sexta-feira, 23 de abril de 2010

Maioria das cesáreas é marcada para antes da hora no Brasil

GABRIELA CUPANI
da Reportagem Local


Cresce no Brasil a prática de marcar o parto para assim que a gestação completa 37 semanas, momento em que o bebê deixa de ser considerado prematuro.

Um estudo da Unifesp mostra que cerca de 60% dos nascimentos acontecem com 37 ou 38 semanas de gestação --quando a gravidez dura cerca de 40 semanas. Segundo consensos internacionais, o ideal é esperar no mínimo 39 semanas. Antes disso, aumentam as chances de complicação para o recém-nascido, como desconforto respiratório e icterícia.

"A tendência é mundial. Está havendo uma antecipação do parto. Antes, os bebês nasciam com 39 ou 40 semanas", diz Cecília Draque, neonatologista do departamento de pediatria e neonatologia da Unifesp, uma das autoras do estudo.

Segundo a pesquisa, o número crescente de cesáreas eletivas (aquelas em que é possível escolher a data) tem levado ao aumento dos partos com idade gestacional inferior à ideal.

"Hoje não se espera a mulher entrar em trabalho de parto", diz o obstetra Marcos Tadeu Garcia, diretor da clínica de ginecologia, obstetrícia e neonatologia do Hospital Ipiranga. "Médicos e mães optam pelo conforto da agenda. Isso nos assusta, porque esses bebês nascem sem estarem prontos."

Bebês que nascem antes do término da trigésima-nona semana têm mais risco de precisarem de intervenções terapêuticas do que os que nascem bem no fim da gravidez. O estudo mostra que ficam mais dias internados e vão mais para a UTI. "A interrupção da gestação antes de 39 semanas só deve ser feita com estritas indicações médicas", diz Draque.

A pesquisa seguiu mais de 6.000 recém-nascidos em uma maternidade particular de São Paulo. Os bebês não tinham anomalias congênitas e as mães passaram por pré-natal.

"Conheço casos de médicos que marcam até para a 35ª semana. Qualquer coisa é desculpa: ou vão viajar para algum congresso, ou não querem que a mãe encha a paciência deles ligando às duas da manhã. A mulher também pode insistir, às vezes a avó manda marcar, ou a mulher não aguenta mais o fim da gravidez... enfim. O bebê vai precisar de um atendimento, mas o médico já passou a responsabilidade para o berçário", diz Renato Kalil, obstetra do Hospital Albert Einstein. Segundo Kalil, 12% dos bebês não prematuros nascidos de cesárea passam pela UTI. De parto normal, só 3%. "O parto normal está mais falado, mas a indicação de cesárea continua a mesma baixaria", afirma.

"Muitas vezes a própria família pressiona o médico", afirma Renato Augusto Moreira de Sá, presidente da comissão de perinatologia da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

Antecipar o parto também é perigoso porque há chance de erro de cálculo da idade gestacional. Se a mulher não fez um ultrassom no início, que estima com maior precisão essa idade, ela pode estar grávida há menos tempo do que pensa.

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Video: Parto Natural - Natural Birth

PARTO NATURAL - DEIXE ESSA IDÉIA NASCER EM VOCÊ!


Parto Natural - Natural Birth from José Gaspar on Vimeo.



Documentário sobre Parto Natural Humanizado.

Direção: José Gaspar
Roteiro: Beto Magini
Produção: Flávia Alessio
Fotografia: Adriano Barbuto
Edição: Pedro Dantas
Agência: DeBrito Propaganda
Cliente: Coren-SP
Produtora: TelaBrazil


Fonte:http://vimeo.com/8526305
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sábado, 17 de abril de 2010

Excesso de proteção faz mal ao seu filho

Boa parte das crianças e adolescentes brasileiros vive como dentro de uma bolha, protegida dos aspectos mais triviais da realidade. É preciso dar-lhes autonomia, porque o maior risco é criar uma geração despreparada para a existência.
Daniela Macedo e Gabriella Sandoval
Montagem sobre fotos Istockphoto e Pedro Rubens

A preocupação com a segurança da prole é de ordem biológica: sem ela, nenhuma espécie animal conseguiria reproduzir-se e perpetuar-se. No âmbito humano, durante milhares de anos, os cuidados com as crias seguiram o padrão dos mamíferos em geral: eram interrompidos quando elas começavam a tornar-se capazes de alguma autodefesa e de ajudar seus pais na obtenção de comida. A preocupação atual com os filhos – e sua exacerbação, a superproteção, assunto desta reportagem – tem origem histórica bem definida. No Ocidente, a infância e a adolescência, tais como as conhecemos, são uma criação econômica e cultural do fim do século XVIII, período imediatamente posterior à Primeira Revolução Industrial na Europa. Até então, crianças e adolescentes, assim considerados em suas limitações e peculiaridades, existiam apenas nas classes mais abastadas, nas quais eram educados com esmero por serem herdeiros da fortuna da família e para que pudessem representá-la apropriadamente na idade adulta. Meninos e meninas até 14, 15 anos, oriundos dos extratos sociais mais baixos, eram tidos só como "gente pequena" – e, portanto, sujeita a trabalhos tão pesados quanto o permitisse a sua força física.

Com o avanço tecnológico, que resultou em máquinas que substituíram as atividades braçais e na necessidade de formar artesãos e operários qualificados para manusear equipamentos complexos e atender aos padrões de qualidade cada vez mais altos da indústria, o exército de crianças e jovens pobres passou a ser alvo de uma preocupação inédita: a de que crescessem saudáveis e pudessem, desse modo, ser adestrados para servir como a mão de obra requerida pelos novos tempos. Foi da vertente econômica que nasceram os conceitos de infância e adolescência – os quais, mais tarde, ganharam contornos mais delicados, complexos, graças às descobertas da pediatria, da psicologia e da pedagogia.

Com as crianças e os adolescentes, surgiu ainda uma rede de proteção tanto no plano jurídico como no familiar. Leis foram feitas para preservar o direito à integridade física e mental dos menores de idade (aliás, uma concepção originada daquelas de infância e adolescência), e pais e mães passaram a ser mais ciosos da saúde e da educação de seus filhos. Não seria inapropriado dizer que o amor maternal e paternal, no plano mais geral, é fruto das mudanças provocadas pela Revolução Industrial. Ultrapassadas as portas do século XXI, o que aterroriza muitos pais é ver suas crianças e jovens atingidos por violências que, até os estertores do século XVIII, não fariam seus congêneres perder o sono – e que não assombram, para além da medida, a maior parte das famílias atuais. Ou seja, com a infância e a adolescência, não nasceram somente os pais responsáveis, mas também os pais assustados e, por consequência, superprotetores. "Eles podem ser tão prejudiciais para a formação emocional de seus filhos quanto pais negligentes", diz a psicóloga Ceres Alves de Araujo.

No Brasil, os superprotetores temem, sobretudo, o risco de sequestros, assaltos e acidentes e a oferta abundante e livre de álcool e drogas. Há, no entanto, um limite entre a preocupação aceitável e a excessiva, que pode fazer mais mal do que bem a uma criança ou adolescente. Quando a criança é pequena, é razoável ter medo de que ela se machuque no parquinho, mas é inaceitável um pai ou mãe que não a deixe brincar na casa de um amigo de escola, longe de sua vista. É compreensível ficar com o coração aflito nas primeiras vezes que o filho de 18 anos sai de carro sozinho – no entanto, trata-se de um exagero evidente negar a ele esse tipo de liberdade. Hoje, uma família de classe média pode erguer um muro em torno de seus filhos – incluído o não metafórico. Para tanto, os pais superprotetores valem-se de recursos tecnológicos, como o celular que permite monitorar as andanças da moçada, e da nova dinâmica familiar, mais aberta e propensa ao diálogo. Íntimos como nunca de seus filhos, eles se utilizam dessa proximidade de amigo justamente para controlá-los. E abandonam a parte mais difícil da paternidade, que é deixá-los seguir em frente. Tais pais "amigos" conhecem ou já identificaram no Orkut ou no Facebook cada um dos colegas do filho, e não veem problema nessa invasão de privacidade.

Aparentemente, um filho sob a vigilância irrestrita dos pais está mais seguro. Mas há um risco na vida sem riscos, o que inclui atender a todos os pedidos da criança ou do jovem. Pais que adotam para si e para seus filhos esse tipo de estratégia ignoram uma peça-chave do desenvolvimento humano: a autonomia. É aquela capacidade – e sensação poderosa – de fazer escolhas. E também de aceitar seus próprios limites e reconhecer que, não raro, as escolhas podem estar erradas. Num artigo recente, o psiquiatra americano Michael Jellinek, professor de Harvard e chefe da psiquiatria infantil do Hospital Geral de Massachusetts, escreveu que, do momento em que um bebê nasce até a hora em que ele entra na faculdade ou sai de casa, a questão central de sua existência é conquistar independência. Tirar isso de um filho pode ser uma viagem sem volta. "Vemos o tempo todo exemplos de crianças que finalmente quebram a bolha em que vivem e se transformam em adolescentes rebeldes além do aceitável, um atalho para que se tornem adultos frustrados", disse ele a VEJA.

