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sábado, 16 de junho de 2012

Matéria do Fantástico Parto humanizado domiciliar divide profissionais da área de saúde

Parto humanizado domiciliar divide profissionais da área de saúde


Um vídeo está fazendo o maior sucesso na internet. É a filmagem de um parto em casa, sem anestesia e com a ajuda de uma equipe de profissionais de saúde. As imagens dividem os especialistas: é seguro ter um bebê fora do hospital? 




O vídeo mostra 14 minutos de um parto que durou nove horas. Em dois meses, já foi visto por 2,5 milhões de pessoas. Embaladas pela música de Maria Bethânia. 

A mãe, Sabrina, é sanitarista e terapeuta ocupacional. Ela escolheu fazer em casa o parto do primeiro filho, Lucas. Foi em novembro do ano passado, em Campinas, São Paulo. O pai, Fernando, participou de tudo. 

“Eu me lembro que quando o Fernando me beijava e me abraçava, parece que as contrações tomavam outro caminho”, diz Sabrina Ferigato.

A equipe de apoio tinha uma parteira, uma pediatra e duas doulas. A função de uma doula é dar apoio emocional à gestante. 

“O parto humanizado é uma forma de assistência ao casal, em que a mulher é a protagonista do próprio processo. Ela decide o lugar de parir, ela decide a posição que quer parir”, diz Lara Gordon, doula e responsável pelo grupo de parto humanizado Samaúma. 

A equipe pertence a um grupo que fez mais de 200 partos assim. A parteira foi uma obstetriz, com formação apenas em obstetrícia, sem a graduação anterior em enfermagem ou medicina. 

“Aonde o bebê vai nascer vai depender porque o trabalho de parto é longo, então a gente vai no chuveiro, vai na banheira, vai na cama, vai deitar, vai descansar, vai pra sala, vai comer e quando o bebê está mais perto de nascer a gente vai ficando em um canto e armando um canto”, diz a obstetriz Ana Cristina. 

O nome é parto humanizado domiciliar. E é claro que ninguém discute a ideia trazida pela palavra "humanizado". A polêmica está na palavra “domiciliar”. 

O Conselho Federal de Enfermagem diz que o enfermeiro obstetra pode fazer o parto em uma casa, desde que o ambiente apresente condições míninas de higiene. Já o Conselho Federal de Medicina recomenda aos médicos que realizem os partos em ambiente hospitalar. Lembra que em caso de complicações, há mais estrutura para o atendimento. E alerta que, nas emergências, o tempo perdido da casa até o hospital pode ser decisivo para a vida de mãe e filho. 

As Associações Brasileiras de Ginecologia e Obstetrícia também são contra o parto em casa. 

“O médico não está proibido de realizar o parto domiciliar, mas ele tem que estar ciente dos riscos que esse procedimento envolve e também estar ciente de que ele pode ser punido pelo Conselho Federal de Medicina, caso ocorra algum tipo de insucesso”, diz Vera Fonseca, diretora da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 

“Não é um procedimento cirúrgico. Parto não é um ato cirúrgico. O parto é um ato natural”, opina Jorge Kuhn. O coordenador do Departamento de Obstetrícia da Universidade Federal de São Paulo defende o parto em casa. Mas avisa: ele só pode ser feito quando a gravidez é de baixíssimo risco. 

“Aquelas que não apresentam nenhuma intercorrência, quer clinica, quer obstétrica, portanto: pressão alta, diabetes, pré-eclampsia, qualquer circunstância que possa aumentar o risco para essa mãe ou para esse bebê”, informa Jorge Khun. 

Essa, então, é a condição fundamental para a mãe que quer fazer o parto em casa: a gestação tem que ser perfeita. Qualquer probleminha no pré-natal é motivo para que a escolha seja a de fazer o parto em um hospital. 

Três milhões de bebês nascem por ano no Brasil. 2,2 milhões, em hospitais públicos. Segundo o Ministério da Saúde, a rede do SUS pode receber as mães que querem um parto humanitário, sim, mas não domiciliar. 

“É possível, e é o que acontece no Brasil. Queremos cada vez mais, o parto hospitalar humanizado. Parto natural, com analgesia, com acompanhante. Mas pode ser, como é no Brasil, 98% dos partos são em hospitais. E é isso que o Ministério da Saúde recomenda”, diz Helvécio Magalhães, secretário do Ministério da Saúde. 

Em uma maternidade pública de Belo Horizonte, Ariádila seguiu todos os procedimentos do parto humanizado, sem pressa, sem indução das contrações. Sempre ao lado do marido. Uma hora depois, mãe, pai e filho estavam juntos. O bebê, no colo dela. Pelo tempo que os dois quiseram. 

Em Campinas, Sabrina e Fernando levantaram a discussão, se recolheram pra curtir o mais novo integrante da família, e já decidiram. Se vier um segundo filho, o irmãozinho do Lucas vai nascer em casa. 

