto podem diminuir a sensibilidade do cérebro materno humano no começo da fase pós-parto."

Outro detalhe importante: as mesmas áreas ligadas ao esforço do nascimento também influenciam o estado emocional da mãe. "Conforme mais e mais mães optam por ter filhos mais velhas, tendo, portanto, mais chances de passar por uma cesariana, esses resultados vão se tornando importantes. Podem, por exemplo, ajudar a identificar precocemente o risco de depressão pós-parto e atacar o problema", afirma Swain.

fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL747057-5603,00-PARTO%20NORMAL%20AUMENTA%20SENSIBILIDADE%20DA%20MAE%20AO%20CHORO%20DO%20BEBE%20DIZ%20ESTUDO.html



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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

CFM quer facilitar parto normal

23 de dezembro de 2010  0h 00
FABIANE LEITE - O Estado de S.Paulo

O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou ontem parecer que defende a existência de plantonistas de obstetrícia para as parturientes, o que propicia o parto normal. O parecer também pede que as gestantes sejam informadas, logo no início do pré-natal, sobre como será o acompanhamento do parto.


Atualmente, muitas mulheres são submetidas à cesariana, que é pior para a mulher e o bebê na grande maioria dos casos, em razão da não disponibilidade do médico que a acompanhou durante o pré-natal.

A baixa remuneração dos partos normais, principalmente na rede privada de saúde, propicia a decisão pela cesariana, independentemente de sua real necessidade. Atualmente a maioria dos partos nos planos é por meio de cesariana.

Segundo o conselheiro do CFM José Hiran da Silva Gallo, é importante deixar claro que uma equipe poderá realizar o parto. "Toda a gestante deve ter direito a um serviço 24 horas, com médicos obstetras habilitados."

O parecer deverá ser enviado a todos os conselhos regionais de medicina e às sociedades de especialidades médicas.

Fonte:http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101223/not_imp657264,0.php
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