Em geral, os pais superprotetores são inseguros e ansiosos. Temem que seus filhos deixem de amá-los, esforçam-se para não fracassar em sua educação e têm pavor de ser julgados por parentes e amigos. Tudo somado, excedem-se na ânsia de acertar sempre. "O exercício da paternidade passou a ser visto sob a ótica de um julgamento social, dos mais rígidos e seletivos", diz o psicólogo Luis Russo. "Assim como hoje se exige que as pessoas sejam bem-sucedidas, saudáveis e magras, é preciso ser um pai exemplar de um filho idem", afirma. Trata-se de um fenômeno bastante atual. Nos Estados Unidos, pais com esse perfil ganharam o nome dehelicopter parents, ou "pais helicópteros". Eles pairam sobre a vida das suas crianças com enorme estardalhaço. O assunto foi tema de capa da revista americana Time em novembro passado. "Se o filho tira uma nota que os desaponta, vão direto à escola e exigem que ela seja mudada. Quando ele esquece um livro ou uma apostila em casa, correm para levá-lo à escola. Dessa forma, não permitem que ele sinta o constrangimento que serviria de alerta para que se lembrasse de tomar conta de sua vida", disse a VEJA a americana Hara Estroff Marano, editora da revista Psychology Today.

Atualmente, a escola é o único espaço em que boa parte das crianças e adolescentes tem, de fato, de assumir responsabilidades. Ao passarem pelos portões escolares, deixam o posto de príncipe ou princesinha da família para se tornar um entre tantos outros alunos. É um dos grandes pesadelos dos pais superprotetores: a exemplo do que ocorre na vida doméstica, eles exigem tratamento individualizado na escola. Sua interferência na rotina pedagógica é uma realidade que irrita professores e diretores. "Já recebemos ligações de pais indignados com uma discussão no pátio antes mesmo de os inspetores nos avisarem da briga", conta Vera Malato, coordenadora do departamento de orientação educacional do Colégio Bandeirantes, em São Paulo. Sim, em certos momentos de dificuldade, os filhos recorrem ao celular em que estão gravados os números de papai e mamãe.

Como efeito colateral da superproteção, os especialistas em educação infantil começam a notar um aumento no número de crianças ansiosas e inseguras. Não é difícil identificar uma delas em sala de aula: é a que pede atenção e aprovação para cada tarefa que realiza. Consulta os professores com frequência quase insuportável. Fora da sala, tem medo de se machucar no parquinho (mesmo essa excrescência americana que é o playground de chão emborrachado), evita ir sozinha ao banheiro, pede ajuda a todo momento. Tamanha dependência está na raiz da baixa autoestima. O problema é tão presente nas escolas que, em algumas delas, como a paulistana Emilie de Villeneuve, são feitas atividades para estimular a autonomia dos pequenos. Há, por exemplo, um "acampadentro", em que alunos de 5 e 6 anos passam uma noite na escola e são incentivados a tomar decisões simples como o que trazer, em que cama dormir e o que comer no café da manhã. Parece incrível, mas, para muitos, o ato da decisão é um tormento. Em outra iniciativa da escola, o aluno adolescente que falta à aula por motivo de doença é convidado a explicar, ele mesmo, a ausência. "Nossa ideia é que crianças e adolescentes tomem a iniciativa antes de levar as questões para o pai ou a mãe", diz Luiza Cesca, diretora do colégio.

Pergunte a um pai superprotetor por que ele age assim e a resposta será: "Só quero o melhor para o meu filho". O perfil desses pais, segundo os psicólogos consultados por VEJA, é o seguinte: nascidos na década de 60 – em geral, a partir de 1964 –, têm filho único ou filhos com grande diferença de idade. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, as famílias brasileiras têm, em média, 1,8 filho. Nos anos 70, eram 6,2 filhos. Um quarto das mães tem filho único. Elas demoraram a ter o primeiro herdeiro, que foi ansiosamente desejado e aguardado: 26% das crianças nascidas em 2008 eram filhos de pais com mais de 30 anos. Ou seja, as crianças – mais escassas – se tornaram mais "preciosas". Na casa da família paulista Toscano, cada passo de Matheus, de 13 anos, é dado sob o olhar atento dos pais. Fazer trabalho na casa dos amigos, nem pensar. "Não vejo necessidade. A maioria das mães trabalha fora e sei que a empregada não vai tomar conta", diz sua mãe, a representante comercial Dalva, de 48 anos. Só há pouco tempo o garoto recebeu autorização para esquentar a própria comida no micro-ondas. A mãe sugeriu que ele lavasse o prato depois do almoço, mas o pai vetou: "Ele tem medo que o Matheus se corte. Até hoje meu marido amarra o tênis do filho antes do jogo de futebol", afirma Dalva.

Histórias assim são comuns nos consultórios de psicólogos e pediatras. "A maioria desconhece – ou prefere ignorar – as aptidões do filho. Acredita que ele não tem idade para executar tarefas para as quais já está capacitado", diz o pediatra Ricardo Halpern, da Sociedade Brasileira de Pediatria. Certa vez, ele atendeu um menino de 10 anos que enfrentou uma situação constrangedora quando, durante uma excursão, pediu à professora que cortasse o seu bife. "A criança corre o risco de ser excluída do grupo por ser diferente das outras", afirma. Quando, durante uma partida de futebol, os pais tiram satisfação com o técnico por deixar o filho no banco de reservas ou com um colega por não passar a bola, estão tentando, erroneamente, poupá-lo de frustrações. "As crianças superprotegidas acham que os outros resolverão todos os seus problemas. Por isso, o risco de se tornarem compulsivas ou entrarem no universo das drogas é maior. Com elas, conseguem a sensação de mundo cor-de-rosa que os pais proporcionavam enquanto as mantinham dentro de uma bolha", explica a psicóloga Mara Pusch, da Universidade Federal de São Paulo.

A ciência começa a voltar sua atenção para os efeitos da superproteção no cérebro e no comportamento de crianças e adolescentes. Parece exagero? Não é. Há casos como o do menino Ivan (nome fictício), de 9 anos, que foi alimentado à base de papinha até os 3 anos. De tanto ouvir seus pais dizerem que ele poderia engasgar com comidas sólidas, o garoto passou a recusar tudo o que não fosse apresentado a ele na forma de sopa ou mingau. Ivan pode ter superado completamente essa deficiência. Mas algo em sua habilidade motora e em sua confiança pode ter sido afetado. Até bem pouco tempo atrás não se sabia disso, mas a falta de brincadeiras livres, sem a interferência de adultos, pode prejudicar o bom desenvolvimento das faculdades cognitivas. Há riscos também no excesso de preparação estudantil dos filhos. Um pai pode e deve estimular seu filho a ter atividades extracurriculares. Mas o excesso não deixa de ser um ato de superproteção e, como tal, não faz bem. Uma pesquisa da Universidade de Montreal, no Canadá, publicada no início deste ano, mostra que o nível de controle dos pais pode determinar se a criança terá uma relação harmoniosa ou obsessiva com um determinado hobby ou atividade esportiva. "Descobrimos que adultos controladores podem estimular comportamentos obsessivos em seus filhos ao ensinar-lhes que a aprovação social só se consegue por meio de excelência", escreveu uma das autoras do estudo, a psicóloga Geneviève Mageau.

Outro estudo mostra que a falta de obrigações dentro de casa tem criado uma geração pouco preocupada com o próximo. E o pior: os pais estão relutantes como nunca em pedir ajuda doméstica aos filhos. De acordo com os psicólogos ouvidos por VEJA, não há nada de errado em distribuir tarefas: é bom para a autodisciplina e para ajudar a construir a autoconfiança. Pedir a um menino que lave um tênis sujo de barro ou que arrume a cama não deveria ser visto como punição. É simplesmente algo que ele deve fazer por ser parte de seu cotidiano.

"Uma criança não é um projeto, um troféu ou um pedaço de argila que se pode moldar como uma obra de arte. Só vai prosperar como pessoa se tiver permissão para ser o protagonista de sua própria vida", disse a VEJA o escocês Carl Honoré, autor do livro Sob Pressão – Criança Nenhuma Merece Superpais, publicado no Brasil pela editora Record. Eliminar do desenvolvimento infantil todo desconforto, as decepções e até mesmo a brincadeira espontânea – e ainda por cima pressionar as crianças com a exigência de sucesso total – é um erro de rumo gravíssimo. Sem enfrentarem desafios próprios nem se confrontarem com limites, as crianças tornam-se adultos incapazes de superar as vicissitudes (veja o quadro abaixo). As consequências da infância e adolescência superprotegidas já são mensuráveis: os jovens atualmente levam mais tempo para sair de casa, começar a trabalhar e formar uma família. Quando chegam ao mercado profissional, não conseguem lidar com as exigências reais. Frequentemente se sentem injustiçados e incompreendidos. E frustram-se com facilidade.

Em resumo, se você quiser ter um filho com possibilidade de ser feliz e realizado (nunca há garantias), proporcione a ele a liberdade possível em cada etapa de sua vida. E lembre-se do que disse o escritor francês Honoré de Balzac (1799-1850): "Chega um momento na vida íntima das famílias no qual os filhos se tornam, voluntária ou involuntariamente, juízes de seus pais". Para ter um julgamento razoavelmente justo, não seja negligente – mas também não seja superprotetor.