“Foi o dia em que eu me senti mais mulher, mais linda. Por esse dia valeu a pena ter vivido”, relata Sabrina.


Assista o vídeo da matéria!
http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1680907-15605,00-PARTO+HUMANIZADO+DOMICILIAR+DIVIDE+PROFISSIONAIS+DA+AREA+DE+SAUDE.html


Fonte: fantástico 
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O parto é fisiológico e não um ato médico


Médica manda e-mail ao Conselho Regional de Medicina de São Paulo e diz que acatar a denúncia do CREMERJ seria um atentado à liberdade de expressão e à própria constituição.
Artigo Científico - Realizado na Holanda que verificou a mortalidade dos bebês nascidos em parto normal domiciliar e hospitalar. http://www.nhs.uk/news/2009/04April/Pages/HomeBirthSafe.aspx


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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Dor do Parto Natural

Matéria:

"Maternidade: mulheres revelam como lidaram com a “terrível” dor do parto natural"

“Em pleno século XXI, estamos vendo que parir não é um evento necessariamente doloroso”

Rosamaria Giatti Carneiro

Por Kátia Pereira

Clique aqui para ler: http://www.observatoriofeminino.com.br/?p=3744




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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Reportagem - Parto Humanizado

Vídeo realizado em Campinas relata alto porcentual de cesáreas realizadas em Campinas.

2011
Total partos: 14.462 
Rede Particular: 6.649 - 90% de cesáreas
Rede Pública: 7.813 - 46,2% de cesáreas

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sábado, 12 de maio de 2012

Video - Parto Humanizado

Vídeo do Parto Humanizado - Gestante de 18 anos, primigesta, 42 semanas e 3 dias de gestação - bebê de 4,300kg - com períneo íntegro.

Assistido por Melania Amorim e Sabina Maia, no projeto Humanização do nascimento no ISEA (Maternidade Instituto Saúde Elpídio de Almeida) , em Campina Grande, em maio de 2009.


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domingo, 22 de abril de 2012

“Fomos projetadas para dar à luz”


Texto: Débora Rubin, de São Paulo |20 de abril de 2012
O número de cesarianas feitas entre as brasileiras e o parto como um momento sagrado da mulher são os temas que a inglesa Janet Balaskas veio tratar no Brasil
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Uma das maiores autoridades mundiais sobre parto natural, a inglesa Janet Balaskas (foto) está no país para uma temporada de palestras e cursos divulgando seu conceito de “parto ativo”, no qual a gestante é a protagonista no nascimento de seu filho. Diretora do Active Birth Centre, em Londres, e autora de um livro sobre o tema, Janet veio ao Brasil para alertar sobre os perigos de o país ser o campeão de cesarianas do mundo. Na semana passada, ela fez apresentações e deu aulas no Rio de Janeiro. Nesta semana, em Curitiba, fez uma palestra aberta ao público sobre o assunto. Nesta entrevista, a britânica, que é mãe de quatro filhos e estuda o tema há mais de 30 anos, fala sobre a importância de cada mulher entender o parto como um momento único de sua vida e ainda sobre a necessidade de capacitar profissionais focados no parto humanizado.
O que é o Parto Ativo e quais são os benefícios?
A principal característica do Parto Ativo é que não restringimos os movimentos instintivos da mãe, como deixá-la confinada numa posição deitada. Ela pode seguir seus instintos para que seu trabalho de parto progrida melhor, para que possa se sentir mais confortável e também ajudar seu bebê a nascer. Os principais benefícios são o maior espaço na pélvis, contrações mais eficientes, melhor fluxo de oxigênio para o útero e para o bebê. O mais importante é que a mulher sente que está no controle. Ela tem uma consciência maior do poder de seu corpo e tem mais condições de se entregar à intensidade do trabalho sem drogas ou intervenções. Muitas mulheres vivenciam um parto ativo como uma experiência de êxtase, orgástica e sagrada, que elas se lembram para sempre. É isto que a natureza pretende.

Quando surgiu seu interesse por este assunto?
Foi quando eu estava grávida de meu primeiro filho. Eu acreditava que meu corpo instintivamente “sabia” como parir e que deveria haver outro modo que não fosse tornar-me paciente num hospital, deitada de costas. Foi quando comecei a procurar alternativas.

O Brasil é realmente o campeão mundial de cesáreas (52% dos partos)? Existe outro país com taxas similares?
Sim. De acordo com a pesquisa que fiz a partir dos relatórios da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o campeão. O país mais próximo é a China, com 46%. No Reino Unido, a taxa está em aproximadamente 24% – e já achamos muito alta. A OMS recomenda entre 10 e 15%. Muitas britânicas preferem o parto natural e 88% dos nossos hospitais oferecem, atualmente, centros para parto normal com ambiente aconchegante que lembra o lar da mulher. Estes são dirigidos por obstetrizes e usados apenas para o parto natural. Quem opta pelo parto domiciliar conta com duas especialistas em casa – e tem total suporte de seu hospital local caso precise ser transferida.