Laílson Santos

Controle férreo
"Eu faço questão de controlar as amizades da Giuliana. Quando ela está brincando no playground do condomínio, dou uma espiada pela janela a cada quinze minutos. Se escuto algum coleguinha falando palavrão ou sendo mal-educado, chamo minha filha e a proíbo de brincar com ele de novo. Gosto de conhecer também os pais dos amigos dela. Se eles são mal-educados, os filhos não serão diferentes. Sobre os amigos virtuais, eu só a deixei fazer um perfil no Orkut para que não fosse ‘digitalmente excluída’. Mas ela só entra na rede social quando a mãe está do lado. Como não sei o que posso e o que não posso permitir, controlo tudo de perto. Dentro de casa, não deixo que as meninas entrem sozinhas na cozinha por causa do risco de acidentes. Até proíbo que abram a geladeira. Sei que tenho essas atitudes por insegurança minha, mas alguns descuidos são apostas que não posso pagar. Se acontecer alguma coisa, o preço vai ser muito alto e eu prefiro não arriscar."
Marcelo Panzutti, paulistano de 36 anos, analista de sistemas, com a mulher, Luciana, de 37, e as filhas Giuliana, de 10, e as gêmeas Renata e Rafaela, de 4



Laílson Santos

Medo, muito medo
"Tenho um medo enorme de que meus filhos se percam de mim. Quando estamos na rua, não solto a mão deles por nada. Já pensei até em comprar uma daquelas coleiras de criança para o menor. Algumas mães acham isso absurdo. Eu não. Ninguém cuida melhor deles do que eu. Quando eles saem com o meu marido, por exemplo, fico apreensiva. Se vão almoçar na casa da mãe dele, ligo no mínimo quatro vezes para saber se estão bem, o que estão fazendo e o que comeram. Se a minha filha está brincando no playground e uma amiga sobe para pegar um brinquedo, ela sabe que deve esperar no térreo. Temo que o elevador quebre ou a porta se abra e ela caia no fosso. Quando a Stephanie começou a ir à escola de perua, passei uma semana seguindo o veículo para observar. Se alguma outra criança discute ou bate nos meus filhos, vou lá e brigo com ela. Não admito que ninguém chame a atenção deles."
Adriana Gil Viaro, paulistana de 30 anos, mãe de Stephanie, de 8, e Alessandre, de 3

Ernani D'Almeida

Sozinha, nem pensar
"Sou vítima de uma mãe superprotetora. Quando eu era criança, ela não me deixava participar de nenhum passeio organizado pela escola. Tinha medo de que algo me acontecesse fora do colégio. Nos dias em que não havia aula por causa de um passeio, ela passava a tarde comigo no shopping para me recompensar. Durante toda a minha adolescência, nós brigávamos muito. Ela nunca me deixava sair sozinha. Aos 15 anos, eu só podia ir ao cinema com meu namorado se ela me levasse. No fim da sessão, ela me trazia de volta para casa. Eu sentia tanta raiva que vivia dizendo que, assim que pudesse, iria embora de casa. Até hoje ela fica emburrada quando aviso que vou sair sozinha."
Alessandra Vale, carioca de 22 anos, estudante, e a mãe, Dalva Alberto, aposentada de 58



Laílson Santos

Autonomia desde cedo
"Meus filhos aprenderam a ser independentes e responsáveis desde cedo. É trabalho deles, por exemplo, alimentar e passear com o cachorro da família. Eles se revezam para isso. Cada um arruma seu quarto e cuida das próprias coisas. Eles aprenderam a guardar os brinquedos ainda bem pequenos. Eu dizia que, se algum objeto estivesse espalhado pelo chão, eles poderiam pisá-lo e quebrá-lo. Quando estão sozinhas em casa, as crianças se viram na cozinha. Elas aprenderam com o pai, que adora cozinhar, a preparar lanches e saladas. Acredito que elas devam ser fortes para superar os obstáculos e desafios que a vida apresenta. E ser independente é meio caminho andado para sobreviver neste mundo. A autonomia dos meus filhos me dá segurança e tranquilidade."
Viviani Zumpano, paulistana de 38 anos, coordenadora pedagógica, com o marido, Valter, de 50, gerente de tecnologia da informação, e os filhos Valter Zumpano Filho, de 11, e Stephanie, de 13

Humberto Michalchuk

Quem ama cuida
"Reconheço que sou uma mãe muito protetora. Quero estar sempre próxima das minhas filhas para protegê-las. Sou da opinião de que quem ama cuida. Meu marido e eu levamos e buscamos a Sthephany na faculdade todos os dias. Ela estuda longe de casa, a mais de 20 quilômetros, e é perigoso fazer esse trajeto de ônibus. Uma vez, ela foi sozinha e se perdeu. Precisei explicar, pelo celular, o caminho que ela deveria fazer até a faculdade. Minhas filhas se sentem inseguras quando estão sozinhas. Em geral, se perdem. Até hoje, nunca viajaram sem os pais. Não sei se essa insegurança se deve ao fato de que meu marido e eu nunca as soltamos. Quando a mais velha sai à noite, vou buscá-la entre meia-noite e meia e 1 hora. A Melanye ainda não sai à noite. É muito nova. Se ela vai com os amigos ao cinema à tarde, peço que volte antes de anoitecer. As meninas respeitam as regras de nossa família. Nunca brigam nem reclamam. Acho que elas se sentem mais seguras assim."
Raquel Franco Sprenger, curitibana de 38 anos, pedagoga, com as filhas Sthephany, de 18, e Melanye, de 16
revista veja - 10/04/2010
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domingo, 11 de abril de 2010

Eletrolipoforese ou Eletrolipólise

Definição:

A eletrolipoforese é uma técnica destinada ao tratamento das adiposidades (gordura) e acúmulo de ácidos graxos localizados.

Essa técnica é freqüentemente utilizada em clínicas de fisioterapia dermato-funcional para redução de medidas da região abdominal, quadril e coxas por acúmulo de adiposidade.

Caracteriza-se pela aplicação de microcorrente específica de baixa freqüência que atua diretamente no nível dos adipócitos (célula de gordura) e dos lipídeos acumulados, que consequentemente produz destruição e favorece sua posterior eliminação.

Tipos de Aplicação:

- Com agulha: Nessa aplicação utiliza-se agulha de acupuntura descartável no tecido subcutâneo, a fim de servirem como condutoras da corrente elétrica que irá estimular a lipólise (redução de gordura). O campo elétrico que se origina entre as agulhas, provoca em nível local uma série de manifestações, fisiológicas que são responsáveis pelo fenômeno da eletrolipoforese.


- Sem agulha: Essa aplicação é feita por eletrodos de silicone com gel condutivo, dispostos na região de acúmulo de gordura, dando origem as manifestações fisiológicas responsáveis pela eletrolipoforese.


Tratamento:
A sessão dura em torno de uma hora, após o procedimento pode ser realizados tratamentos complementares como: Estímulo muscular, drenagem linfática, entre outros, de acordo com as necessidades de cada paciente. Antes de iniciar o tratamento a paciente é submetida à avaliação fisioterapêutica.

Indicações:
- Gordura Localizada;
- Celulite.

Contra-Indicações:
- Lesões de pele;
- Tumores malignos;
- Pacientes em tratamento com cortocóides e progesterona prolongados;
- Pacientes com mioma uterino;
- Pacientes com implantes metálicos na área a ser tratada;
- Gravidez.

Fonte:
-SCORZA, F. A,; FIGUEREDO, M. M.; LIAO, C. O.; BORGES, F. S.; Estudo comparativo dos efeitos da eletrolipólise com uso de tens modo brust e modo normal no tratamento de adiposidade localizada abdominal. Rev. Ensaios e ciência: ciências biológicas, agrárias e da saúde, v.12, 2008, p. 49 – 62.

-Fotos: google imagem.
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quarta-feira, 7 de abril de 2010

Acompanhante de Parto

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domingo, 4 de abril de 2010

Estudo comprova que mulheres podem engravidar depois de ter câncer de mama



Fonte: Globo
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sexta-feira, 2 de abril de 2010

Feira da Gestante, Bebê e Criança - Campinas


Data:

06 a 11 de Abril

Local:
Shopping Iguatemi Campinas

Horário:
Terça a Sexta-feira das 14:00 às 22:00h
Sábado das 10:00 às 22:00h
Domingo das 11:00 às 20:00h

ENTRADA FRANCA
Estacionamento PAGO no local


http://www.feiradobebe.com.br/
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Fisioterapia pode reduzir risco de depressão pós-parto

Patricia Zwipp

A depressão pós-parto prejudica tanto a mãe quanto o bebê. Apesar de raro, um dos riscos é o de a mulher chegar a matar a criança. Os mais comuns, por sua vez, são dificuldades para amamentar e cuidar dos pequenos, que dependem disso para o desenvolvimento. E, de acordo com um estudo divulgado na publicação Physical Therapy, da Associação Americana de Fisioterapia, um programa de exercícios fisioterápicos e educação sobre saúde pode reduzir as chances de desenvolver o problema.