Quais são as diferenças entre o parto hospitalar e o parto domiciliar?
Geralmente, é mais fácil conseguir em casa o ambiente correto, com segurança e privacidade. Entretanto, isso também pode ser feito num hospital ou centro de parto normal, desde que exista a consciência sobre as reais necessidades da mãe. A mãe precisa ter a possibilidade de mergulhar fundo dentro de si mesma. É como uma meditação muito profunda. Ela precisa estar calma e relaxada para que o parto natural aconteça bem.

Quais são os riscos de um parto natural domiciliar?
Sólidas pesquisas mostram que, para mulheres saudáveis, com gestação de baixo risco e que desejam ter parto domiciliar, não há riscos adicionais. O parto domiciliar é seguro, desde que os critérios corretos sejam preenchidos e que a mulher tenha um profissional competente.

Qual a sua opinião sobre a explosão de cesarianas no Brasil?
Considero alarmante e precisa ser revertida. Perdemos muito, como indivíduos, famílias e como sociedade, se abandonamos a fisiologia natural do parto e passamos a considerá-lo meramente um evento médico. Este é o tema da minha palestra e de todos os cursos que ministrarei no Brasil. A sustentabilidade precisa começar com o plano milagroso da mãe natureza para o início da vida humana. Precisamos fazer perguntas do tipo: quais podem ser as consequências caso o parto natural seja extinto?

Por quê a cesariana é um problema?
A cesariana não é um problema quando há uma necessidade médica verdadeira. Neste caso, ela é a opção mais segura e salva vidas. Devemos ficar agradecidos por isto. Mas, quando não é necessária, e nem mesmo desejada, a mulher pode perder os benefícios do coquetel de hormônios do amor, que é único, e faz o parto acontecer fisicamente, criando fortes laços de amor e vínculo entre a mãe e o bebê. Esta é a mágica do parto natural – ele é governado por hormônios que atuam simultaneamente para contrair a musculatura e para facilitar esse vínculo. Não existe uma droga que faça isso. Além disso, uma cesariana com hora marcada pode ser precipitada para o bebê. Problemas respiratórios e necessidade de cuidado intensivo são mais comuns em bebês nascidos assim. Por ser uma cirurgia, há ainda riscos para a mãe e para o bebê (2 a 4 vezes mais chances de a mãe morrer na cesariana do que no parto natural). Outras complicações, como hemorragia ou infecção, também acontecem.

O que precisamos fazer para ter um parto hospitalar mais humanizado?
Creio que vocês precisam de mais obstetrizes, já que elas são as melhores profissionais para atender o parto normal. A doula não é treinada em obstetrícia e pode não ter o conhecimento para lidar com todas as situações. Treinar obstetrizes é uma prioridade. E é necessária a educação dos profissionais e pais sobre a fisiologia do nascimento. Também acredito que a criação de centros de parto normal de baixa tecnologia é um progresso. Hoje temos tantos destes locais no Reino Unido e eles são tão bons que muitas mulheres os preferem à rede particular. Penso que há um grande potencial para esta opção no Brasil nos hospitais públicos. As mulheres precisam ter o direito de escolher o melhor lugar para terem seus bebês. E, seja onde for, ter a ajuda de pessoas bem treinadas, da ciência e da tecnologia.

Como a mulher pode escolher o médico, ou outro profissional, para ajudar no parto natural?
É preciso alguém que entenda e respeite a fisiologia e tenha confiança em sua habilidade de conseguir fazer isso sozinha. Alguém com uma aura calma, que você gostaria de ter ao seu lado, e que você confie e com quem se sinta segura. De acordo com a Tália Gevaerd de Souza, diretora do Parto Ativo Brasil, as brasileiras podem fazer isso buscando informação nas redes de apoio (como a nossa), conversando com outras mães e fazendo milhares de perguntas aos profissionais que ela encontrar.

Você acha que o interesse pelo conceito do Parto Ativo está crescendo no Brasil?
Certamente. Pelo que sei, muitas mulheres no Brasil querem ter a oportunidade de se preparar para o parto natural e querem ser estimuladas pelos profissionais a fazer isto. Na verdade, existe uma corrente global para diminuir as taxas de cesariana. Assim como tenho esperanças de que seremos mais respeitosos com a mãe terra, de uma forma ecológica geral, e que aprenderemos a nos beneficiar da ciência e da tecnologia sem destruir nosso planeta, eu também acredito que vamos reconhecer, a cada dia mais, que a primeira ecologia começa no útero. Minha mensagem para as mulheres é que confiem na sabedoria de seus corpos. Vocês foram projetadas para dar à luz e não há nada a temer.

fonte:http://www.revistaherbarium.com.br/%E2%80%9Cfomos-projetadas-para-dar-a-luz%E2%80%9D/

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