Estudo mostra que exercícios de fisioterapia ajudam a mãe a aceitar o bebê.

Para chegar a essa conclusão, Maria P. Galea, da Universidade de Melbourne, na Austrália, e seus colegas contaram com 161 mulheres que deram à luz no Hospital Angliss, também na Austrália. As participantes foram divididas aleatoriamente em três grupos

O primeiro era composto por 62 delas, que se comprometeram a fazer com seus bebês, uma vez por semana durante dois meses, exercícios físicos orientados por um fisioterapeuta, além de cumprir 30 minutos de aula de educação parental com profissionais da saúde. O segundo, com 73 voluntárias, recebeu apenas o material escrito de educação. O último, com 26, não teve qualquer intervenção.

Todas as mulheres foram avaliadas no início do projeto, após oito semanas e, então, quatro semanas mais tarde. Tiveram de responder questionários sobre bem-estar, depressão e quantidade de exercícios físicos.

Segundo o site Science Daily, os resultados indicam que houve melhoras significativas no bem-estar e de sintomas depressivos até o fim das análises no primeiro grupo em comparação com os outros. O número de pacientes identificadas com chance de ter depressão pós-parto foi reduzido em 50%.

Fonte:
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Video - Matéria - Parto na água

Clique para assistir o Video!

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quarta-feira, 17 de março de 2010

CineMaterna - 23 de março - Campinas

Filme: Lembranças



Dia: 23 de março - terça-feira

Local: Cinemark Iguatemi Campinas

Horário: 14h

Elenco: Robert Pattinson, Emilie de Ravin, Pierce Brosnan, Chris Cooper

Direção: Allen Coulter

Gênero: Drama

Duração: 128min

Classificação indicativa: 12 anos

Sinopse:Dois jovens amantes (Robert Pattinson, de Ravin) têm sua relação ameaçada enquanto tentam lidar com suas respectivas tragédias familiares.

Preço: R$ 12 e R$ 6 (meia para estudantes).

Assista ao trailer


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Folder - Direito ao Acompanhante de Parto!

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Trailer do Filme BABIES - O mais esperado de 2010!

Confiram abaixo o trailer do filme “Babies” que tem lançamento previsto para abril de 2010 e acompanha por um ano a trajetória de quatro bebês nascidos em lugares muito diferentes: Namíbia,Tóquio Mongólia, e São Franscisco.




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quinta-feira, 4 de março de 2010

Parto em casa é seguro

Dra. Melania Amorim

Li com atenção a interessante matéria do Guia do Bebê sobre Parto em Casa. Efetivamente, a recente notícia de que o parto da modelo Gisele Bundchen foi assistido nos Estados Unidos em sua própria residência, dentro da banheira, teve grande repercussão na mídia e despertou grande interesse em diversas mulheres, além de debate por diversas categorias profissionais.

Entretanto, mesmo bem preparada, a matéria peca por apresentar apenas o ponto de vista de uma única obstetra, sem considerar a visão de diversos outros profissionais que podem participar da assistência ao parto e, sobretudo, sem analisar a opinião das mulheres.

Como obstetra, pesquisadora e integrante do Movimento de Humanização do Parto no Brasil, não poderia deixar de contrapor a este ponto de vista, digamos, “oficial”, por refletir a opinião de grande parte dos médicos-obstetras em nosso País, considerações baseadas não em “achismos” ou receios, mas em evidências científicas.

O parto em casa, conquanto seja uma modalidade ainda pouco freqüente no Brasil, representa uma realidade dentro do modelo obstétrico de diversos outros países, como a Holanda, onde 40% dos partos são assistidos em domicílio, dentro do Sistema de Saúde. Mas vários outros países europeus e até os EUA contam com estatísticas confiáveis pertinentes aos partos atendidos em casa, e é impossível falar em RISCOS ou SEGURANÇA sem considerar os resultados dos diversos estudos já publicados sobre o tema.

Em 2005, chamou a atenção a publicação de um interessante estudo analisando os desfechos de partos domiciliares assistidos por parteiras na América do Norte: "Outcomes of planned home births with certified professional midwives: large prospective study in North America"[http://bmj.bmjjournals.com/cgi/content/full/330/7505/1416?ehom]. O estudo incluiu 5418 mulheres. A taxa de transferência para hospital foi de 12%, com uma taxa de cesariana de 8, 3% em primíparas e 1,6% em multíparas.

A frequência de intervenções foi muito baixa, correspondendo a 4,7% de analgesia peridural, 2,1% de episiotomias, 1% de fórceps, 0,6% de vácuo-extrações e uma taxa global de 3,7% de cesarianas. A taxa de mortalidade perinatal (intraparto e neonatal) foi de 1,7 por 1.000, semelhante à observada em partos de baixo risco atendidos em ambiente hospitalar. Não houve mortes maternas. O grau de satisfação foi elevado (97% das mães avaliadas se declararam muito satisfeitas). A conclusão deste estudo foi que os partos domiciliares assistidos por parteiras têm os mesmos resultados perinatais que os partos hosp italares de baixo risco, com uma frequência bem mais baixa de intervenções médicas. Entretanto, alguns críticos comentaram que o número de casos envolvidos seria insuficiente para determinar a segurança do parto domiciliar em termos de mortalidade materna e perinatal.

Seguiram-se vários outros estudos, publicados em diversas regiões do mundo, comparando a morbidade e a mortalidade tanto materna como perinatal entre partos domiciliares e hospitalares. A conclusão geral é que o parto domiciliar NÃO envolve mais riscos para mães e seus bebês, e cursa com vantagens diversas, relacionadas sobretudo à expressiva redução de intervenções e procedimentos. Partos assistidos em casa têm menor risco de episiotomia, de analgesia de parto, de uso de fórceps ou vácuo-extrator, de indicação de cesárea e a taxa de transferência hospitalar fica em torno de 12%. Destaca-se ainda o conforto e a satisfação das usuárias, que vivenciam uma experiência única e transformadora em seu próprio lar.

O estudo mais recente publicado no British Journal of Obstetrics and Gynecology (2009) analisou a morbimortalidade perinatal em uma impressionante coorte de 529.688 partos domiciliares ou hospitalares planejados em gestantes de baixo-risco: Perinatal mortality and morbidity in a nationwide cohort of 529,688 low-risk planned home and hospital births. [http://www3.interscience.wiley.com/journal/122323202/abstract?CRETRY=1&SRETRY=0]. Nesse estudo, mais de 300.000 mulheres planejaram dar à luz em casa enquanto pouco mais de 160.000 tinham a intenção de dar à luz em hospital. Não houve diferenças significativas entre partos domiciliares e hospitalares planejados em relação ao risco de morte intrapa rto (0,69% VS. 1,37%), morte neonatal precoce (0,78% vs. 1,27% e admissão em unidade de cuidados intensivos (0,86% VS. 1,16%). O estudo conclui que um parto domiciliar planejado não aumenta os riscos de mortalidade perinatal e morbidade perinatal grave entre mulheres de baixo-risco, dese que o sistema de saúde facilite esta opção através da disponibilidade de parteiras treinadas e um bom sistema de referência e transporte.

Parteiras treinadas ou midwives, em diversos países, são aquelas profissionais que cursam em nível superior o curso de Obstetrícia e são treinadas para atender partos de baixo-risco e, ao mesmo tempo, desenvolvem habilidades específicas para identificar os casos de alto-risco, providenciar suporte básico de vida em emergências, tratar potenciais complicações e referenciar ao hospital, quando necessário. Essas profissionais, como a que atendeu Gisele Bundchen, estão aptas para prestar o atendimento à mãe durante todo o parto, bem como para assistir o bebê imediatamente após o nascimento e nas primeiras 24 horas de vida. Embora não haja necessidade de equipamentos sofisticados ou de UTI à porta da casa da parturiente, o material básico de reanimação neonatal é providenciado pelas parteiras certificadas. Parteiras também podem atender em hospital, de forma independente ou associadas co m médicos.

Uma revisão sistemática recente encontra-se disponível na Biblioteca Cochrane com o título de “Midwife-led versus other models of care for childbearing women” [http://www.cochrane.org/reviews/en/ab004667.html]. Esta revisão demonstra que um modelo de cuidado com parteiras associa-se com vários benefícios para mães e bebês, sem efeitos adversos identificáveis. Os principais benefícios são redução de analgesia de parto, menor número de episiotomias e partos instrumentais, maior chance de a mulher ser atendida durante o parto por uma parteira já conhecida, maior sensação de manter o controle durante o trabalho de parto, maior chance de ter um parto vaginal espontâneo e de iniciar o aleitamento materno. A revisão conclui que se deveria oferecer à maioria das mulheres (gestantes de baixo-risco) a opção de ter gravidez e parto assistidos por parteiras.

Em resumo, as evidências científicas disponíveis corroboram a segurança e os efeitos benéficos do parto domiciliar. Apenas criticar e apontar possíveis complicações, sem comprovar as críticas com evidências bem documentadas, publicadas em revistas de forte impacto, não pode ser mais aceito em um momento da história em que os cuidados de saúde devem se respaldar não apenas na opinião do profissional mas, ao contrário, devem se embasar em evidências científicas sólidas. Este é o preceito básico do que se convencionou chamar de “Saúde Baseada em Evidências”, correspondendo à integração da experiência clínica individual com as melhores evidências correntemente disponíveis e com as características e expectativas dos pacientes”. Embora iniciado na Medicina (“Medicina Baseada em Evidências”) esse novo paradigma estende-se a todas as áreas e sub-áreas da Saúde.

Melania Amorim, MD, PhD

Esta página foi publicada em: 03/03/2010.
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quarta-feira, 3 de março de 2010

Direito ao acompanhante de Parto!


Direito ao acompanhante no parto:

Mulheres denunciam ao Ministério Público descumprimento da lei

A rede de mulheres Parto do Princípio aproveita o dia 8 de março, data
em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, para denunciar ao
Ministério Público abuso do poder médico e das instituições hospitalares
privadas e públicas, em descumprimento sistemático da lei que garante
o direito a um acompanhante no processo do parto. Simultaneamente, a
Parto do Princípio divulgará os benefícios e o direito da mulher a um
acompanhante no processo do parto.

A Rede Parto do Princípio, juntamente com outras organizações civis, entrega no dia 8 de março
ao Ministério Público de vários estados um documento que denuncia o descumprimento
sistemático da Lei que garante à mulher o direito de ter ao seu lado um acompanhante de sua
escolha durante o trabalho de parto, no parto e no pós-parto.

O quadro do desrespeito à lei em todo território nacional é alarmante e a desinformação é geral.

“Eu fui colocada para fora da sala de cirurgia durante a cesárea da minha irmã, pelo
anestesista de plantão! Quando fui agradecer por ter permitido que eu entrasse, ele disse
que era contra a presença de acompanhantes, que um centro obstétrico não é um circo
onde médicos dão espetáculos para estranhos assistirem, e que eu deveria sair
imediatamente.", diz Vânia C. R. Bezerra.


“Eu não sabia que existia essa lei, meu marido ficou do lado de fora pedindo ao médico
para entrar por horas, disseram a ele que somente mulheres podiam entrar.” - denúncia
anônima.

Apesar da lei, a cada dia milhares de mulheres em todo Brasil sofrem esse tipo de
abuso do poder médico e das instituições hospitalares privadas e públicas.

A Parto do Princípio, neste dia 8, toma duas frentes de ação:
- Entrará com as denúncias no Ministério Público de diversos estados.
- Iniciará uma campanha de divulgação da lei e do direito que ela protege.

A denúncia

Buscamos levar ao conhecimento do Ministério Público Federal um panorama do que acontece em todo o Brasil em relação à Lei do acompanhante no parto, apresentando as graves implicações para as saúdes materna e neonatal.

Denunciamos o abuso do poder médico e das instituições públicas e particulares, demonstrando que existe um boicote em divulgar e respeitar a lei tanto nas instituições do Sistema Único de Saúde (SUS) como nas particulares. Abordamos também a completa omissão da Agência Nacional de Saúde (ANS) na regulamentação do direito e sem restrições.

Fatos sobre a lei

No dia 7 de abril de 2005, entrou em vigor a Lei 11.108 que garante às parturientes o direito à presença de um acompanhante durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS.

No dia 2 de abril de 2008, entrou em vigor a Resolução Normativa nº 167 da ANS, na qual atualiza as diretrizes para os planos privados de assistência à saúde constando a exigência da cobertura de um acompanhante indicado pela parturiente nos Planos Hospitalares com Obstetrícia.

No dia 3 de junho de 2008, a ANVISA, através da Resolução da Diretoria Colegiada nº 36, no item 9.1 prevê que "O Serviço deve permitir a presença de acompanhante de livre escolha da mulher no acolhimento, trabalho de parto, parto e pós-parto imediato" reiterando o direito para os atendimentos particulares.

Já se passaram quase 5 anos desde que a Lei 11.108 entrou em vigor. A grande maioria dos serviços de saúde ainda não permite a entrada de acompanhante, restringe o seu tempo de permanência, cobra uma taxa para sua entrada, ou limita a escolha da parturiente.

“Apesar de ser de conhecimento da classe médica que o acompanhante traz muitos benefícios para a saúde da mulher e do bebê, esse direito continua a ser negado ou cerceado!”, afirmam membros da rede Parto do Princípio.

Uma questão de saúde

Os benefícios da presença de um acompanhante para a parturiente e para o recém-nascido foram amplamente demonstrados. Entre outros, a presença do acompanhante foi relacionada à diminuição do tempo do trabalho de parto e parto e a melhores índices de Apgar no bebe.

A Organização Mundial de Saúde recomenda a presença de um acompanhante de escolha da
mulher desde 1996 (OMS).

Nossas propostas

Junto ao documento, várias propostas de soluções foram apresentadas, entre elas:

• Exigir que a Lei seja afixada em quadro de informações na recepção das maternidades públicas e privadas.
• Que as mesmas informações estejam impressas no Cartão da Gestante.
• Estabelecimento de uma multa a ser paga pela instituição em caso de denúncia de descumprimento da Lei.
• Que seja criada campanha de veiculação do direito na mídia, orientando para os meios de fazer valer este direito ou denunciar casos em que tenha sido negado.

A divulgação

Divulgaremos a Lei do Acompanhante para que as usuárias do sistema de saúde tomem conhecimento do seu direito e possam exigir que ele seja respeitado no estabelecimento em que elas vão dar à luz. A tomada de consciência da população deste direito é o caminho para obtermos mudanças na postura dos médicos, hospitais e maternidades que continuam negando ou cerceando esse direito às mulheres.

A Parto do Princípio é uma rede de mulheres, consumidoras e usuárias do sistema de saúde brasileiro, que oferece informações sobre gestação, parto e nascimento baseadas em evidências científicas e recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Conta hoje com mais de 250 pessoas trabalhando, voluntariamente, em 16 estados e no Distrito Federal, na divulgação dos benefícios do parto ativo.


O que vai acontecer na sua cidade:
(confira a atualização da programação no nosso site)

Brasília

Panfletagem
Representante: Clarissa Kahn e Clarice Andreozzi
Telefones: (61) 8139-0099 e (61) 9209-7471
Dia: 08/03 à tarde
Local: a confirmar

Representante: Sabrina Dias e Sylvana Karla
Telefone: (61) 8160-7623 e (61) 8108-2161
Dia: 07/03
Hora: 10h às 12h
Local: Parque da Cidade
Dia: 08 a partir das 18h
LOCAL: Em frente ao Conjunto Nacional

Belém

Denúncia no Ministério Público
Representante: Suzana Gaia
Telefone: (91) 3285-7039
Data: 08/03

Panfletagem
Representante: Thayssa Rocha
Telefone: (91) 8884-0209
Data: 07/03 Hora: 10h às 11h
Local: Praça da República Hora: 11h às 12h
Local: Praça Batista Campos

Belo Horizonte

Denúncia no Ministério Público
Representante: a definir (consulte nosso site no decorrer da semana)
Telefone: (31) 9312-7399
Data: a definir (consulte nosso site no decorrer da semana)

Panfletagem
Representante: Mariana de Mesquita
Telefone: (31) 8637-2954
Datas: 02 a 07/03
Hora: 14 às 22h (2 a 5/3) e 10 às 22h (6 e 7/3)
Local: Feira do Bebê e da Gestante, no Minascentro

Campinas

Denúncia no Ministério Público
Representante: Renata Olah
Telefone: (19) 9132-9621
Data: 08/03

Fortaleza

Denúncia no Ministério Público
Representante: Socorro Moreira
Telefone: (85) 3262-0483 (85) 8886-9105
Data: 08/03

Guarulhos

Denúncia no Ministério Público
Representante: Renata Budoia
Telefone: (11) 8231-7750
Data: 08/03

Joinville

Panfletagem
Representante: Mikaela Lindermann
Telefone: (47) 3423-2665
Data: 07/03
Hora: 11h às 16h
Local: Parque Zoo Botânico, Praça Nereu Ramos

Maringá

Panfletagem
Representante: Patricia Merlin
Telefone: (44) 3222-9104 / 9927-7298

Niterói

Panfletagem
Representante: Gisele Muniz
Telefone: (21) 2616-0357 / (21) 9931-9923
Data: 08/03

Pelotas

Panfletagem
Representante: Isane D'Avila
Contatos: (53) 9105-1430 / 3303-1097
amadrecer@hotmail.com
Data: 05 de março
Hora: 10h às 11h30
Local: calçadão da Andrade Neves (em frente à C&A)

Porto Alegre

Denúncia no Ministério Público e panfletagem
Representante: Alessandra Krause
Telefone: (51) 9685-2114
alessandrakrause@bol.com.br
Data: 06/03
Hora: 10h30
Local: Parque da Redenção

Rio de Janeiro

Denúncia no Ministério Público e panfletagem
Representantes: Mireille Jandorno e Ingrid Lotfi
Telefone: (21) 9346-6624 e (21) 9418-7500
Data da denúncia: 08/03
Data da panfletagem: a partir do dia 14
Local: a confirmar

São Carlos/ SP

Denúncia no Ministério Público
Representante: Vânia Cristina Rondon Bezerra
Data: 08/03
Telefone: (16) 3375-1648 e 9794-3566

São Paulo/ SP

Panfletagem
Representante: Thais Medeiros
Telefone: (11)3554-6864
thais@mamaedahora.com.br
Data: de 13 a 27 de Março
Hora: das 10 às 19 horas
Local: Rua Cotoxó 603 Perdizes

Denúncia no Ministério Público
Representante: Deborah Delage
Telefone: 9201-5245 e 4043-8214

São Bernardo do Campo

Panfletagem
Representante: Deborah Delage
Telefone: 9201-5245 e 4043-8214
grupomaternamente@gmail.com
Data: 6 de março
Hora: tarde
Local: Parque Salvador Arena / Av. Caminho do Mar, 2.980 / Rudge
Ramos

São José dos Campos

Panfletagem
Representante: Flavia Penido
Telefone: (12) 3948-1858 / 9124-9820
flapenido@partodoprincipio.com.br

Vitória

Denúncia no Ministério Público e panfletagem
Representante: Cristiane Kondo
Entrega da denúncia: 08/03
Telefone: (27) 3225-4912 / 8809-6283

Representante: Thais Ramos
Telefones : (27) 9838-8501
E-mail: thaisramosdias@yahoo.com.br
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terça-feira, 2 de março de 2010

Acompanhantes na hora do parto: como escolher?

Escrito por Isane Larrosa Cardoso D'Avila

O parto é uma das experiências mais marcantes da mulher, seja ela passiva ou ativa na ocasião que ele ocorre, e pode também se transformar num dos melhores momentos de sua vida.

Mas do que isso depende? Quais são os fatores que determinam o instante do parto como bom ou ruim?

É bem verdade que existe uma gama infinita de pontos que se perpassam e alguns fogem ao nosso controle, mas a maioria deles é controlável.

Engraçado falar em controle quando se fala de parto! Entretanto, algumas variáveis podem ser dominadas, como estar preparada (não 100%, pois em tudo o que é novo e envolve uma alta carga emocional não há como ter preparo total) emocional e fisicamente e, principalmente, ter um bom acompanhamento no parto. E quem são os acompanhantes de parto? São aqueles que estão lá na hora. Podem ser acompanhantes profissionais ou não — isso não é o mais importante. O importante é que sejam acompanhantes (um ou mais) de SUA escolha.

Acompanhante profissional pode ser uma doula, uma psicóloga, uma fisioterapeuta ou outro profissional de parto. Acompanhante não profissional pode ser a mãe, a sogra, a avó, uma amiga, o marido. Um não exclui o outro. É possível, inclusive, ter vários deles (uma doula, a mãe e o marido, por exemplo).

Mas não convém ter muitas pessoas por perto, pois nossos esfíncteres são tímidos. Há gente que não consegue nem fazer xixi se tem alguém junto, imagine parir (o que você não faz todos os dias, nem várias vezes por dia, ou durante muitos anos)! Já vi partos com muitos acompanhantes darem certo, mas porque foi uma opção da mulher. E porque parto não é matemática!

Um acompanhante profissional de parto pode ajudar o marido a apoiar a mulher, orientando quanto às posições adotadas, aos movimentos realizados pelo casal (como dançar, caminhar apoiada) e aos pontos corporais que podem ser massageados.

É sempre importante respeitar a vontade da mulher no instante do parto. Mesmo que o casal tenha realizado um curso de preparação para o parto, tenha treinado e ensaiado esse momento diversas vezes, praticado as massagens e optado por tais ou quais posições, se a mulher, na hora do trabalho de parto, agir de forma estranha, rejeitando qualquer combinação previamente acertada, deve-se entender que isso é normal e precisa ser respeitado. Nessa oportunidade, a parte do cérebro que precisa entrar em ação é a primitiva. Parto é instinto. O estudo ajuda e acalma, mas o instinto fala mais alto muitas vezes. E, nesses casos, tentar impor qualquer restrição ou comportamentos mecânicos e estereotipados só vai atrapalhar o processo — e não é essa a intenção ao se acompanhar um parto.

O objetivo do acompanhamento de parto é fazer a mulher se sentir segura, amada, amparada e (pasmem!) diminuir o uso das anestesias — que se sabe tão prejudiciais aos bebês no momento do nascimento — e até das cesarianas. Quanto mais relaxada a mulher estiver, menos dor sentirá. E novos estudos já provaram que poder olhar para quem se ama tem importante efeito anestésico.

Então, faça valer seus direitos! Toda mulher, independente da assistência recebida (se em hospital particular ou público), tem como um direito, garantido por lei, poder escolher o acompanhante de sua preferência.

Escolha com seu coração e tenha uma boa hora!

Fonte:http://idmed.uol.com.br/Gravidez/Gestantes/acompanhantes-na-hora-do-parto-como-escolher.html
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Parto sem dor

Relaxe, mamãe: dar à luz não é mais sinônimo de sofrimento

Que mulher nunca sentiu um frio na espinha ao pensar em como seria o nascimento de seu filho? Para algumas futuras mamães, o medo de sentir dor na hora do parto é tão angustiante que, não raro, a idéia de fazer uma cesariana, mesmo sem necessidade real, torna-se tentadora. Mas podemos dizer que esse temor feminino é quase infundado. Ao contrário do que acontecia com nossas avós, hoje contamos com outros métodos que facilitam a chegada do bebê ao mundo e reduzem muito a dor física, tornando o parto muito menos traumático para a mãe e para a criança.


Teste: Preparada para ser mamãe?

No trabalho de parto há progressivas contrações do útero e dilatações do colo uterino, o que faz com que a intensidade da dor aumente e diminua constantemente. De fato, parece um sonho viver este momento único e mágico sem preocupações, dar à luz ao seu filhote sem aqueles gritos e expressões de sofrimento que fomos acostumadas a ver no cinema e na TV, não é? E a possibilidade é real.

O ginecologista e obstetra Alexandre Pupo Nogueira, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, afirma que o parto normal sem dor não só é possível, como deveria ser a regra para todas as mães que assim o desejassem. Mais: dá para escolher como isso será feito. Segundo o médico, os métodos em que se minimizam as dores podem ser lúdicos, de bem-estar ou medicinais.

“O terceiro trabalho de parto, também em casa, foi bem dolorido e intenso, mas ficar embaixo do chuveiro foi fundamental. Assim que minha filha nasceu, não senti mais nada”

De forma lúdica, todo o trabalho de parto é feito como se fosse um momento de relaxamento da mãe. Existe o parto em banheira de hidromassagem, presente em algumas das maternidades, ou aquele em que a mulher senta-se sobre grandes bolas de borracha macias, por exemplo. Há os métodos que promovem maior humanização. O obstetra explica: "Esse tipo de procedimento conta com acomodações que lembram mais um quarto do que um hospital, camas ergonômicas, equipe médica e enfermeiras dedicadas ao acompanhamento do trabalho de parto, que se identificam e gostam desta tarefa", diz. As mães que preferirem ainda podem ter a companhia de doulas, mulheres que são acompanhantes de parto profissionais, responsáveis por levar maior conforto físico e emocional.

Parto humanizado

O anestesiologista Cássio Régis, criador do site Parto Sem Dor conta que uma das formas de se fazer o parto humanizado sem sofrimento é com o método psicoprofilático ou Lamaze, desenvolvido nos anos 50 por especialistas russos e aprimorado pelo médico francês Fernand Lamaze. "Infelizmente, essa prática foi sendo deixada de lado por exigir muito tempo e treinamento mental e físico da gestante. É preciso fazer exercícios de respiração e relaxamento, e exercícios perineais durante o pré-natal. E para aprender tudo isso deve-se buscar pessoas que saibam a técnica", comenta o médico.

Um dos princípios do parto psicoprofilático é estimular a participação ativa e completa da mulher neste momento de sua vida, ensinando-a a equilibrar seu cérebro, a adaptar-se e a ter controle sobre si.

A psicóloga Andrea de Almeida Prado, de 37 anos, é doula e defende o chamado "parto natural", sem intervenções e apenas com o acompanhamento do obstetra, muitas vezes feito em casa mesmo. Dois de seus três filhos nasceram assim e ela garante que, apesar de ainda ter sentido algumas dores, a decisão pela método mais humanizado foi recompensadora. "O primeiro parto foi no hospital, induzido e com injeção anestésica só no final. Senti dor. O segundo foi em casa, sem indução nem anestesia. As contrações incomodaram na última meia hora, mas não me lembro do parto como sendo doloroso. A alegria foi muito grande. O terceiro trabalho de parto, também em casa, foi bem dolorido e intenso, e ficar embaixo do chuveiro foi fundamental. Assim que minha filha nasceu, não senti mais nada. Valeu a pena, estava com meu marido e uma profissional em quem confiava", relata Andrea, que é uma das idealizadoras do site Amigas do Parto.

De acordo com ela, existem várias técnicas que ajudam a aliviar a dor no parto natural. "Em primeiro lugar, a mulher precisa sentir-se segura e bem amparada. Massagem pode ajudar, especialmente na lombar. Entrar no chuveiro ou na banheira também é muito bom, assim como movimentar-se à vontade, experimentando qual a melhor posição... E respirar bem, naturalmente", diz. Por isso, quem costuma praticar yoga, por exemplo, sabe que terá vantagens na hora de parir seu filho.

Andrea ainda ressalta que o local onde o bebê irá nascer é capaz de influenciar as sensações da mãe: "Um ambiente em que a mulher fique estressada vai aumentar sua percepção da dor. Barulho, gente estranha em volta, tudo isso pode atrapalhar. Um lugar calmo, tranqüilo, onde ela se sinta segura é o ideal. A mulher precisa se sentir respeitada", destaca a psicóloga.

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Licença-Maternidade

EMPRESAS JÁ PODEM ADERIR À LICENÇA MATERNIDADE DE 6 MESES

Enfim, as gestantes e adotantes brasileiras conseguiram uma grande conquista: já está valendo a lei que permite às empresas concederem licença maternidade com duração de 6 meses. Esse é um direito que as trabalhadoras brasileiras buscavam há anos, espelhadas nas leis de outros países.


Trata-se do Programa Empresa Cidadã, que prevê o abatimento de impostos para as empresas que prorrogarem a licença de suas empregadas por mais 60 dias, além dos 120 que já lhes era de direito, somando um total de 6 meses de licença maternidade.

O pedido de extensão da licença deve partir da empregada, que tem um mês após o parto para fazê-lo, ou após a data em que obtiveram a guarda, no caso de mães que adotaram uma criança. Por enquanto, não são todas as funcionárias que têm esse benefício. Apenas as empresas que fazem sua declaração por lucro real podem fazer a adesão ao programa através de cadastramento no site da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br). Hoje, cerca de 150 mil empresas no país fazem sua declaração pelo lucro real.

A licença complementar de 2 meses começa a valer após o fim da licença maternidade. A lei exige que a empregada não exerça atividade remunerada nesse período nem deixei a criança sob os cuidados de uma creche, sob pena de perder o benefício.

A empresa, porém, não é obrigada a conceder a extensão da licença à funcionária. Essa é uma decisão interna e a empresa poderá negar o pedido se entender que não é vantajoso.

Para a advogada trabalhista Bruna Esteves Sá, o Programa oferece grandes vantagens para a empresa, mesmo que a funcionária fique mais dois meses afastada do serviço. “A extensão da licença maternidade é uma tendência, já que o Brasil é um dos poucos países em que a licença é de apenas 4 meses. Muitas empresas multinacionais já possuem uma política interna de conceder períodos maiores, mas não tinham vantagem nenhuma no Brasil. Esta licença maior demonstra a responsabilidade social da empresa, tanto perante seus acionistas quanto a seus clientes e, consequentemente, atrai melhores talentos para a empresa, que sempre estarão à procura de um lugar melhor para trabalhar”.

O informe da publicação foi feito pela Receita Federal através da Instrução Normativa n°991 no dia 21 de janeiro de 2010 e a lei entrou em vigor no dia 25 de janeiro de 2010. As servidoras públicas já haviam conquistado este direito desde o dia 10 de setembro de 2008 através da Lei n°11.770.

Como Proceder

É a empregada gestante quem deve dar o primeiro passo no processo. Ela deve requerer a prorrogação do salário-maternidade por mais dois meses no RH da empresa até, no máximo, o final do primeiro mês após o parto. Somente as empresas que fazem a declaração através do lucro real poderão conceder o benefício e descontar o valor do salário do imposto de renda.

Após o pedido da funcionária, a empresa deve se cadastrar no Programa Empresa Cidadã na Receita Federal, através da Internet (www.receita.fazenda.gov.br). O requerimento de adesão da pessoa jurídica deve ser formulado em nome do estabelecimento matriz, pelo responsável perante o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). O acesso ao endereço eletrônico é feito através de código de acesso, a ser obtido no sítio da RFB, ou mediante certificado digital válido.

Paula Ramos Franco

Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/gestantes/licenca_maternidade_de_6_meses.htm

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Parto humanizado conquista grávidas

Prática surge para acabar de vez com o mito da cesárea

WILL MONTENEGRO


Na banheira ou dentro de casa. As modalidades de partos normais são diversas, no entanto, o que modifica, é a maneira de como o parto é conduzido e realizado. O mito de uma vez cesárea, sempre cesárea, em pouco tempo, pode ser quebrado, com a efetivação do parto ativo ou mais conhecido como parto humanizado. O nascimento normal sem intervenções cirúrgicas também é caracterizado como humanizado e independe dos espaço em que é realizado. Pode ser no hospital ou em outro local adequado. É claro que em casos extremos e de complicações, a cesárea é a cirurgia salvadora da mãe e do bebê. Entretanto, métodos alternativos estão, cada vez mais, sendo implantandados no segmento da saúde brasileira.

Prova disso, é o reconhecimento do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS) dos benefícios do parto normal, tanto para a mãe como para o seu bebê. Os benefícios podem ir desde uma melhor recuperação da mulher e redução de riscos de infeccção hospitalar até vantagens financeiras quando o assunto é parto normal. Com base em dados do Sistema Único de Saúde (SUS), a prática custa R$ 291, enquanto a cesárea, R$ 402. A cesariana inclue também infecções e hemorragias e até risco para o bebê, durante o corte da parede uterina.

De acordo com o gerente de toco-ginecologia da Santa Casa de Misericódia do Pará, Antônio Sérgio Carvalho, o parto humanizado conforme o que determina o Ministério da Saúde, começa com assistência pré-natal, depois o acolhimento da gestante e, finalmente, o direito ao acompanhante de ficar com a gestante desde a internação até a alta hospitalar. 'E o trabalho é direcionado para fazer com que se reduzam as intervenções no trabalho de parto. Tais como a colocação de soro com hormônio que acelera a contração, lavagem intestinal, raspagem dos pêlos pubianos e minimizar a taxa de cortes realizados na vagina', afirma.

Entranto, mais do que o simples acompamento adequado da gravidez, o parto humanizado preconiza um trabalho biopsicossocial realizado ao longo da gestação com mulher. Além de ressaltar, a necessidade do processo da natureza humana de parir. Caso mais recente foi da top model brasileira Gisele Bündchen, que preferiu, na hora do parto, estar em casa com o marido e usando apenas um banho quente para aliviar a dor.

Servidora passou 22h em trabalho de parto

A bolsa se rompeu às 21 horas e o bebê só nasceu às 19 horas do dia seguinte. Foram 22 horas de trabalho de parto até ouvir o primeiro choro do filho. Para a servidora pública Ana Paula Gaia, a internet foi a principal ferramenta que a apresentou às modalidades de parto e informações sobre a gravidez, em especial, o parto humanizado. A partir das informações disponibilizadas na rede mundial de computadores, ela começou a frequentar grupos de apoio e participar de discussões com outras mulheres sobre a prática.

'Minha bolsa se rompeu à noite e só fui para o hospital às cinco horas da manhã, porque não tinha necessidade de ir logo. A bolsa rompida requer um pouco mais de cuidado, mas depende muito de cada caso. Até às 10 horas da manhã, ainda não estava em trabalho de parto. A minha médica esperou entrar em trabalho no final da manhã', relata.

Ana Paula é integrante da rede Parto do Princípio, que está presente em 16 Estados brasileiros e no Distrito Federal. A rede é formada essencialmente por mulheres que crêem na sua capacidade de tomar para si as decisões sobre o seu corpo nos processos de gestação, parto e pós-parto. Sem vínculos com profissionais, organizações e planos de saúde, a rede busca oferecer informações às usuárias. 'São mulheres que buscam informação e orientações sobre a capacidade de parir e de amamentar. De resgatar o processo de parir', diz.

Segundo ela, as mulheres sofrem intervenções ao serem entregues, no trabalho de parto, nas mãos de médicos e enfermeiros e, consequentemente, acabam não seguindo a sua natureza de parir. 'Quando ela está nas mãos dos profissionais, a mulher fica o tempo todo passiva. Fica recebendo ordem e o processo de parir não é natural, leva anestesias, procedimentos cirúrgicos e isso quando ela não vai para uma cesárea. Buscamos informar que ela é capaz de parir, de se movimentar na hora do trabalho de parto. O corpo simplesmente expele o bebê e não precisa ficar sedada. Basta que ela aceite essa condição e deixe o corpo agir naturalmente. Lógico que ela precisa de liberdade e privacidade.', explica.

A cesárea não é condenada pela rede, que divulga o seu trabalho através do endereço eletrônico: www.partodoprincipio.com.br. Pelo contrário, considera a cirúrgia salvadora. 'O que condenamos é uma cesárea eletiva', afirma.

Obstetra: menor risco para as mães e bebês

'Não é uma preferência e, sim, um compromisso'. É desta forma que a obstetra, Neila Dahas Jorge, se refere ao parto normal. Ela atua na especialidade há 29 anos e teve a formação voltada para prática por se tratar de uma via natural e de menor risco à mãe e ao bebê. Para a médica, a cesárea foi inventada para salvar a vida - de mãe e filho - nos casos em que o parto normal os expunha aos riscos.

'A cesárea foi banalizada e, devido a vários fatores ligados à mãe e ao médico, tornou-se indicação básica. A mãe não quer sentir dor e escolhe o dia e a hora do nascimento. Ela acredita que o parto normal possa danificar-lhe a genitália comprometendo sua atividade sexual', justifica.

Apesar disso, Neila considera que a cesariana tem indicações nas gestações de alto risco e ainda durante o trabalho de parto. São elas: desproporção entre a cabeça fetal e a bacia materna, sofrimento fetal agudo, irregularidades incorrigíveis nas contrações e/ou na dilatação do colo, entre outros. Segundo a obstetra, um parto normal conduzido corretamente e humanizado, possibilita melhor e mais rápida recuperação para a mãe, menos riscos de prematuridade e de angústia respiratória do recém-nascido. A médica não sabe mensurar o número de partos realizados ao longo da carreira.

'A família reforça o elo do casal, e mais rapidamente é estabelecido o vínculo mãe e filho através da amamentação precoce. Não faço idéia de quantos partos ou cesáreos já realizei. Nunca contei, porque quando jovem, no Rio de Janeiro, fazia plantões seguidos e a quantidade era absurda de procedimentos (10 a 20 pacientes por 24 horas), diz Neila Dahas.

Analista funda grupo que já atua em belém

A internet também foi a porta de entrada sobre o parto humanizado da analista de sistema Thayssa Rocha. Ela começou a frequentar os grupos de apoios sobre a temática em 2006, quando ainda morava na cidade de Olinda, em Recife. Thayssa ressalta a importância de grupos de apoio para auxiliar a grávida, já que estava em busca de uma alternativa de parto, que não fosse a cesárea nem o parto normal.

Após freqüentar os grupos de discussão e o nascimento do filho, Thayssa quis retribuir os conhecimentos adquiridos durante a gravidez. Juntou-se às amigas e fundou o grupo Ishita-Recife, que tinha o objetivo de oferecer informações para grávidas sobre o parto humanizado. Em 2008, Thayssa se mudou para a capital paraense e deu início às atividades do Ishita-Belém.

O grupo Ishita trabalha com reuniões semanais com o intuito de trocar as experiências do parto humanizado. Além de contar com uma equipe de profissionais de saúde multidisciplinar. Entre eles, obstetras, enfermeiros, fisioterapeutas, educadores físicos e demais profissionais de saúde adeptos do parto sem intervenções cirúrgicas desnecessárias. Segundo Thayssa, as reuniões são compostas, em média, de 10 mulheres que buscam informações sobre o parto normal e, então, que queiram desmistificar a prática cesariana. 'Basicamente elas chegam procurando informação. São reuniões quinzenais e temáticas. É importante para a mulher grávida se sentir parte de um grupo. Para mim, isso foi muito importante', diz.

Thayssa afirma que a presença de maridos, avós e parentes é constante no grupo e é um apoio para a mulher imersa na sociedade que preconiza a cesárea. Ela não é contra a cesárea, no entanto, a considera como uma cirurgia de resgate, quando indicada.

Além de atuar o grupo, Thayssa é doula (palavra grega, que significa: 'mulher que serve'). São mulheres voluntárias com experiência em ajudar e tranquilizar as gestantes. A doula, segundo explica, tem o obejtivo de acompahar a grávida desde pré-natal até o pós-parto, minizando as consequências do estado.

Nascimento em casa volta a ser incentivado por profissionais

Condução é a palavra mais adequada para definir quem auxilia no parto humanizado. O enfermeiro-obstetra e professor da Universidade do Estado do Pará (Uepa), Horácio Bastos, já conduziu três partos em casa. Ele também participa dos encontros do Ishita e afirma que não é toda grávida que pode fazer o parto em casa. 'É preciso acompanhar a mulher desde pré-natal até o pós-parto, e para isso uma equipe de profissionais precisa acompanhá-la. Nem toda mulher poder fazer isso. Ela precisa ser muito bem atendida. Há uma maternidade de retaguarda para caso aconteça alguma complicação', explica.

O professor conta que foi partir de uma exposição fotográfica de partos normais que despertou o interesse, principalmente, em bibliográficas científicas que abordassem o assunto. Hoje, ele repassa os conhecimentos adquiridos aos alunos e demonstra que existem alternativas que não é somente a cesárea.

Foi através de uma amiga que trabalha com grupo de mulheres, no Rio de Janeiro, que a professora Edna Abreu tomou conhecimento do parto humanizado. Hoje, aos 40 anos de idade, ela tem dois filhos. Todos nascidos de parto humanizado e realizados dentro de casa.

Na época, ela morava no Rio de Janeiro, quando engravidou da primeira filha. Depois, no segundo filho, o parto foi realizado em Belém. Segundo ela, as duas experiências foram pensadas no bem-estar dos filhos. 'Eu e meu marido, optamos por isso em respeito a mim e aos nossos filhos que nasceram na companhia de profissionais que respeitaram o meu processo fisiológico e tudo foi feito com muita informação, esclarecimento e diálogo. Dentro de casa nós temos total liberdade de movimento, posição e toda disponibilidade de tempo, temos o direito a fazer as escolhas que consideramos melhores', relata.

Rede ajuda mulheres a perder medo de ter filho naturalmente

A usuária da rede considera que as mulheres têm medo do trabalho de parto, principalmente de como ele é demonstrado para a sociedade. De acordo com Ana Paula, isso ocorre quando a mulher está entre uma equipe médica fora dos padrões de humanização. 'As mulheres precisam se sentir seguras no trabalho de parto. Ela sente o corpo, mas, é claro, que ela geme, dá aqueles sinais naturais de uma mulher que vai ter um filho e é por causa disso que muitas mulheres temem o parto normal, além de que não têm informações suficientes de quando precisam de uma cesárea', completa.

Para ela, os profissionais de saúde precisam ter confiança na capacidade natural de parir, além de disponibilidade de tempo para a realização do parto natural, sem precisar induzir o nascimento do bebê com intervenções cirúrgicas, como por exemplo, a injeção de ocitocina para acelerar o trabalho de parto, aumentando a força das contrações. Ou ainda o períneo (corte vaginal) para facilitar a passagem da criança.

Fonte:http://www.orm.com.br/amazoniajornal/interna/default.asp?modulo=222&codigo=457840
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sábado, 20 de fevereiro de 2010

Parto do Princípio - Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa

Video muito especial...sobre a Parto do Princípio!

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Sobrepeso e obesidade estão ligados à fase de amamentação

Risco de sobrepeso é maior quando bebês comem papinha antes dos seis meses

Esperar mais tempo para começar a dar alimentos sólidos a recém-nascidos pode evitar com que eles se tornem adultos gordinhos.

Segundo um estudo da Universidade de Copenhagen (Dinamarca), quanto mais tarde as papinhas forem introduzidas na dieta dos bebês, menores são os riscos dessas crianças tornarem-se adultos com sobrepeso ou obesos. Ainda que os dados não sejam conclusivos, alguns estudos mostram que o leite materno protege a criança contra a obesidade.

A Organização Mundial da Saúde recomenda que os bebês sejam alimentados no peito, principalmente nos primeiros seis meses de vida. A pesquisa analisou pouco mais de 5 mil homens e mulheres nascidos em Copenhague entre os anos de 1959 e 1961. Nessa época, os pais eram instruídos a começarem a dar comida entre quatro e seis meses de vida da criança, mas muitos deles começavam antes.

Metade dos analisados foi alimentada com leite materno por pelo menos dois meses e meio. Enquanto outra metade, já passou a receber comida sólida a partir dos três meses e meio, em média.

Desses, 17% recebeu alimentos sólidos antes dos dois meses e 46% não começou a comer até os quatro meses. No primeiro ano de vida, bebês que eram amamentados possuíam menor Índice de Massa Corporal (IMC).

Os pesquisadores encontraram correlação entre a idade de introdução de alimentos e o IMC dos participantes na idade adulta. A cada mês de atraso de início de cardápio com alimentos sólidos, o risco de sobrepeso diminui entre 5% e 10%.

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

CINEMATERNA - 23 de Fevereiro

Filme: Idas e Vindas do Amor


Dia: 23 de fevereiro - terça-feira

Local: Cinemark Iguatemi Campinas - Campinas - SP

Horário: 14h

Elenco: Jessica Alba, Jessica Biel, Anne Hathaway, Ashton Kutcher

Direção: Garry Marshall

País de Origem: EUA

Gênero: Romance

Duração: 90min

Classificação indicativa: n\d

Sinopse
Em 'Idas e Vindas do Amor', dez diferentes histórias de casais comemoram o Dia dos Namorados em Los Angeles.

Fonte: cinematerna
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domingo, 14 de fevereiro de 2010

Convênios

Em Breve!
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Profissional

Dra. Nathália Helena de Souza Teixeira

Possui graduação em Fisioterapia pela Universidade Paulista. Especialista em Fisioterapia aplicada à Ortopedia e Traumatologia pela Universidade Estadual de Campinas- Unicamp. Doula formada pela Associação Nacional de Doulas. Atualmente é Fisioterapeuta voluntária do Grupo de Parto Alternativo da Unicamp. Tem experiência na área de Fisioterapia Ortopédica e Traumatológica, Fisioterapia Obstétrica e Dermato-Funcional.




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